domingo, 30 de março de 2014

Zamin anuncia oficialmente a paralisação de suas operações no Amapá

A Zamin Amapá, sistema integrado pela mina em Pedra Branca do Amapari, pela Estrada de Ferro do Amapá e operação do terminal portuário em Santana, informou por meio de comunicado na noite deste sábado (29/03) que está interrompendo a produção de minério pelos próximos três meses. 

De acordo com o comunicado da empresa, a interrupção da atividades será feita a partir do final do mês de abril. A Zamin informou também que a interrupção das atividades na Mina 66, em Pedra Branca do Amapari é temporária. 

Oficialmente os principais motivos para a decisão seriam o término da capacidade de estocagem de minério de ferro, tanto em Pedra Branca quando em Santana e o atraso nas obras de reconstrução do terminal de embarque de minério em Santana. 

Nos bastidores, no entanto, se sabe que há um estremecimento nas relações da empresa com o Governo do Estado. O governador Camilo Capiberibe (PSB) não deu as contrapartidas necessárias para que o projeto continue funcionando plenamente. Uma delas é a prorrogação de isenção de ICMS do óleo diesel usado para a geração térmica própria da empresa. 

Um documento da Zamin Ferrous, alertando sobre a prorrogação, está sem resposta desde setembro do ano passado na Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração. Os executivos reiteraram em dezembro o alerta. O prazo para a prorrogação se extingue na próxima segunda feira. 

Os trabalhadores da Zamin Amapá que atuam na Mina entrarão em férias coletivas a partir da paralisação, tendo previsão de retorno as suas atividades após 90 dias, ou seja, provavelmente em agosto de 2014. 

Esse será o período em que se prevê uma diminuição no estoque de minério de ferro e o avanço nas obras de reconstrução do terminal de embarque. As atividades da ferrovia e do Porto continuarão normalmente. 

Até o momento, os embarques de minério têm sido realizados por meio de barcaças que atracam no píer fixo da Zamin Amapá, onde foram instaladas correias transportadoras. As barcaças fazem o transbordo (transferência do minério) para navios de maior capacidade localizados em dois pontos distintos: o primeiro, na Companhia das Docas de Santana (CDSA) e, o segundo, próximo ao balneário da Fazendinha, onde ficam ancorados. 

No entanto, esse sistema provisório de embarque não tem a capacidade de exportar todo minério produzido pela Mina e, por isso, as áreas de estocagem estão no nível máximo. Se as operações continuarem poderá ocorrer sobrecarga o que gera risco para as operações. 

A Zamin garantiu também que irá analisar cada contrato com as empresas terceirizadas para que todas as regras e acordos firmados sejam respeitados em relação à interrupção. "Acreditamos que cada empresa terceirizada definirá a estratégia que lhe for mais coerente em relação aos seus colaboradores, respeitando seus direitos e prevendo o direcionamento da mão-de-obra para outras atividades", diz o comunicado. 

A empresa também se comprometeu a cooperar com as autoridades locais para "diminuir ao máximo os impactos causados pela interrupção temporária das atividades da Mina e reafirma que sempre estará ao lado do Estado para fomentar a economia e desenvolvimento do mesmo".

Lixo santanense é depositado em aterro controlado de Macapá

Os prefeitos de Macapá e Santana, Clécio Luís e Robson Rocha, assinaram na tarde dessa quinta-feira, 27/03, o termo de compromisso que visa adotar soluções integradas para a destinação dos resíduos sólidos provenientes do município de Santana, no aterro sanitário de Macapá. 

A falta de um local apropriado e economicamente viável para a instalação de um aterro sanitário, conforme preconiza a Política Nacional de Resíduos Sólidos, inviabiliza a destinação do lixo proveniente da coleta em toda área urbana e rural de Santana. Com a necessidade imediata de se interromper a destinação dos resíduos para a “lixeira pública” santanense, as prefeituras, de forma integrada, acordaram a destinação do lixo do segundo maior município do Amapá. A partir de 1º de abril, o município de Santana destinará os resíduos produzidos e coletados para o aterro sanitário de Macapá, localizado na Rodovia 210, km 14. O termo de compromisso tem vigência de um ano. 

O prefeito Robson Rocha agradeceu a sensibilidade do prefeito Clécio Luís e disponibilidade em ajudar o município vizinho. “A lixeira pública de Santana representa perigo para a saúde pública, causa insegurança, além de deixar nossa cidade com um aspecto terrível. Graças ao apoio do prefeito Clécio mudaremos essa realidade. A partir de agora, os santanenses poderão ter qualidade de vida”. 

De comum acordo, o prefeito Clécio se colocou à disposição para ajudar a cidade vizinha do que estiver ao alcance da gestão. “Este é um ato bilateral de entendimento, somos cidades irmãs. O fato dos resíduos de Santana serem depositados no aterro de Macapá não trará prejuízo algum ao nosso município, se podemos fazer o bem para a população da cidade vizinha, não temos porque negar esta parceria”, reiterou. 

Motivos que levaram ao acordo
O município de Santana dispõe de uma “lixeira a céu aberto”, com área de 267 mil metros quadrados, onde são depositados, indiscriminadamente, os resíduos domésticos, comerciais e entulhos. A capacidade de uso do espaço encontra-se esgotada, em decorrência inadequada dos resíduos, bem como pela falta de ordenamento de uso. A lixeira tem representado risco à saúde dos moradores do entorno e aos motoristas que trafegam pela rodovia Duca Serra, em decorrência da fumaça, pela prática de atear fogo no lixo, e dos urubus que sobrevoam o local. 

Além disso, a proximidade com o rio Amazonas, assim como as instalações do Distrito Industrial, cuja contaminação do lençol freático pode comprometer a produção e como consequência provocar o fechamento de empresas. Outro fator relevante é que a cada ano a lixeira vem comprometendo a qualidade de vida das famílias e a disposição dos resíduos afronta a legislação ambiental.

Governo se reúne com prefeitos e mineradora para tratar caso de demissão coletiva

A reunião foi convocada em virtude da suposta demissão em massa de funcionários e prestadoras de serviços terceirizados da empresa mineradora Zamin Amapá. O governador Camilo Capiberibe, após ouvir todos os prefeitos, representantes das empresas e secretários, indicou o secretário da Seicom, José Reinaldo Picanço, como seu representante para o acompanhamento integral das ações relacionadas ao tema. 

As possíveis demissões foram a pauta principal da reunião entre o governador, prefeitos dos municípios de Serra do Navio, José Maria Lobato; de Pedra Branca do Amapari, Genival Gemaque; de Santana, Robson Rocha; vereadores das respectivas localidades; secretários de Estado e diretores da empresa Zamin. O encontrou ocorreu na noite de quinta-feira, 27/03, no Palácio do Setentrião. 

