sexta-feira, 31 de julho de 2015

Antiga Rota Intermunicipal deve normalizar em 30 dias

Serviços de limpeza estão sendo feitos na via
A previsão otimista partiu de alguns trabalhadores da empresa que está efetuando os trabalhos de nivelamento viário e nova terraplanagem da Rua Everaldo Vasconcelos, no bairro Fonte Nova, em Santana. 

A referida via está interditada publicamente em vários trechos há quase um ano e desde a última quarta-feira (29/07), pelo menos três máquinas pesadas (entre tratores e retroescavadeiras) já estão envolvidos na tarefa de corrigir os pontos considerados mais críticos, para que nos próximos dias, seja logo feito os serviços de asfaltamento do local. 

“Existem alguns pontos que precisam de mais tempo para serem corrigidos por causa da rede de água que ainda não foi concluída”, justificou o braçal Jonas dos Santos, que integra a equipe da citada empresa. 

Retorno de itinerário
Em linha reta, são quase 700 metros de rua que está passando inicialmente por limpeza das valas formadas pelas recentes chuvas que caíram, sendo que na próxima semana serão “fechados” os buracos que apareceram ao longo do tempo pela via. 

“Como a rua está no itinerário dos ônibus que fazem pra Macapá, os serviços vão sendo entregues em partes para que a linha retorne por esses trechos o quanto antes. Se os trabalhos continuarem saindo bem, acho que em 20 ou 30 dias (no máximo) já normalizem com a linha”, prevê o secretário de Estado de Infraestrutura André Rocha. 

Até meados do mês de maio, os coletivos intermunicipais da linha Santana/Macapá utilizavam a Rua Everaldo Vasconcelos em suas rotas de entrada e saída. Porém, um serviço de tubulação inacabado na referida via fez com que os ônibus deixassem de trafegar no bairro, prejudicando cerca de 30 pessoas que residem em pelo menos cinco bairros distantes do Centro de Santana. O atual serviço de terraplanagem e pavimentação do trecho está sendo possível após o Governo do Estado renegociar parte do convênio que havia entre o Poder Estadual e a empresa-responsável pelos trabalhos.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

“Quero voltar a me apresentar, nem que seja numa cadeira de rodas”

Carlos Lima encontra-se em casa, se recuperando
É o que espera realizar muito em breve um dos artistas amapaenses mais conhecidos e respeitados, tanto pelo Norte Brasileiro, como no restante do país e em vários países por onde já se apresentou. Refiro-me ao serrano Carlos Alberto Silva Lima (mais conhecido como Carlos Lima) que, atualmente, vem atravessando por um período que considera como a fase mais complexa de sua vida: portador de diabete e recém-operado de um problema que apareceu em seus membros inferiores (pés), Carlos também acabou sendo vítima de um golpe de clonagem de cartão bancário que lhe causou sérios danos financeiros, tendo que viver nos últimos tempos da ajuda daqueles que realmente considera “os amigos dos momentos mais difíceis”. 

Esta semana, Carlos Lima – que ainda vem parcialmente se recuperando de uma cirurgia que precisou fazer há algumas semanas – concede uma entrevista ao blog Santana do Amapá, onde contou sobre o drama que vem atravessando em sua vida, comprometendo inesperadamente inúmeros compromissos profissionais e particulares que já estavam agendados. 

Acidente doméstico
Segundo Carlos, os problemas teriam começado a pouco mais de dois meses, quando sofreu uma queimadura doméstica (tentava esterilizar um vasilhame de alimentação canina e o recipiente metálico acabou atingindo-o no pé direito, deixando aquele membro inferior praticamente inerte), fato que somente foi constatado no dia seguinte quando procurou atendimento médico. 

“Foram quando notaram que havia uma queimadura próximo ao meu pé (direito), sinceramente eu não havia sentido nada queimando naquele momento”, contou Carlos que, mesmo após ser liberado do atendimento, continuou mantendo sua rotina de vida, onde fatos negativos vieram posteriormente aparecendo. 

Clonagem Bancária
Dias após o acidente doméstico, Carlos conta que tentou sacar um considerável valor em um terminal da agência do Banco do Brasil, fato que não chegou a ser concluído, devido o sistema do banco ter ficado temporariamente inoperante e que depois de receber a “ajuda” de uma pessoa desconhecida (porém, bem vestida e educada), não imaginava que seu pesadelo financeiro estava apenas começando. 

“Era um rapaz bem vestido, com roupa da Marinha e que não levantava qualquer suspeita de ser mal-intencionado”, descreveu o artista que somente descobriu após alguns dias (no período do pagamento estadual) que havia sido vítima de uma clonagem de cartão bancário, quando tomou conhecimento direto com o gerente da agência do Banco. 

“O criminoso estava em Belém (PA) e já havia feito vários saques com o meu cartão e várias compras que já passavam de R$ 8 mil em poucos dias. Foi horrível”, lamentou Carlos Lima, que acabou tendo seu nome negativado no Cadastro Nacional de Inadimplentes (Cadim) em razão de não ter dinheiro para saldar o limite bancário e declara o imposto de renda na Receita Federal, mesmo tendo registrado um boletim de ocorrência informando o ocorrido. 

“E pra piorar, cortaram minha energia por que não tinha como pagar e minha bomba (d’agua) só funciona com energia, também fiquei sem água. Ou seja, fiquei com o nome sujo, sem água e sem energia. Era um mundo desabando aos meus pés”. 