O governador Camilo Capiberibe deixou claro que as informações das possíveis demissões não preocupavam apenas os gestores dos municípios e da empresa, mas também o Governo do Estado, que mostrou preocupação e total apoio para evitar, ao máximo, esses transtornos aos cidadãos envolvidos com o projeto. 

"Evidentemente que nossa maior preocupação é com aqueles pais de família que trabalham diretamente para a empresa, assim como os terceirizados. O governo está à disposição para trabalhar conjuntamente e buscar alternativas para que possamos preservar, em primeiro lugar, os trabalhos e impedir, ao máximo, qualquer tipo de transtorno aos moradores das referidas localidades", afirmou. 

O diretor da Zamin, José Luiz Martins, explicou a real situação da empresa, informando que, pela programação, o porto entraria em operação no mês de maio, no entanto, a obra não ficou pronta e não há mais espaço para estocar minério. 

Paralisação
Segundo o diretor da Zamin, a previsão de paralisação num período de 90 dias refere-se às atividades da mina em Pedra Branca, no entanto a empresa continuará embarcando o minério para aumentar o ritmo de exportação. Nesse tempo de três meses serão dadas férias coletivas para que nenhum dos funcionários da Zamin seja demitido. No que se refere aos terceirizados, cada empresa está procurando uma solução que minimize prejuízos. 

Os prefeitos
Os gestores dos municípios de Serra do Navio, Pedra Branca e Santana, onde a empresa atua na extração, escoamento e exportação, estão preocupados com o impacto econômico e social caso o porto da Zamin não fique apto a funcionar no período de três meses, prazo estipulado pela empresa. As considerações de todos os gestores foram unânimes. 

"A nossa preocupação é com os munícipes e trabalhadores, motivo de estarmos aqui com o governador Camilo Capiberibe e com a empresa para acharmos possibilidades de diminuição desse impacto. Contamos com o apoio do governo e já estamos tendo", pontuou o prefeito de Serra do Navio, José Maria Lobato. 

O acidente
Desde o sinistro ocorrido no porto da empresa, em Santana, no dia 28 de março de 2013, quando houve o desmoronamento de terra levando para baixo o píer, que vitimou seis pessoas, a empresa Zamin que sucedeu a Anglo Ferrous, teve que reduzir suas atividades de escoamento de minério. 

Prevenção
A empresa também relatou que uma das soluções para evitar qualquer tipo de acidente é fazer uma dragagem no leito do porto, que significa retirar o material de forma lenta para que o talude, que hoje é vertical, volte ao formato inclinado. Porém, a Zamin esclareceu que, durante o serviço de dragagem, é necessário que a distribuidora de combustíveis Ipiranga, que ocupa a área ao lado da obra, suspenda as atividades para evitar qualquer risco de acidentes.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Prefeito fala de demissão em massa em mineradora de Pedra Branca

Cerca de dois mil trabalhadores terceirizados que prestam serviço para a mineradora Zamin Ferrous deverão ser demitidos no dia 24 de abril. A informação foi dada por Genival Gemaque (PR), prefeito de Pedra Branca do Amapari, onde está instalada a empresa. Uma reunião entre o chefe do executivo municipal e representantes da mineradora foi realizada nesta quarta-feira (26) na sede do município distante 183 quilômetros de Macapá. A empresa prometeu se posicionar sobre a possível demissão em massa, mas não houve resposta até a noite de quarta-feira, 02/04. 

O prefeito disse que durante o encontro, a mineradora justificou a demissão dos trabalhadores informando a suspensão da extração de minérios em Pedra Branca do Amapari, por um período de 30 a 90 dias . A decisão de paralisar os serviços teria sido tomada por falta de condições de escoar o minério para fora do estado. 

“A empresa confirmou a demissão por causa das dificuldades na exportação do minério por não ter um porto próprio para esse serviço. Ela disse que vai paralisar por um período de até 90 dias, mas acreditamos que esse tempo vai se prolongar”, disse Genival Gemaque. 

A falta de uma estrutura exclusiva para escoar minério de ferro é consequência do desabamento do porto da mineradora, ocorrido em 28 de março de 2013, em Santana, a 17 quilômetros de Macapá. No acidente, caminhões, guindastes e minério foram arrastados para dentro do rio Amazonas. Quatro pessoas morreram e duas continuam desaparecidas. 

A paralisação na extração de minério seria até o término da construção de um novo porto, conforme informou o prefeito de Pedra Branca do Amapari. 

Minério estocado em excesso no
pátio da mineradora, em Santana
A demissão dos trabalhadores provocou o Município a montar uma comissão com os nove vereadores para buscar apoio junto ao governo do Amapá e Assembleia Legislativa. As autoridades de Pedra Branca do Amapari querem que os poderes interfiram na demissão em massa. 

“Estamos buscando apoio para ver quais medidas políticas a serem tomadas em relação a isso”, comentou o vereador Aires Andrade (PSDB), membro da comissão. 

Consequências
A mobilização dos políticos locais deve-se aos impactos econômicos que Pedra Branca do Amapari deverá sofrer com a paralisação dos serviços na cidade. A extração mineral, por exemplo, representa a maior parcela no Produto Interno Bruto (PIB) do município, com 34,88%. Os dados são da Secretaria de Planejamento (Seplan). 

A atividade mineral também coloca Pedra Branca do Amapari como a quarta maior representação dentro do PIB estadual, influenciando 3,1% na produção de riquezas do Amapá. O município também tem a maior renda per capita do estado, com R$ 24.782. 

De acordo com o prefeito Genival Gemaque, a principal queda econômica será no Imposto Sobre Serviços (ISS), tributo que gera receita de R$ 500 mil mensais aos cofres municipais. 

Somente o valor pago pela mineradora representa quase 100% do ISS pago a Pedra Branca do Amapari, que possui 93 empresas, conforme números do Cadastro Central de Empresas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

“Se a empresa parar os serviços, vamos deixar de receber o ISS. Ela representa quase 90% do imposto”, calculou o prefeito de Pedra Branca do Amapari. 

Compra
A medida informada pela empresa aos representantes de Pedra Branca do Amapari acontece há exatos sete meses de ela ter anunciado a compra da referida mina no Amapá. A empresa adquiriu a estrutura da inglesa Anglo American por 136 milhões de dólares. 

De acordo com o contrato, a Zamin pagaria durante cinco anos uma compensação à Anglo, com base no preço do minério de ferro exportado. Este valor não poderia ultrapassar 130 milhões de dólares. 

O dinheiro deve ser usado para reduzir o endividamento da companhia inglesa, que seria a responsável pelas possíveis indenizações às famílias das vítimas no acidente em Santana. 

A Anglo American adquiriu, em 2008, 70% da exploração no Amapá dentro de uma transação de 5,5 bilhões de dólares que também permitiu assumir o controle de 100% da mina da Minas-Rio, e 49% da operadora portuária LLX Minas-Rio. 

Especializada em ferro, a Zamin Ferrous é uma empresa de capital fechado que opera no país desde 2005, com ativos de mineração no Brasil e no Uruguai. A intenção da mineradora era triplicar a produção no país com a aquisição da mina no Amapá. 

A empresa também possui no estado uma reserva chamada ‘Zamapá’, que produziu 1,5 milhão de toneladas de ferro em 2012. A mina que iniciou os embarques em 2011 tem estimativa de produção de 153 milhões de toneladas e fica entre os municípios de Ferreira Gomes e Tartarugalzinho.

Acidente no porto da Anglo: tragédia completa um ano e inquérito continua sem conclusão

A polícia Civil instaurou inquérito para apurar o que teria causado a tragédia. O delegado responsável pelo caso, José Neto, já ouviu pelo menos 10 pessoas, entre funcionários e a gerência da empresa Anglo. O inquérito já alcançou mais de mil laudas. Nesta sexta-feira (28/03), a tragédia completa um ano, e não há nem previsão do inquérito ser concluído. Além das investigações policiais, várias hipóteses das causas do acidente foram levantadas. 

Na última entrevista com representantes da mineradora, foram apresentados subsídios da possível causa. O laudo, baseado em estudos feitos por especialistas, contratados pela Anglo Ferrous, apontou que o desmoronamento ocorreu por causa da existência de “argila rara” e sensível, no caís. O documento apontou ainda, que a tragédia não poderia ser evitada. Mas segundo o delegado, o laudo pericial feito pela Polícia Técnico Cientifica do Amapá disse o contrário e apontou negligência, por parte da Mineradora. ”Um novo laudo foi solicitado a POLITEC, para uma contraprova” informou o delegado. 

O vereador de Santana, Zé Roberto do PT, apresentou na Câmara Municipal, um requerimento pedindo abertura de uma CPI para apurar as possíveis causas e responsáveis da tragédia, mas a mesa diretora não aceitou, porque apenas três vereadores votaram a favor. ”Por falta de quórum, o requerimento não foi aprovado” disse o vereador. 

Se o novo laudo apontar novamente que houve negligência por parte da empresa, o diretor na época da Anglo Ferrous José Luis Martins será indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. 

Seis pessoas (funcionários e terceirizados) morreram na tragédia do porto da Anglo Ferrous, sendo que duas vítimas até hoje não foram encontradas. As vítimas foram: Pedro Coelho Ribeiro (Anglo), Benedito Cláudio Lopes dos Santos (Anglo), Manoel Moraes de A. Souza (Anglo), Josmar Oliveira Abreu (Juvic), Eglisson Nazário dos Santos (AIS) e Maicon Clay Carvalho (SGS). 

As buscas cessaram no final de novembro de 2013, o que causou ainda mais a revolta por parte das famílias dos outros trabalhadores que não puderam localizar seus entes queridos. "Não tivemos sequer o direito de enterrar aqueles que um dia foi importante para nós", lamentou Carlos Souza, irmão de um dos operários que nunca foram localizados pelas equipes de busca da mineradora.

Familiares das vítimas entraram num acordo com a empresa e cada uma recebeu uma quantia em dinheiro, que motivos de segurança não pode ser divulgada. 

Reportagem: Fernando Santos

quarta-feira, 26 de março de 2014

Ministério Público debaterá lixeira pública a céu aberto

A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural da Comarca de Santana, por meio do promotor Adilson Garcia do Nascimento, realizará no próximo dia 04 de abril, a partir das 9h30, no Plenário do Júri do Fórum da Comarca de Santana, audiência pública para informar à comunidade a respeito da remediação da lixeira a céu aberto do município, bem como a remoção dos moradores da área da lixeira e sob a área de segurança dos Linhões da Eletronorte. 

Na ocasião, serão apresentadas propostas para solução dos problemas detectados, visando possível ajustamento de conduta, mediante aluguel social e realocação nas Unidades Habitacionais do Delta do Matapi. 

Além dos designados para apresentação dos problemas, poderão ser inscritos, quaisquer interessados para falarem durante a audiência, no limite de 05 minutos. Para participar das exposições, os interessados deverão se inscrever pessoalmente no prédio da Promotoria de Justiça de defesa do Meio Ambiente, da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural da Comarca de Santana, localizado avenida B1, nº 40 - Vila Amazonas – Santana/AP ou pelo telefone (96) 3281-7261.

MP-AP elabora estratégia com ajuda popular

O trabalho do MP-AP em defesa da cidadania é contínuo. Para transformar ações em benefícios diretos para a sociedade, está em implantação a gestão estratégica 2013-2016. Neste processo de construção, é fundamental que toda a sociedade participe. 

Seguindo o cronograma de ações do Planejamento Estratégico do Mi-nistério Público do Amapá (MP-AP), será realizado, no próximo dia 28/03, o Fórum de Gestão Estratégica com a participação da Sociedade Civil organizada e principais entidades públicas e privadas de Macapá, Santana e Mazagão. O evento acontece no Museu Sacaca, de 8h às 13h, com participação social e, das 15h às 18h, com membros e servidores consolidando os resultados do Fórum. 

De acordo com a procuradora-geral de justiça, Ivana Cei, o Fórum visa identificar a percepção da sociedade perante a atuação do MP-AP, além do levantamento das áreas prioritárias das respectivas regiões e a definição de ações que contribuam com a estratégia e contemple as necessidades levantadas com a participação dos representantes dessa sociedade . “Vamos indicar ações que contribuam com a estratégia do Ministério Público”, completou. 

A procuradora-geral de justiça frisou ainda, que o Ministério Público do Amapá continuará atuando em projetos e atividades vinculadas às suas atividades diárias, no entanto, terá atuação em algumas áreas de forma estratégica, conforme definição do mapa estratégico. 

Para o gerente do planejamento estratégico do MP-AP, Roberto da Silva Álvares, o Fórum também dá oportunidade de conhecimento na elaboração das ações que serão consideradas estratégicas para a gestão. “O Ministério Público irá elaborar o seu Portfólio de Projetos, que representam as linhas de ações estratégicas a serem adotadas pela instituição, no período de 2013 a 2016”, afirmou. 