Segundo Carlos, mesmo sendo cliente antigo, o
 Banco do Brasil não lhe favoreceu como devia
Outro pé lesionado
Mesmo atravessando por todos esses problemas, Carlos Lima continuou mantendo sua rotina de trabalho normalmente. Até que no início de junho sofreu uma nova lesão, dessa vez no pé esquerdo, onde um estilhaço de vidro atingiu profundamente o lado inferior do membro (conhecido como “sola” do pé), levando o artista a ficar impossibilitado de se locomover diariamente. “Agora me sinto praticamente uma pessoa dependente dos outros”, disse. 

Vendo a situação que Carlos passava no Amapá, que uma irmã do artista (que residia na capital paraense) se adiantou para ajuda-lo o quanto antes. Vindo de Belém-PA, soube da triste situação de Carlos e providenciou assumir todas as responsabilidades civis do talentoso irmão. 

“Minha irmã comprou um terreno que eu tinha no distrito do Coração, daí pude quitar várias dívidas. Claro que ela (a irmã) foi quem ficou a frente de todas as situações para resolver”, contou. 

Cirurgia e tratamento
Com apoio da irmã, Carlos conta que precisou fazer uma cirurgia para pudesse reabilitar um dos membros inferiores, que já estava ficando em estado imóvel (necrosado) devido aos danos causados pelos estilhaços de vidro que ficaram presos na pele. 

“Durante a cirurgia, foi preciso limpar e lavar todo o local que já estava ficando necrosado. Uma operação que foi bem sucedida”, elogiou Carlos, se referindo ao médico Clairson Peixoto, que trabalha no Hospital Estadual de Santana, e que lhe tratou bem durante o procedimento cirúrgico. 

Foram 21 dias que o artista precisou ficar internado para que pudesse se recuperar gradativamente dos ferimentos do pé. Foram dias que, para Carlos, não serão esquecidos tão cedo. Ainda mais pela quantidade excessiva de medicação, curativos e higienização que precisou passar – já que na mesma ocasião, seria acometido por uma infecção urinária. 

“Imaginem como foi o sofrimento ter que tomar mais de 60 injeções nos braços e nas nádegas, mais de 160 soros. Isso sem falar que gastei em torno de 40 fraldas geriátricas numa única noite”, descreveu emocionadamente. 

No detalhe, o pé que passou por cirurgia
Ajuda de Amigos 
Quando inúmeras pessoas (entre amigos e conhecidos) souberam do estado (abalado físico e psicologicamente) que o artista vem atravessando, começou uma rede de campanha em prol de Carlos Lima. Uma ação que até ele não esperava que viesse de diversas partes do Brasil e do mundo, já que parte desses curativos é feito diariamente para cicatrizar sob as lesões deixadas em seus pés. 

“Para se ter uma idéia dos gastos nos curativos, eu uso 04 tubos de Fibrase (pomada) todo dia, sendo que cada tubo custa cerca de R$ 65. Além de gastar com um carro particular que me leva até um posto de saúde para fazer esses curativos com algum enfermeiro que esteja lá”, falou. 

Referência Artística
Buscando se recuperar aos poucos, Carlos Lima ainda vai ter que esperar mais dois meses para perceber as melhoras da cirurgia, algo que já tem deixado o artista bastante ansioso. 

“Quero muito voltar a me apresentar, nem que seja numa cadeira de rodas. Há muitas pessoas que tem me procurado, todos preocupados com minha situação, mas se Deus quiser, logo pretenso normalizar tudo isso”, prevê. 

Além de professor de Artes, Carlos Alberto Silva Lima (mais conhecido como Carlos Lima), também é dramaturgo, aotr, diretor teatral, professor e missionário evangélico. É graduado pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) em Artes. 

É regionalmente conhecido por ter criado a peça teatral “Seu Portuga e a língua Portuguesa”, onde também atua como ator. 

Aos interessados que quiserem fazer qualquer doação, basta efetuar um depósito na seguinte conta: 

Banco do Brasil (Agência 0261-5)
Conta Corrente 16700-2
Favorecido: Carlos Alberto da Silva Lima

STTRANS divulga levantamento das infrações cometidas em Santana

Fiscalizações intensas
A Superintendência de Transporte e Transito de Santana (STTrans), realizou e concluiu nesta quinta-feira (30/07) estatística de notificações de infrações de trânsito, foram 576 notificações de infrações cometidas nas vias de Santana por condutores de carros e motos no período de janeiro a junho deste ano. 

Segundo a STTrans, neste periodo a prática de desobedecer as autoridades de transito, artigo 195 CTB, já corresponde a 30% (175) das 576 multas aplicadas. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a multa para quem comete a infração é de R$ 127,69. 

O condutor antes de ser notificado, tem o direito de defesa e pode entrar com recurso caso tenha certeza que não cometeu a infração, caso tenha cometido ainda poderá paga a multa antes do vencimento com 20% de desconto, (artigo 284 do CTB). 

Em segundo lugar está o estacionamento proibido, que gerou resultou em 104 infrações cometidas nas ruas de Santana, conforme o artigo 181. O valor da multa no CTB corresponde a R$ 85,13. 

Logo em seguida, considerada a terceira infração mais cometida é dirigir falando ao celular que já gerou 70 multas e deixar de usar o cinto de segurança foi a quarta infração mais autuada pelos agentes de transito com 48 infrações. 

A imprudência e a má condução são as principais responsáveis pelos acidentes de trânsito. O fato é que a maioria desses acidentes é causado por falta de atenção ou uma distração, na maioria das vezes causado pelo uso de um celular no transito. 