“Também será realizado um workshop, que é a 2ª Capacitação de Projetos, no período de 31 de março a 01 de abril, no auditório da Promotoria de Macapá, com o objetivo de discutir as principais ideias, iniciativas e projetos a serem desenvolvidos pelo MP-AP, relacionados aos Objetivos Estratégicos definidos no Mapa Estratégico. Isso representa o início da criação dos Projetos que farão parte do Portfólio de Projetos Estratégicos do MP-AP.”, reforçou Eliana Leitão, Diretora de Planejamento.

Governo se movimenta para pavimentação

Santana e Mazagão serão locais de audiências públicas para debater o processo de contratação de empresa para a pavimentação do trecho sul da BR-156. As audiências começarão por Santana, no próximo dia 29. No município de Mazagão a audiência pública ocorrerá dia 30. 

Na última terça-feira (25/03), o governo do estado, por meio da Secretaria dos Transportes (Setrap), emitiu convite aos moradores do município de Santana, para a audiência pública naquele município. O convite esclarece que o encontro para debate versará a respeito da demonstração e discussão das diretrizes de elaboração do edital de licitação visando a contratação de empresa para a execução das obras de construção e pavimentação da BR-156, trecho sul. 

Segundo o convite, a audiência pública em Santana, dia 29, será das 9h às 12h, no Centro Comunitário de Igarapé do Lago. Convite semelhante foi expedido para os munícipes de Mazagão. Ali, a audiência pública acontecerá das 14h às 17h, no Centro Comunitário da Comunidade de Torrão do Matapi.

Inaugurado Defenap em Santana

O Governo do Amapá entregou nesta sexta-feira, 21/03, a nova sede do Núcleo Regional da Defensoria Pública do município de Santana. O novo espaço fica localizado na Avenida B-1, n° 17, Vila Amazonas. 

O prédio possui seis salas para atendimento individualizado dos assistidos pela Defensoria, permitindo maior privacidade nas entrevistas, além de duas salas confortáveis, sendo uma para recepção e outra para a triagem. 

"Nós estamos entregando a nova sede do Núcleo Regional da Defensoria Pública aqui no município de Santana com muito mais espaço e conforto à população que mais necessita, e para que possa ser melhor assistida", ressaltou o governador Camilo Capiberibe. 

O novo espaço, cedido pelo Tribunal de Justiça do Amapá, foi totalmente reformado com pintura, serviços elétricos e hidráulicos, além de consertos no forro e no telhado. As obras somaram o valor de R$ 15 mil. 

O defensor-geral, Ivanci Magno, explicou que, além de oferecer mais conforto à comunidade, o prédio fica mais próximo do Fórum da Comarca de Santana, permitindo maior interação entre a Defensoria Pública e os juízes e promotores, fato primordial para uma melhor prestação jurisdicional.

Após 38 anos, município de Santana recebe o maior investimento em saneamento

Num discurso emocionado, o governador Camilo Capiberibe lembrou, ao entregar a Estação de Tratamento de Água (ETA) de Santana, que essa é a maior obra de saneamento básico feito pelo Governo do Estado em 38 anos. O último investimento em água naquele município ocorreu em 1976. 

Disse ainda que segue com a meta de levar água tratada para 100% dos domicílios de todos os dezesseis municípios do Estado, a exemplo que já fez em Amapá e em localidades como Gurupora, em Cutias, e Maracá, no Mazagão, além de Vitória do Jari, entre outros. 

E moradores de bairros como o Ambrósio, que antes tinham, de forma precária, água tratada, já sentiram os reflexos dos investimentos de mais de R$ 12 milhões feitos pelo governador Camilo Capiberibe para levar água tratada aos lares santanenses. 

"Desde de fevereiro começou, aos poucos, chegar água na torneira de casa e hoje, finalmente consegui, depois de muito tempo, tomar banho usando meu chuveiro", comemorou a doméstica Gisele Cardoso Carvalho. 

"Ficamos todos felizes quando percebemos que a água estava chegando nas torneiras. Depois de tantos anos sem água não tinha mais esperanças, por isso vim hoje para a inauguração, para agradecer o empenho do governador", declarou a líder comunitária do bairro Daniel, Rosinete Oliveira. 

Camilo Capiberibe afirmou que, ao assumir o governo, estabeleceu como compromisso levar água tratada de qualidade para a população do Estado e que Santana era uma das prioridades. "Tínhamos que resolver o problema do presente e, ao mesmo tempo, pensar no futuro, porque o segundo maior município amapaense merece ser tratado e pensando de forma grande, devido a sua importância para o desenvolvimento do Amapá", argumentou o governador. 

O senador João Alberto Capiberibe disse que, a partir de agora, cabe à população fazer o uso racional desse bem. "Água tratada custa dinheiro. Tem o mesmo valor da água mineral e ninguém compra água mineral para lavar a calçada ou o carro, por isso o cidadão tem o dever de evitar o desperdício", alertou o senador, anunciando ainda que o Estado está investindo cerca de R$ 300 milhões para levar água a todo o Amapá. 

Já o prefeito de Santana, Robson Rocha, reconheceu o benefício que o Governo do Amapá trouxe para o município. "Não tinha água tratada para produzir gelo e o pescador era obrigado a pagar mais caro por esse produto. Agora a realidade será outra. Santana está em festa graças ao governador Camilo", atestou. 

A nova ETA amplia a capacidade de fornecimento dos atuais 600 metros cúbicos para 1.700 metros cúbicos, contemplando bairros da periferia do município, como Provedor II e Ambrósio, cujo abastecimento era bastante precário em função do desperdício ocasionado pelas ligações clandestinas existentes nesses locais. 

De acordo com a presidente da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), Ruy Smith, o total dos investimentos deverá ultrapassar os R$ 20 milhões no final do projeto, incluindo recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do próprio Estado. 

"O governador Camilo está plantando saneamento e colhendo saúde, porque água tratada é saúde", asseverou Smith. Camilo Capiberibe encerrou a solenidade reafirmando o compromisso com o povo do Amapá e disse que, até o final deste ano, os moradores das sedes de todos os municípios terão água em seus lares.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Governo inicia obras que vão completar cinturão asfáltico do município de Santana

O Governo do Amapá recomeçou as obras de pavimentação que vão completar os mais de oito quilômetros do cinturão asfáltico do município de Santana. Serão mais de R$ 800 mil em recursos próprios que o governo vai investir para recuperar e recapear uma das principais vias da cidade, a Rua Cláudio Lúcio Monteiro. Juntamente com a Avenida Santana, ela compõe o treco que interliga as duas portas de entrada terrestres da cidade. 

Iniciada em 2013, a obra foi retomada na tarde desta quinta-feira, 20/03, quando o governador do Amapá, Camilo Capiberibe – acompanhado de técnicos da Secretaria de Estado dos Transportes (Setrap) –, inspecionou o início da recuperação da Claudio Lúcio Monteiro e conferiu a conclusão do recapeamento da Avenida Santana. A visita foi acompanhada também pelo prefeito do município, Robson Rocha. 

"Concluímos há poucos dias o trecho da Avenida Santana, que contém a principal entrada da cidade e agora vamos dar início às obras da Rua Cláudio Lúcio Monteiro, que vai melhorar outra via de acesso ao município e completar o cinturão asfáltico. Também levantamos os custos para um plano completo de recuperação da malha viária do município. Essa obra precede a inauguração de um outro grande investimento que entregamos à população santanense nesta sexta-feira, 21, que é o novo sistema de captação, tratamento e distribuição de água potável de Santana", destacou o chefe do Executivo.

Governo do Amapá atende uma das principais reivindicações dos santanenses: água tratada

Uma das principais reivindicações dos moradores da sede do município de Santana será atendida a partir desta sexta-feira, 21/03, pelo Governo do Estado com a inauguração do novo sistema de captação e tratamento de água da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa). 

A programação começa às 17h, na Avenida Brasília, ao lado da área da estação de tratamento da Caesa em Santana, seguida de show musical com a cantora Gabi Amarantos, considerada uma das maiores revelações da música brasileira em 2013. 

A obra atende a decisão tomada pelos santanenses durante o PPA Participativo, quando o governo debateu com a população aonde os recursos deveriam ser investidos prioritariamente. A ampliação do serviço foi considerada uma das prioridades. Com o novo sistema, o governo amplia o abastecimento de água de 40% da população para 85%. 

O Estado investiu cerca de R$ 12 milhões no sistema entregue nesta sexta-feira, porém outras obras estão sendo executadas para levar o abastecimento de água tratada a 100% da comunidade. 

Para o governador Camilo Capiberibe, além de eliminar as dificuldades da população que dependia, por exemplo, de poços amazonas, ou precisa acordar de madrugada para recolher água em baldes, o investimento também reduzirá as filas nas unidades de saúde do município e do Estado. "Investir em água tratada é investir na saúde da população", ponderou. 

Os recursos investidos no projeto são resultado de emenda parlamentar do deputado federal Bala Rocha e do próprio Governo do Amapá.

Feto é encontrado dentro de vaso sanitário em banheiro de bar

Um feto foi encontrado dentro do vaso sanitário do banheiro masculino de um bar localizado no município de Santana, nesta quinta-feira (20/03). O dono do estabelecimento, Antônio Torres, de 28 anos, disse que lavava o local quando "se assustou" ao ver o feto, que mais tarde foi removido pela Polícia Técnico-Científica do Amapá (Politec). 

"Eu estava com a minha irmã lavando os banheiros, ela jogou um balde de água dentro do vaso e eu vi o feto. Foi um grande susto", reforçou o dono do bar. "É difícil saber quem fez isso, porque passaram muitas pessoas por aqui [bar] durante a noite", acrescentou. 

Ao redor do vaso onde o feto foi encontrado havia "pequenas manchas de sangue" e latas de cerveja, conforme descreveu Torres. "Estava tudo muito sujo", relatou. 

A Politec fará perícia para identificar a idade do feto, que tem aproximadamente 15 centímetros de comprimento, segundo o perito Odair Monteiro, diretor do órgão. O laudo vai ser encaminhado para a Polícia Civil do Amapá que investigará o caso.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Sem investimentos, metade dos santanenses sofria sem água

Devido a falta de investimentos em saneamento básico no Amapá, principalmente entre 2003 a 2010, a população enfrentou a falta de água tratada mesmo morando as margens do rio Amazonas, como é o caso de Santana e Macapá. 

Em Santana, por exemplo, a população da sede do segundo maior município amapaense passou a depender de poços artesianos (17,12%), poços amazonas (24,7%), compra água (0,1%) ou de vizinhos (0,5%). 

Outra parte significativa da população está ligada clandestinamente a rede de abastecimento de água da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), em áreas atendidas irregularmente pela empresa. De acordo com dados da companhia pouco mais de 45% da população é atendida regularmente. 

O atual sistema de abastecimento de água foi construído em 1976, durante o governo militar, pelo então governador Arthur de Azevedo Henning, e só voltou a ser ampliado com sistemas isolados na década de 90, pelo ex-governador João Alberto Capiberibe. 

Em razão do crescimento populacional e da falta de políticas para o setor, em diversos bairros onde há rede de tubulação a água simplesmente deixou de chegar até as torneiras. Em outros a água chega durante os horários de menor consumo ou somente durante a madrugada. 

Para mudar essa realidade o governo do Estado investiu mais de R$ 12 milhões na construção de um novo sistema de captação, tratamento e armazenamento de água. A obra será entregue na sexta-feira dia 21/03, porém testes preliminares já revelaram a mudança que vai ocorrer na prestação do serviço. Bairros onde a água deixou de chegar às torneiras a mais de oitos anos, voltarão a ter o abastecimento normalizado. 

De imediato mais de 80% da população poderá ser atendida pelo sistema de água, porém o governo continuará investindo na construção de sistemas auxiliares ao sistema central e na ampliação da rede para bairros onde não existe tubulação como, por exemplo, o bairro Fé em Deus. 

O governo, através da Caesa, inicia também a troca da tubulação do Bairro Ambrósio que encontra-se completamente comprometida com vazamentos. A atual rede provocará desperdício de água, prejudicando também o abastecimento regular dos moradores. 

As obras de construção do novo sistema vinham sendo acompanhadas de perto pelo governador Camilo Capiberibe e pelo presidente da Caesa, Ruy Smith, dada a prioridade de solucionar a falta de água em Santana. Além de Santana o Estado constrói novos sistemas de água em 14 dos 16 municípios, com exceção de Oiapoque e Laranjal do Jari, onde as obras encontram-se sob a responsabilidade das prefeituras.

Falece Mariinha Barcellos, a 1ª Dama do Amapá pós-Estado

Noticias provenientes do Rio de Janeiro dão conta do falecimento da senhora Maria Cerqueira Barcellos, viúva do Capitão de Mar e Guerra Annibal Barcellos. A nota de seu falecimento registra sua morte às 14:00hs desta quinta-feira, 20/03.

O primeiro contato de Dona Mariinha com o povo do Amapá aconteceu, na cidade de Macapá, na tarde do dia 15 de março de 1979, quando seu esposo veio tomar posse no cargo de governador foi Território Federal do Amapá. Ao contrário das outras primeiras damas, Mariinha Barcelos não quis ocupar o cargo de presidente da Legião Brasileira de Assistência, preferindo dedicar-se à assistência social aos menos favorecidos. 

No decorrer da gestão de Barcellos como governador do Amapá, ela não esteve tão presente. Isso ocorreu quando o Comandante governou o Estado do Amapá, redundando na fundação da Fundação Mariinha Barcellos, a 17 de maio de 1991. 