Ressalta o Diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de Santana, o senhor Renato Rafael, que quanto a problemas no momento da aplicação das multas, na maioria das vezes, os agentes de trânsito enfrentam resistência quando há contato com o motorista. 

“Sempre tem alguém que não entende que estacionou embaixo da placa ou que está na faixa que é proibida”, disse ele. 

As multas relacionadas à ação de dirigir falando ao telefone também são aplicadas pelos agentes. No entanto, Rafael destacou que é mais raro haver problemas com o infrator, já que geralmente elas são aplicadas quando os motoristas estão dirigindo. 

“Em alguns casos, quando o motorista percebe que foi multado, ele volta e tenta questionar”, contou. 

Todos os dias 15 agentes de Trânsito circulam pelas principais ruas e avenidas da cidade, orientando e fiscalizando a conduta dos motoristas. Na rua Salvador Diniz, há o maior registro de casos das infrações de trânsito. Devido em toda sua extensão existir varias faixas de pedestre, escolas e agencia bancaria. 

Para o Coordenador da STTrans, Alexandro Soares, a presença dos agentes de Trânsito nas principais ruas e avenidas na cidade é de extrema importância para que os motoristas se sintam inibidos a cometer delitos. 

“Só a presença dos agentes já altera o comportamento dos motoristas; nem sempre é necessário autuar. A Superintendência busca orientar e conscientizar os condutores para tornar o trânsito um local mais seguro, comentou o superintendente do STTrans, Juracy Juca.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Descaso e insegurança predominam pelo Centro Vitória Régia

O Centro funciona há quase 40 anos, apresentando
dificuldades em sua estrutura física
O que era para ser um dos principais locais de concentração de programas sociais e de geração de emprego e de renda de Santana está com sua estrutura física seriamente comprometida, sem que o Governo do Estado acene com a possibilidade de melhorias, para que, pelo menos os projetos sociais ali desenvolvidos, funcionem de maneira até mais decente. 

É dessa forma que se encontra o Centro Social Urbano “Vitória Régia”, inaugurado em 1979 (no final da gestão de governo do então Capitão da Marinha Arthur Henning), localizado na Rua Ubaldo Figueira, no Centro da cidade portuária, que chegou a ser um dos mais conceituados espaços socioeducativos do Estado, contendo salas amplas e adequadas, quadra coberta e um campo de futebol, que, infelizmente, pelo menos na atual administração estadual, ainda não cumpriu totalmente com as suas finalidades sociais. 

Pelo que a reportagem do blog Santana do Amapá conseguiu apurar no início dessa semana que, em dois dos três blocos de salas funcionam programas e projetos desenvolvidos pela Secretaria de Estado de Inclusão e Mobilização Social (Sims), sendo que em outro bloco funciona uma escola de ensino infantil e fundamental (de responsabilidade do Governo Estadual), para cerca de 220 alunos nos turnos da manhã e tarde. 

A quadra do CSU é periodicamente utilizada pelo Poder Público (ações governamentais) e privado (festas), assim como também serve para as aulas práticas (educação física) ao ar livre da escola de ensino fundamental que está implantada em um dos blocos do Centro. A propósito disso, vale ressaltar que quadra também esteve até pouco tempo atrás servindo para aulas de direção, realizados por uma escola de ensino de condutores de automóveis (autoescola), onde também utilizavam do campo de futebol do centro para as aulas de formação de motoristas. 

Sem vigilância, já roubaram a bomba d'água
do Centro, que já sofre pelo abandono público
Precariedade física
Além do uso indevido de alguns espaços físicos do órgão por uma autoescola particular, o que também chama atenção é o desgaste das estruturas do local. Os três blocos já apresentavam rachaduras visíveis por alguns lados das paredes, além de goteiras e com as instalações elétricas e hidráulicas que funcionam precariamente. 

A quadra esportiva, que já foi uma das maiores referências de espaço de lazer no Estado, está parcialmente abandonada, precisando de reforma na cobertura, no piso, nas grades de proteção e de demarcação. Até mesmo o local onde funcionaria uma fábrica de picolés, atrás do Centro, nunca foi concluído, deixando de lado um projeto de grande rendimento econômico e social para o município, que poderia beneficiar inúmeros jovens que estão ingressando constantemente no mercado de trabalho. 

“Quando assumimos em janeiro, a situação estava bem pior”, afirma Aldair Sá, atual coordenador do Centro, que tem como um dos muitos objetivos institucionais organizar e promover cursos e oficinas socioeducativas para a comunidade em geral de Santana, porém, vem buscando parcerias com empresários locais para fortalecer os propósitos. 

No entanto, Aldair sabe que as dificuldades são muitas em meio às condições físicas e administrativas que o Centro atravessa há anos, na qual grande parte da sociedade chegar a acreditar que o local está abandonado. “Tem gente que passa na frente do Centro e pensa que não funciona nada aqui dentro”. 

Kelle Cristiane (diretora Escolar) já cansou de
enviar ofícios à Seed falando da situação do local
Insegurança
Além de conviverem com o descaso público do local, onde o Governo Estadual utiliza o Centro Urbano para o uso de dois setores estaduais (educação e mobilização social), ainda existe outra preocupação que aflige os servidores e os usuários do espaço: a falta de segurança. 

O Centro encontra-se sem o serviço de vigilância noturna desde o início do ano, o que acabou resultando no registro de um assalto ocorrido no último domingo (26/07), onde dois elementos (de aparência jovem) aproveitaram a inexistência de vigilante no órgão, e arrombaram uma das salas do bloco onde funciona a instituição escolar, de onde levaram diversos materiais – novos e usados – de uso da entidade. 