Simpática para uns, antipática para outros, Dona Mariinha prestou relevantes serviços ao Amapá. Não disponho por ora de maiores detalhes sobre sua biografia. Sorridente mas bastante reservada, ela não gostava de falar a respeito de sua vida privada.

Defenap inaugura o prédio do Núcleo Regional em Santana

A Defensoria Pública do Estado (Defenap) inaugura nesta sexta-feira, 21, às 16h, o novo prédio do Núcleo Regional da Defensoria Pública do município de Santana. O imóvel foi cedido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amapá, através do Termo de Cessão de uso n° 007/2013-TJAP, e está localizado na Avenida B-1, n° 17, Vila Amazonas. 

O novo espaço foi totalmente reformado com pintura, serviços elétricos e hidráulicos, além de consertos no forro e no telhado. As obras somaram o valor de R$ 15 mil. 

O prédio possui seis salas para atendimento individualizado dos assistidos pela Defensoria, permitindo maior privacidade nas entrevistas. Possui duas salas confortáveis, sendo uma para recepção e outra para a triagem. 

O defensor-geral Ivanci Magno explica que, além de oferecer mais conforto à população, o prédio fica mais próximo do Fórum da Comarca de Santana, permitindo maior interação entre a Defensoria Pública e os juízes e promotores, fato primordial para uma melhor prestação jurisdicional.

Caçambas são apreendidas por transportar minério irregularmente

Quatro caçambas foram apreendidas pelo Batalhão Ambiental na quarta-feira (19/03), em Santana. Elas estavam transportando irregularmente minério de ferro, na Av. Cláudio Lúcio Monteiro. De acordo com a polícia, o serviço realizado pela mineradora descumpria uma recomendação de janeiro de 2014, do Ministério Público do Amapá (MP/AP), que estabeleceu normas para o transporte de minérios em Santana. Cinco pessoas foram conduzidas para a delegacia por crime ambiental. 

"O Ministério Público recomendou que as empresas limpassem as rodas dos veículos, cobrissem a carga e depois lavassem a pista por onde as caçambas passam. Mas a fiscalização verificou que isso não estava acontecendo. Isso é considerado um crime de poluição ambiental por causa do despejo do minério de ferro nas vias de Santana", explicou o tenente do Batalhão Ambiental Edmilson Matos. 

A mineradora foi autuada e recebeu uma multa de R$ 100 mil. A transportadora, que não tinha autorização para trabalhar com minério, segundo o Batalhão Ambiental, recebeu multa de R$ 35 mil. As empresas têm 10 dias para recorrer dos valores no Instituto de Meio Ambiente do Amapá (Imap). 

As quatro caçambas permanecerão no pátio do Batalhão Ambiental até a transportadora conseguir o licenciamento para trabalhar com minério. Os motoristas e um supervisor da mineradora foram encaminhados para a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Santana e depois liberados. 

"A transportadora foi multada por causa da poluição devido a falta de limpeza das rodas e por não ter licenciamento para o transporte do material. Já a mineradora descumpriu a ordem de lavar as vias", reforçou o oficial do Batalhão Ambiental.

Governo do Amapá inaugura o novo sistema de água de Santana nesta sexta-feira

O governador do Amapá, Camilo Capiberibe, inaugura nesta sexta-feira, 21/03, a primeira etapa do novo sistema de abastecimento de água da sede do município de Santana. 

Trata-se de um dos maiores investimentos realizados pela atual administração na segunda maior cidade amapaense, cumprindo uma promessa de campanha e atendendo a um dos anseios da população apresentado durante o PPA Participativo, realizado pelo governo para ouvir as prioridades dos amapaenses em cada município. 

O governo investiu mais de R$ 12 milhões na obra, porém, de acordo com a Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), o total dos investimentos deverá ultrapassar R$ 20 milhões no final do projeto, incluindo recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do próprio Estado. 

O sistema de captação de água bruta entrou em testes no dia 03, juntamente com a adutora de água bruta de 3,1 quilômetros. No dia 06/03, além da captação, a direção da Caesa efetuou testes nas seis estações compactas de tratamento de água. Durante os testes, técnicos da estatal acompanharam a chegada do abastecimento de água em bairros não atendidos pelo sistema há vários anos e áreas aonde a água chegava sem pressão, não permitindo, por exemplo, um banho de chuveiro. Outro problema era o vazamento também em pontos onde não havia água na rede. 

De acordo com a direção da Caesa, os testes antes da inauguração foram necessários para garantir o pleno funcionamento do novo sistema e permitir os reparos necessários. O novo sistema vai triplicar a capacidade de produção de água tratada pela empresa, elevando o abastecimento de água dos atuais 40% para 85% da população santanense. 

Além de uma nova estação de captação de água bruta, o governo construiu uma nova adutora de água bruta, novos reservatórios e adquiriu seis módulos compactos de tratamento de água, assim como novas bombas de captação e distribuição. 

Os equipamentos modernos contrastam com o sistema em funcionamento, parte deles em operação há quase 40 anos. A atual estação de tratamento de água, por exemplo, produz 200 metros cúbicos por hora, enquanto as novas estações compactas, juntas, produzirão 600 metros cúbicos por hora. 

Já no sistema de captação de água bruta as bombas atuais são de 30 CVs cada, enquanto as novas têm potência de 125 CVs cada. Nesse caso, apenas uma das novas bombas tem capacidade superior às três atuais juntas. 

Nessa primeira etapa as obras ainda não beneficiam os moradores do Igarapé da Fortaleza. A localidade será contemplada com a segunda etapa, que deverá ser concluída dentro de 50 a 60 dias após a entrega da primeira etapa.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Líderes comunitários de Santana visitam a nova Estação de Tratamento de Água

A realidade vivida hoje pelos moradores de Santana em relação ao abastecimento de água tratada começa a mudar. A Companhia de Água e Esgoto do Amapá (Caesa) faz testes técnicos frequentes para verificar a capacidade de fornecimento da nova Estação de Tratamento de Água (ETA) do município, marcada para ser inaugurada em 21 de março. 

Na manhã desta quinta-feira, 12/03, líderes comunitários e agentes de saúde de Santana participaram de uma visita monitorada à nova rede de captação da Caesa, que fica na Vila Amazonas. De lá, seguiram para a ETA, localizada na Rua Ubaldo Figueira, a fim de conhecer o processo de tratamento da água. 

O senador João Alberto Capiberibe também esteve presente no local. Ele falou aos líderes comunitários sobre os investimentos injetados no município pelo Governo do Amapá, para ampliar o fornecimento de água no segundo maior município do Estado, e criticou a falta de manutenção no sistema de captação de água bruta, que, por mais de dez anos, não recebia a atenção devida. 