“Levaram a bomba d’água, um rolo de fios que compramos para reforma da escola, uma impressora, alguns equipamentos de escritório e cozinha. Um prejuízo que ainda nem conseguimos terminar de calcular”, informou a professora Kelle Cristiane que está a frente da direção da escola estadual instalada no Centro. 

Segundo Kelle, os acessórios de uso externo do local (como cadeados e lâmpadas) que não puderam ser retirados pelos assaltantes, foram danificados ou quebrados como forma de represália, aumentando os danos a serem corrigidos. 

“Já não sei mais o que faço com todo esse descaso que estamos vivendo por aqui. Já enviei vários ofícios para a Seed (Secretaria Estadual de Educação) explicando sobre essas condições que nos encontramos, e até já deixei meu cargo à disposição, mas nenhuma resposta teve retorno”, lamentou a diretora, que teme por possíveis ações de outros vândalos no local, já que, de acordo com a coordenação do CSU Vitória Régia, ainda não há qualquer previsão para a contratação de vigilantes que possam prestar serviço noturno no local. 

Devido ausência de vigilância, várias lâmpadas
externas foram roubadas, e outras quebradas
Expectativas de Melhoras
Apesar de todos os problemas existentes no Centro, há quem acredite que o Centro “Vitória Régia” retornará ao quadro social de instituição bem atuante como já foi um dia. É o que prevê a própria diretora do educandário de ensino fundamental, que salientou a importância social e institucional. 

“Para se ter uma idéia do padrão de ensino exemplar que desenvolvemos ser tão bom, que é mais quem tem vontade de estudar aqui, sabendo que oferecemos além do ensino comum, os alunos participam de cursos e outras atividades diariamente. Mas isso também depende muito da boa vontade do Governo (Estadual) em dar mais atenção a esse lugar”, atentou Kelle. 

Pelo que se observa a valorização do espaço físico não deverá acontecer tão logo, pois, segundo pessoas que frequentam constantemente o Centro, as poucas visitas que o Chefe do Executivo Estadual (governador) fez ao local ocorreram somente durante os ensaios da Bateria da Escola de Samba “Império do Povo”, na quadra do Centro, no período que antecede o desfile de Carnaval da agremiação.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Congresso Estadual comemora 25 anos da Renovação Carismática Católica no Amapá

No período de 27 a 30 de agosto de 2015 a Renovação Carismática Católica do Amapá (RCC Amapá) realiza o XI Congresso Estadual da RCC Amapá. O evento marca a comemoração dos 25 anos do Movimento Eclesial na Diocese de Macapá e acontece na Quadra da Paróquia São Benedito. 

Com o tema “Se vivemos no Espírito, andemos de acordo com o Espírito” (Livro Bíblico de Gálatas 5:25), o XI Congresso será um momento de celebrar a vida do movimento e sua existência na Igreja de Macapá. 

Os Grupos de Oração das paróquias de Macapá, Santana e Laranjal do Jari se reúnem para aprofundar a espiritualidade promovida pela RCC. Caravanas dos municípios de Porto Grande, Itaubal, Serra do Navio também devem marcar presença no XI Congresso da RCC Amapá. 

A comemoração do Jubileu de Prata representa a perseverança e o empenho missionário da Renovação Carismática na Diocese, onde desde 1990 realiza atividades de evangelização através de Grupos de Oração e Ministérios. 

Inscrição
Para participar da 11ª edição do Congresso Estadual da RCC Amapá basta entrar em contato com os Grupos de Oração nas paróquias e nas comunidades da Diocese de Macapá ou no local do evento. 

O pacote completo dá acesso a todas as atividades do congresso e alimentação (almoço), no valor de R$ 30,00 ( trinta reais). O pacote básico dá acesso as atividades do Congresso sem a alimentação (almoço), no valor de R$ 20,00. 

Confirmado o show da cantora Olívia Ferreira
Programação
Na programação, estão reservados momentos para oração, celebração eucarística, música e pregações direcionados ao tema do evento. O objetivo é aprofundar a vocação eclesial do movimento, definido pelo Papa João Paulo II como “rosto e memoria de Pentecostes”. 

Está confirmada a presença da cantora Olívia Ferreira com o show lançamento do seu mais novo álbum “ Ele é o Senhor”. A cantora do Rio de Janeiro é considerada uma das revelações da música católica no Brasil. 

O coordenador do Ministério de Intercessão da Renovação Carismática Católica do Brasil (RCC Brasil), Luiz César Martins, será o pregador oficial do evento. Está é a segunda vez que o paranaense vem ao Amapá para participar de um encontro promovido pela RCC. 

Participa também do X Congresso o bispo diocesano de Macapá, Dom Pedro José Conti,o assessor eclesiástico e pároco da Paróquia São João Piamarta, padre Valdomiro Morais, e o frei Capuchinho Eduardo Farias. 

Cronograma:
Dia 27/08 (quinta-feira): Abertura do Congresso com Grupo de Oração e Adoração ao Santíssimo Sacramento, às 19hs.

Dia 28/08 (sexta-feira): Celebração Eucarística e Show Católico (Olívia Ferreira), às 19hs.

Dia 29/08 (Sábado): Oração, Pregações, Música, Celebração Eucarística, Congressinho para as crianças, de 8hs às 17hs.

Dia 30/08 (Domingo): Oração, Pregações, Música, Celebração Eucarística (Dom Pedro Conti), Congressinho para as crianças, de 8hs às 12hs. 

Contatos
Jefferson Souza – Comissão de Comunicação e Divulgação – Fone (096) 99139-0682
Irlã Barbosa - Comissão de Comunicação e Divulgação – Fone (096) 98146-1225
Rilson Espíndola Correa – Presidente do Conselho Diocesano e Estadual da RCC Amapá e Coordenador Geral do Congresso – Fone (096) 99134-3450
Monica Torrinha – Secretária Geral da RCC Amapá – Fone (096) 9 – 8112-3023

Comissão do TJAP faz vistoria técnica no Fórum de Santana

Vistoria buscou detectar problemas no prédio
A Comissão presidida pelo diretor-geral da Justiça do Amapá, Márcio Régio Evangelista Barroso, em companhia da juíza diretora do Fórum, em exercício, Dra. Lívia Simone de Oliveira Freitas, percorreram no último final de semana, as secretarias judiciárias do Fórum santanense, assim como o plenário, os setores de arquivos, depósitos, as áreas externas e o estacionamento, com o propósito de avaliarem e corrigirem os problemas detectados. 

Com quase 20 anos de funcionamento o prédio necessita de reparos e também de estudos para melhor organizar os espaços, além de outras medidas para racionalizar as acomodações. A Comissão colheu sugestões de magistrados e serventuários e tudo foi registrado. 

Uma das providências urgentes, segundo o presidente da Comissão, será o mutirão de limpeza a se realizar na área dos jardins e área interna. 

Na oportunidade, a juíza Lívia Simone ressaltou que “a ação demonstra o olhar cuidadoso da Desembargadora Sueli Pini (presidente do Tribunal de Justiça do Amapá-TJAP) com todos, de querer melhor organizar esses órgãos. Isso manifesta que a administração está vendo, in loco, os probleminhas que enfrentamos no dia a dia e a intenção de solucioná-los”. 

Além de Santana, as vistorias já aconteceram no Tribunal de Justiça e nos Fóruns de Macapá, Mazagão e Ferreira Gomes. Nesta segunda, dia 27/07, a equipe estará no Posto Avançado do Judiciário no município de Itaubal do Piririm.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Pouco conhecida, Beco da Avenida Santana mantêm um pedaço da economia local

Beco fica na Área central e tem acesso dificultoso
Quem frequenta diariamente o Centro Comercial do município de Santana, dificilmente deixa de ir à Área Portuária da cidade, um ponto onde se encontra inúmeras opções para o dia-a-dia, tanto para o uso doméstico, profissional ou de lazer. São dezenas de pontos comerciais distribuídos pela mais famosa via pública da cidade (Avenida Santana) que variam entre confecções, calcados, bebidos e artigos de utilidades. 

No trecho que começa ao lado da Praça da Bíblia (em frente ao portão de entrada da mineradora Zamin Amapá) até chegar na curva de acesso ao porto do Grego são mais de 50 estabelecimentos (entre importadoras, lojas de roupas, de ferragens e bares) que se espalham nesse limite. Porém, em paralelo à conceituada Avenida Santana, existe um pedaço de via pública que se esconde entre essas lojas diversificadas e o muro de proteção da mineradora Zamin, na qual poucas pessoas já tomaram conhecimento da existência dessa travessa que tem mais de 500 metros de extensão (ou seja, meio quilômetro) e esconde valiosas informações da história de Santana: trata-se do Beco da Avenida Santana. 

Segundo o pescador aposentado Jonas Rodrigues de Matos (conhecido na área do grego como “Seu Jojoca”), a área começou a ser parcialmente habitada no final da década de 1960, de forma de muito ilegal e ousada para a época. 

“Como a área pertencia à ICOMI (mineradora que explorou e exportou o minério de manganês do Amapá por mais de 50 anos), a diretoria liberou que as famílias usassem a área somente para construir barracas provisórias para vender mercadorias, como peixe, farinha, macaxeira e coisas assim. Era isso que quase todo mundo fazia e nunca houve problema com a ICOMI. Só foi muitos anos depois que começou as confusões”, contou o aposentado. 

Existem mais de 100 casas construídas no local
Quando Seu Jojoca se refere à confusão gerada na época, se diz sobre algo que somente veio a acontecer quase 20 anos após viverem em harmonia entre as famílias de agricultores e pescadores com a mineradora ICOMI. Ou seja, em abril de 1987, o então prefeito de Macapá autorizou que cerca de 30 feirantes armassem provisoriamente algumas barracas (em madeira) na área ao lado do muro de proteção da mineradora, sendo futuramente retirado quando a empresa necessitasse do espaço. 

Mas segundo Seu Jojoca, o acordo feito entre a Prefeitura de Macapá e os feirantes não foi claramente cumprido, gerando na época um sério desentendimento entre a diretoria da ICOMI e o Executivo Municipal. 

“O prefeito Azevedo Costa achava que tinha ficado apenas as 30 barracas levantadas, foi quando a diretoria da ICOMI o comunicou que já havia mais de 80 barracas construídas e já tinham até moradias feitas de alvenaria, o que estava proibido pela prefeitura. Aí ficou formada a confusão”, continuou o aposentado, que disse que o término da confusão só acabou após a mineradora perceber que não tinha outra alternativa a não ser deixar que os feirantes se mantivessem no local, o que acabou somente se ampliando com o passar dos anos. “Quando criariam a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana, foi aparecendo as primeiras lojas e depois alguns moradores começaram a vender suas casas e surgiram essas moradas que ficam de frente para a Avenida Santana, o que acabou escondendo o nosso acesso.” 