"Deixar o sistema sem manutenção é, em minha opinião, uma maldade. Isso envolve questões de saúde, porque muitas doenças são transmitidas pela água sem tratamento adequado para o consumo. E é ainda uma das razões pela qual a água não chega às suas residências", ressaltou. 

O senador também esclareceu sobre a importância do uso consciente da água e pediu engajamento aos líderes para fiscalizar eventuais desvios clandestinos e vazamentos existentes em suas comunidades, problemas que resultam na diminuição da força da água, impedindo que o líquido chegue às casas de maneira regular. 

"A Estação de Santana é um dos maiores investimentos realizados pela gestão do governador Camilo, que cumpre uma promessa de campanha, atendendo a um dos anseios da população de Santana, apresentado durante o PPA Participativo", pontuou Capiberibe. 

O Governo do Amapá investiu mais de R$ 12 milhões nessa obra, porém, de acordo com a Caesa, o total dos investimentos deverá ultrapassar R$ 20 milhões no final do projeto, incluindo recursos do PAC, BNDES e do próprio Estado. 

De acordo com a direção da Caesa, os testes antes da inauguração são necessários para garantir o pleno funcionamento do novo sistema e permitir os reparos necessários. O diretor-presidente da estatal, Ruy Smith, garantiu que o novo sistema vai triplicar a capacidade de produção de água tratada pela empresa, elevando o abastecimento de água dos atuais 40% para 85% da população santanense. 

A ampliação no fornecimento de água tratada, após a conclusão das obras - e com a ajuda da população em denunciar ligações clandestinas -, deverá atender ao anseio da agente de saúde Marise de Carvalho, moradora do Mutirão, em Santana, que espera regularizar o fornecimento no seu bairro. 

Segundo ela, água em sua casa somente no período da noite. "É uma situação complicada, e sei que isso acontece por causa de muitos desvios clandestinos. Mas agora eu vou combater isso denunciando os clandestinos. Não é justo nós pagarmos um serviço e não podermos usar, enquanto que quem não paga tem água na torneira o dia todo", disparou. 

No segundo semestre deste ano, o fornecimento deve saltar dos 825m³ para 1.600m³ por hora. Além de ampliar o sistema central com uma nova adutora de captação de água bruta, novas estações de tratamento e a ampliação da rede de distribuição, o governo constrói sistemas isolados nos bairros Provedor II e Ambrósio, comunidades que, agora, passam a receber o produto em suas casas regularmente.

Projeto quer definir cor dos táxis no Amapá

Os táxis poderão ter o carro na cor branca como padrão. Essa mudança é uma proposta do deputado Zé Luiz (PT), que discutiu junto com representantes dos sindicatos e cooperativas dos taxistas dos municípios de Macapá e Santana. Durante a reunião que aconteceu no plenário da Assembleia Legislativa na tarde desta quinta-feira (13/03), a categoria decidiu pela cor branca, devido às facilidades apresentadas pelas concessionarias e pela facilidade de identificação para o usuário. 

O taxista Francisco Rodrigues, do Sindicato dos Taxistas do Município de Santana, a medida irá facilitar a vida dos condutores. “Optamos pela cor branca, pelo fato que além de facilitar a identificação para o usuário, o custo é menor em caso de retoque na pintura ocorrido por alguma batida, fato que ocorre diariamente com os taxistas”, disse o taxista, que também revelou ser a favor da proposta sobre a parceria da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SEJUSP) com a categoria dos taxistas, onde os rádios dos táxis seriam monitorados pela Policia Militar. “Seria uma segurança a mais para nós que diariamente sofremos com a ação de marginais, que além de assaltar os taxistas, alguns matam os motoristas que estão buscando o sustento da família”, justifica. 

O deputado Zé Luiz disse que o projeto que dispõe sobre a parceria da SEJUSP com os taxistas, não será apresentado a pedido dos próprios taxistas que solicitaram um estudo mais profundo sobre as regras. Zé Luiz disse ainda que não haverá tempo suficiente para buscar sustentação que viabilize o projeto. “O meu mandato encerra no inicio do mês de abril, portanto não terei tempo hábil para discutir o projeto”, frisou o parlamentar, acrescentando, que o referido projeto de lei prevê que os táxis tenham aparelhos de rádio, controlados por uma central, para que os motoristas se comuniquem com a Policia Militar para denunciar assaltos, acidentes de transito e todos os casos afeitos à Policia Militar.

Animais de reserva falida são transferidos e passam por tratamento

Os animais retirados da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Revecom, em Santana, estão sob cuidados de biólogos para que sejam verificadas as condições de saúde de cada um. São 121 animais, que foram transferidos para o centro de tratamento do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), na capital, após a reserva fechar em 2013 por falta de condições financeiras. 

A transferência ocorreu no dia 26 de fevereiro, sendo a maioria jabutis, que somam 52 animais. Papagaios, periquitos e araras também foram remanejados. Por causa do tratamento recebido no Centro de Triagens de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, algumas aves já apresentam resultados. 

"Disponibilizamos uma área maior do que as araras tinham na reserva, e atualmente algumas já estão voando", comemorou o superintendente do Ibama César Quaresma. 

O centro de tratamento tem 60 dias, a contar do momento da transferência, para avaliar se eles poderão voltar à natureza ou serão doados a zoológicos e criadores que tenham condições de receber os bichos. 

"Estamos verificando a saúde dos animais para saber quais as condições de cada um, assim poderemos ter noção se há necessidade de outros tratamentos, a exemplo da recuperação das penas das aves", explicou o superintendente. 

Os animais foram cadastrados em um banco de dados de zoológicos de todo o país para de buscar interessados em recebê-los. A intenção é transferir os bichos a outros estados. Animais que não possuem mais condições de serem readaptados a natureza poderão ser doados a criadores que se enquadram às legislações ambientais. 

"Os técnicos do Ibama analisam o local e estrutura. A transferência depende da regularidade, e adequação à legislação ambiental", reforçou César Quaresma, que informou a existência de animais que ainda se encontram machucados. 

Além dos 121 bichos que já estão sob cuidados do Ibama, mais 23 ainda serão transferidos da reserva para o centro de tratamento de Macapá, entre eles, uma onça e um gavião real. Eles são de grande porte e aguardam transporte e construção de jaulas no local. 

"Vamos trazer os animais de grande porte de forma paulatina. O que precisamos é alocar um transporte adequado e também fazer uma destinação, tanto aqui em Macapá, como em outro estado", comentou o superintendente do Ibama. 