Ainda de acordo com Seu Jojoca, o aparecimento de novas moradias que viriam a obstruir o acesso dos primeiros moradores não pôde ser judicialmente questionado, já que os feirantes que permaneceram no local não procuraram adquirir na época uma autorização definitiva da prefeitura de Macapá (ou até mesmo já da Prefeitura de Santana). “Não iria adiantar de nada brigar na justiça por algo que ainda não éramos donos de verdade. Tudo dependia da prefeitura para autorizar que ficássemos ou não”, disse. 

Acesso ao Beco fica por trás das lojas (à direita)
Somente no final do século passado (em 1999) que os primeiros lotes foram legalmente cedidos pela Prefeitura de Santana, após ser feito um mapeamento detalhado da travessa (ou beco, como muitos se referem) que já constatava a existência de quase 120 pontos (entre residenciais e comerciais) e cerca de 700 habitantes. 

Um comércio “formal e informal”
Atualmente o local, que inicia na lateral do muro da mineradora Zamin, é constituído de bares, lojas de produtos importados, de utensílios de cozinha e do lar, farmácias, e outras mais, assim como o discreto Beco da Avenida Santana, que também mantem pequenos empreendimentos que vão de oficinas mecânicas, chaveiros, relojoeiros, metalúrgicas, até aluguel de quartos coletivos e individuais, tanto para uso familiar ou para os tais “usos provisórios”. 

“Quem pensa que só existem lojas por aqui, tá enganado. Tem quartos que servem até de motel”, falou o vendedor ambulante Fernando de Souza, que, assim como outros vendedores, utilizam informalmente alguns pontos do local, na comercialização de acessórios para celulares e aparelhos eletroeletrônicos.

sábado, 25 de julho de 2015

São Tiago ou Camarão? Eis a questão

Na manhã deste sábado (25/07) duas embarcações de médio porte – daquelas que podem carregar em torno de 150 a 200 pessoas – deixaram a rampa portuária do município de Santana, no Amapá, levando centenas de pessoas que foram para o tradicional “Festival do Camarão", que ocorre anualmente no município paraense de Afuá, localizado a quase sete horas da cidade de Macapá. 

Um evento que acontece no final do mês de julho, atrai milhares pessoas de diversos lugares do Norte e do restante do Brasil. Conhecida como a “Veneza Marajoara”, já foi motivo de várias matérias jornalísticas (inclusive no programa Fantástico em 2010), onde foram apresentadas as peculiaridades e belezas da região e de seu principal cartão-postal de eventos anuais (o famoso Festival do Camarão), que impulsiona consideravelmente a economia local durante os três dias em que transcorre as festividades – começando na sexta-feira e encerrando no domingo. 

Houve quem pensasse que devido a esta crise que o país vem atravessando pudesse este “magnífico evento das Ilhas do Norte Brasileiro” sofrer algum dano em seu fluxo econômico, onde a quantidade de pessoas poderia deixar de participar do evento por conta do valor do deslocamento (viagem fluvial) e outras despesas extras. Mera especulação e intriga da oposição. 

Todas as alternativas foram sendo tomadas para que o evento atingisse seus objetivos de proporcionar os divertimentos que lhe são permitidos. Com o valor convencional da passagem fluvial (via Rio Amazonas) ao custo individual de R$ 70 reais, foi preciso alterar o atual valor e até mesmo criar promoções para conquistar o público que anualmente segue para aquela região. Já imaginou curtir uma viagem de barco pagando apenas R$ 50 para ir e voltar? Ou ficar hospedado em quartos ao valor máximo de diária de R$ 45? 

Foram meios logísticos que tiveram que ser tomados para não afetar o círculo da economia afuaense. Um dos “pacotes” que mais chamou a atenção dos interessados em querer seguir para a região vazou essa semana nas redes sociais, onde o prefeito de Afuá ofereceu até mesmo transporte gratuito para as pessoas que quiserem somente voltar na próxima segunda-feira (27). Assim até os mais santos vão querer pecar. 

E São Tiago?
Para os mais conhecedores, com certeza já devem ter ouvido falar na “festa de São Tiago”, anualmente realizada no distrito de Mazagão Velho, localizado a pouco mais de 60km da sede municipal de Mazagão Novo. 

O evento faz uma representatividade festiva sobre a batalha ocorrida em meados do século XVI entre os povos Mouros e Cristãos pela ocupação territorial do atual município mazaganense (esse situado a pouco mais de 30km da capital amapaense), onde a devoção que um dos povos temia por São Tiago, garantiria sua vitória nessa batalha. 

Porém, há quem diga que exista uma batalha bem atual que se enfrenta quando chega nesse período do ano, que é o acesso até a sede onde ocorrem as festividades. Somente para se chegar à sede de Mazagão Novo, o visitante deixa a cidade de Macapá e percorre 45 km de rodovia, tendo que enfrentar a disponibilidade de balsa fluvial que ajuda na travessia pelo Rio Matapí para assim dar continuidade pela rodovia que interliga os municípios de Santana e Mazagão. Uma viagem que chega a durar até três horas, pois, ainda é preciso seguir outros 40km (de rodovia não asfaltada) até chegar ao tão esperado destino festivo. 

Estressante e cansativo é o que muitos acabam adquirindo durante este período, mas tem suas recompensas ao serem recebidos por um povo acolhedor e amável, além de uma paisagem que nos faz perceber o quanto que somos irônicos diante de tanta beleza da “mãe-natureza”. 

Claro que assim como em Mazagão ou no Afuá (PA), os veteranos que se aventuram a conhecer novos lugares, também se encantariam com as nascentes de rios que cercam aquela região interiorana, sendo apenas duas de tantas opções que o Norte está mostrando nesta reta final do período de férias.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

30 mil amapaenses sofrem diariamente com “apagões” no Estado

"Apagão" do início dessa semana atingiu vários
bairros de Macapá e Santana.
Para alguns, esse número pode parecer um tanto exagerado, enquanto que para outros ainda é pouco se comparado aos diários “apagões” que o Estado do Amapá vem vivenciando nos últimos tempos, pois, segundo a diretoria da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), o sistema elétrico estadual já se encontra sobrecarregado – geração limitada – há um longo tempo, e vem operando precariamente para distribuir o importante produto (energia) para 13 municípios do Estado, embora que os municípios do Sul do Estado (Laranjal do Jarí e Vitória do Jarí) já estejam sendo atendidos pelo Linhão de Tucuruí (PA) há mais de dois meses, não é o mesmo privilegio que ocorre no município fronteiriço de Oiapoque, que deverá continuar operando através de geradores térmicos, devido está localizado numa área bem distante dos planos de expansão energética demarcados até então pela estatal amapaense. 

Apesar da concessionária elétrica do Amapá não divulgar publicamente seus relatórios técnicos que especifiquem claramente os reais motivos dessas constantes interrupções no fornecimento de energia elétrica, não chega a ser tão difícil de levantar os números populacionais e demográficos das pessoas que lamentam diariamente pelos “serviços incompletos e de má qualidade” da empresa. 

Um exemplo bem recente aconteceu no início dessa semana, onde o município de Porto Grande – localizado há pouco mais de 100km da capital Macapá – ficou mais de 14 horas sem energia elétrica. Ou seja, o 4º maior município do Estado, com pouco mais de 20 mil habitantes (IBGE 2013) “amargou” mais da metade de um dia sem o fornecimento elétrico que é considerado uma importante ferramenta na sociedade (refrigera produtos nos comércios e mantém o funcionamento de importantes maquinários em marcenarias, açougues, padarias, postos de gasolina, etc). 

Pessoas ficaram sem direção durante o "apagão"
noturno da última segunda-feira (20/07)
No mesmo dia, parte de alguns bairros da cidade de Santana (segundo maior município amapaense) também ficaram energia elétrica por mais de 4hs, o que somaria outros mais de 25 ou 30 mil habitantes prejudicados, ultrapassando um total superior de 50 mil pessoas sem energia elétrica em apenas um dia. 

O comparativo pode ser considerado um cálculo bastante proporcional, dependendo dos locais distintos que estejam sofrendo sem energia elétrica, onde alguns bairros (tanto Macapá ou de qualquer outro município amapaense) podem ter uma quantidade relativa de moradores, mas geralmente não é inferior a 20 ou 30 mil pessoas que estejam simultaneamente passando por algum “apagão doméstico”. 

Mapa do “Apagão”
O programa jornalístico AP-TV (transmitido diariamente pela TV Amapá Canal 6) criou na semana passada o um quadro chamado “Mapa do Apagão”, onde exibe constantemente reclamações de telespectadores que residem em alguma parte do Estado do Amapá, onde relatam – ou através de vídeos produzidos ou apenas via reclamação convencional – qualquer interrupção em seu fornecimento de energia elétrica. 

Somente nos dois primeiros dias dessa semana, o quadro televisivo recebeu diversas reclamações de telespectadores de inúmeros bairros, tanto de Macapá como de Santana que, além de questionarem pelas faltas constantes de energia elétrica que vem se propagando, foram todos unanimes em um ponto: não passam menos de 90 minutos (uma hora e meia) na escuridão. Uma situação que já podemos considerar que chegou ao extremo do caos no serviço público para a sociedade amapaense. 

Mas e o Linhão de Tucuruí?
Em meio a essa turbulência que agora vem se alarmando por causa desses “apagões”, nunca se deu tanta importância na questão de interligar o Amapá ao Sistema Elétrico Nacional como vem sendo cogitado atualmente. Apesar desse assunto ter sido amplamente discutido no Estado desde 1991 (período em que o Amapá viveu um histórico racionamento no setor elétrico), o Poder Público Estadual acabou deixando de lado esse projeto com o passar dos anos, quando achava que o sistema de geração isolada do Amapá (diga-se a UHE Coaracy Nunes, em Ferreira Gomes) iria suprir a demanda energética do Estado por tempo indeterminado. 

Com os constantes "apagões", comerciantes
recorrem à compra de geradores próprios para não
perderem seus produtos congelados.
No entanto, a culpa não chega a ser diretamente considerada ao Poder Estadual (o Governo do Amapá), pois, a partir de 1995, houve uma intensa preocupação das autoridades sobre esse assunto, principalmente pelo fato de abranger e auxiliar na economia do Estado, já que a Área de Livre Comércio de Macapá e Santana começava a proporcionar aspectos positivos para o Amapá, influenciando na implantação de novas empresas na região. 

O Governo Estadual – que era o acionista majoritário da CEA nessa época – buscou alternativas técnicas e administrativas para estruturar a estatal elétrica de acordo com as resoluções e determinações mantidas até então. Ou seja, assim como era desenvolvido trabalhos de expansão energética (urbana e rural), também eram efetuados estudos periódicos na demanda elétrica do sistema de geração e distribuição, numa amigável parceria que havia entre a CEA/Eletronorte e os governos Estadual/Federal. 

Um fator tão claro dessa seriedade que o Poder Estadual tinha com o setor elétrico do Amapá deixa bem claro que até o final do ano de 2014, o número de reclamações relacionadas ao sistema era esporádico, mantendo-se a nível bem considerado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). 