Falência
A Revecom foi criada em 1998 em uma área de 170 mil metros quadrados, em Santana. Ela está fechada desde janeiro de 2013. O administrador do local, Paulo Amorim, justificou a desativação da reserva por não ter recursos para fazer a manutenção dos viveiros e nem para alimentar os animais. 

Os problemas financeiros iniciaram em 2011, quando a entidade deixou de haver repasses do Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial (Imap), que alegou corte pelo fato da reserva ser de propriedade particular.

Mais de 520 portadores de deficiência física vão receber cadeiras de rodas

No próximo sábado (15/03), 529 portadores de deficiência física dos 16 municípios do Amapá vão receber cadeiras de rodas, de graça, através de uma ação da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. A entrega acontecerá em uma das sedes da igreja, na Rodovia do Curiaú, Zona Norte de Macapá. 

A ação humanitária foi feita a partir de um levantamento produzido pelas secretarias municipais de saúde, que identificaram pessoas de todas as idades que necessitavam da cadeira para locomoção, respeitando critérios como baixa renda, e casos de doença grave, segundo explicou Kleber Sainz, diretor de assuntos públicos da instituição. 

"No Amapá esse projeto é aplicado desde 2010 e já entregou, ao todo, mais de 4 mil cadeiras de rodas, que, além de facilitar a acessibilidade dessas pessoas, pode ser o único meio de locomoção delas", justifica Sainz, esclarecendo que os recursos para a compra das cadeiras são provenientes de doações dos membros da igreja. 

Dos selecionados, cerca de 300 contemplados são de Macapá, 140 de Santana, distante 17 quilômetros, e os demais de outros municípios do Amapá. Sainz reforça que a seleção foi necessária para a fabricação das cadeiras, feitas sob medida para cada beneficiado. 

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias realiza ações humanitárias no Amapá através de sedes nos principais municípios do estado. Entre as mais recentes, a instituição contribuiu para a implantação de uma clínica ortopédica na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Nova Esperança, Zona Sul de Macapá.

Santana vai ter internet banda larga por fibra óptica

Os amapaenses vão ter disponíveis outra opção de pacote de internet banda larga por fibra óptica a partir de segunda-feira (17/03). A empresa Oi e o governo do Amapá anunciaram na noite de quinta-feira (13/03) o lançamento da tecnologia em sete municípios do estado. A expectativa é comercializar a internet com velocidade de 1 mega ao valor de R$ 69. Esse é o segundo anúncio de internet por fibra óptica no Amapá em 2014. O primeiro aconteceu em fevereiro, quando duas operadores de telefonia celular implantaram o serviço através do Linhão de Tucuruí, vindo do Pará. 

A banda larga oriunda de Caiena, segundo o governo do Amapá, poderá ser acessada por 85% da população, compreendendo em torno de 570 mil pessoas em sete dos 16 municípios: Macapá, Oiapoque, Calçoene, Ferreira Gomes, Tartarugalzinho, Amapá e Santana. Já o Linhão de Tucuruí, ao Sul do estado, vai beneficiar Laranjal do Jari e Vitória do Jari. Os demais receberão internet via rádio por recepção de sinal de satélites. 

A internet por fibra óptica a ser lançada na segunda-feira (17) será implantada através de um linhão de 420 quilômetros entre o Amapá e Caiena, na Guiana Francesa. A instalação dos cabos foi dividida entre as empresas Oi, no lado brasileiro com uso de postes; e a Guyacom, no lado francês através de tubulações subterrâneas. O governo do Amapá se responsabilizou em apenas fiscalizar o andamento das obras, que iniciaram em 2011 e tinham previsão de conclusão para dezembro do ano seguinte. Mas por causa de atrasos foi concluída no fim de 2013. 

Os consumidores interessados poderão adquirir o serviço com a empresa OI no mesmo dia do lançamento, que está programado para acontecer na segunda-feira, no Teatro das Bacabeiras, em Macapá. O governo do Amapá espera que os pacotes com velocidade de 1 mega sejam reduzidos de R$ 69 para R$ 39 até dezembro de 2014. 

Atualmente, a banda larga do Amapá é via rádio. Ela é comprada por provedores locais de operadoras de Belém (PA). A tecnologia é transmitida de Barcarena, no Pará, até o Amapá, por antenas com 40 quilômetros de distância que repetem o sinal de uma para outra até chegar ao estado. 

De acordo com o governador Camilo Capiberibe (PSB), a empresa OI - responsável pelo serviço no lado brasileiro - não recebeu incentivos fiscais para realizar a obra. Mas frisou que ela poderá ter descontos no Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) a partir do início da comercialização a fim de oferecer pacotes mais baratos a população. 

"O governo seria um dos financiadores, mas a empresa abriu mão dos benefícios e executou a obra sozinha. Não tem nenhum incentivo fiscal. Oferecemos para construção, mas ele deixou de ser efetuado. Depois do início da comercialização, pretendemos reduzir o preço dos pacotes de todas as operadoras com a possibilidade de incentivos fiscais", comentou Capiberibe.

Polícia acha que combustível ilegal apreendido pode ser roubado

O Batalhão Ambiental investiga se houve roubo de parte dos 5,8 mil litros de óleo diesel apreendidos na madrugada do último dia 09/03 em uma balsa na comunidade de Matapi Mirim, no município de Santana, a 17 quilômetros de Macapá. De acordo com o tenente Edmilson Matos, os três suspeitos presos transportando o combustível não souberam explicar a origem de 1,8 mil litros que estavam sendo transferidos de uma balsa para um barco. 

“Através de denúncia anônima chegamos ao local, e, ao abordar os suspeitos, eles não falaram sobre essa quantidade de óleo diesel, então taxamos como roubo, mas tudo estava sendo colocado em um barco, eram, ao todo, 30 tambores com 5.800 litros”, detalhou o tenente, ressaltando que a carga foi levada para a sede do Batalhão Ambiental. 

Os suspeitos foram presos e multados em R$ 2 mil por transporte irregular de combustível, além de indiciados por crime ambiental. “Nesses casos é grande o risco de explosão pela forma como a carga foi transportada e ainda seria levada em um pequeno barco de madeira”, reforçou Matos. 

Acidente
O transporte ilegal de combustível no Amapá provocou em 18 de outubro de 2013, a explosão de um barco no mesmo porto no Matapi Mirim. Na ocasião, o fogo se espalhou para mais duas embarcações. O Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Amapá (Imap) calcula que cerca de 110 barris com 200 litros, cada, tenham explodido no acidente. Dos 5 feridos, 2 morreram por complicações causadas pelo acidente.

Casal realiza desejo e consegue adotar criança acolhida na Casa da Casa da Hospitalidade

O encerramento da programação do Dia Nacional da Adoção no Amapá, 25 de maio, na comarca de Santana foi bastante especial. Na tarde de s...