Mas sabemos desde o dia 19 de janeiro desse ano – quando o Amapá viveu o primeiro dos cinco grandes “blecautes” já ocorridos somente este ano – que a CEA já não sabe o que fazer para solucionar essa questão. Tanto que a bandeira levantada pela estatal, desde o início do ano, que prega a idéia de interligar o quanto antes o Amapá com o restante do país, vendo sem lamentavelmente descartada por determinação da Justiça Federal que deu parecer favorável ao Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) que ainda não conseguiu concluir os trabalhos de duplicação da Rodovia Tancredo Neves em virtude de uma quantidade de postes que se encontram ao longo do trecho inicial da BR-156, que vai passando o bairro Brasil Novo até a entrada do km-21 da BR-156. 

Entre mais uma das tantas “desculpas” já divulgadas à população, a CEA agora diz que espera uma atitude da empresa responsável pelo serviço de telefonia em retirar seus cabos (cordoalhas) telefônicos do posteamento e assim repassar esse posteamento para outro local. Mas fico me perguntando umas coisas nessa situação do posteamento: a CEA não foi notificada para retirar esse posteamento há vários anos quando o projeto de duplicação da rodovia estava começando? E por quê ela não retirou no tempo determinado? Do que então serve o setor de engenharia da CEA que não atentou para esses detalhes quando o Linhão de Tucuruí fosse atravessar esse lado da pista? 

Isso são pontos que vemos como “falhas técnicas” que uma estatal comete internamente e não procura tomar providências adequadas, sendo que no final o principal sujeito que acaba realmente sendo punido e castigado é a população que, além de pagar caro por um consumo de energia elétrica, ainda tem que sofrer com a péssima qualidade de seu fornecimento.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Menor de 12 anos é assassinado na área do Ambrósio

Um garoto de apenas 12 anos foi assassinado na noite desse domingo (19/07) na comunidade do Ambrósio (também conhecida como Baixada do Ambrósio), área portuária do município de Santana. 

De acordo com a Polícia Militar, Jemerson Ferreira de Jesus estava dentro da própria casa que foi invadida por um desafeto, que disparou dois tiros, sendo que um atingiu o menor na altura da boca, e outro na região lombar. 

Policiais do 4º Batalhão da PM de Santana afirmam que apesar da pouca idade, Jemerson já tinha várias passagens pela polícia, mas que não saberiam identificar de imediato qualquer suspeito que pudesse ter cometido o ato. Até as primeiras da manhã desta segunda-feira (20) nenhum suspeito tinha sido apresentado. 

Reportagem: Paulo Rogério

domingo, 19 de julho de 2015

Conclusão de interligação com UTE Santana será em agosto

É o que (agora) prevê a diretoria da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) sobre a conclusão dos trabalhos de interligação do Estado com o sistema nacional elétrico (também denominado de Sistema de Interligação Nacional-SIN). 

O anúncio da nova data foi feito esta semana pelo presidente da estatal amapaense, Ângelo do Carmo, que vem acompanhando os serviços de extensão nas torres de transmissão (que farão a energização de 69Kv) entre as subestações de Macapá com a Usina Termelétrica (UTE) de Santana, localizada a quase 20km da capital. 

“Os trabalhos já estão com mais de 90% das etapas concluídas e esperamos fazer a interligação com Tucuruí (Hidroelétrica no Pará) antes do final do mês de agosto”, acredita o presidente da CEA, que garante à população amapaense que a futura interligação acabará com os constantes “apagões” que o Amapá vem suportando nos últimos meses.

sábado, 18 de julho de 2015

Comércio amapaense usa das promoções e descontos para enfrentar crise

Loja de calçados recém-inaugurada em Santana
No início deste mês, um novo estabelecimento comercial – no ramo de calçados e bolsas diversificadas – foi inaugurado em Santana, buscando desta forma, aquecer a economia em nosso Estado. 

Porém, segundo informações de uma funcionária recém-contratada pelo novo estabelecimento (que não autorizou a divulgação de seu nome), as expectativas aplicadas durante a inauguração da nova loja não foram bem atingidos. 

“Foram colocados em promoções mais da metade dos calçados da loja em até 60% de desconto se pagassem à vista, mas teve vendedor que não atingiu metade da meta esperada no dia da inauguração”, lamentou a funcionária, que acredita na possibilidade de haver demissões de pessoas da referida loja em virtude da crise que vem se prolongando no país, onde a própria economia (formal ou informal) vem encontrando dificuldades para se desenvolver em várias áreas. 

Mesmo observando que o período em questão (o mês de julho) não oferece uma boa imagem para o comércio amapaense, a melhor alternativa é comercializar os produtos na base das promoções e dos descontos que melhor podem favorecer o consumidor interessado, independente dos possíveis lucros ou prejuízos que o comerciante vai obter. 

“Não adianta esperar que vai ter lucro agora, em meio essa crise que estamos vivendo, que não é essa expectativa para o comércio amapaense. Possivelmente isso vai demorar um pouco mais para se erguer novamente”, garantiu Marcos Cardoso, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Macapá. 

Descontos chegam a 85% na venda
De acordo com Marcos, mais de 10 dos mais conhecidos empreendimentos comerciais do Estado estão buscando de todas as maneiras “eliminarem” produtos e mercadorias que estão em estoque desde o início deste ano, quando a crise econômica já estava afetando centenas de empregos diretos e indiretos. 

“Como as vendas do final de ano foram equilibradas, o Dia das mães já não foi tão positivo, daí que vários empresários decidiram pelo dia dos namorados para tentar ‘eliminar’ uma boa quantidade de produto que já estava guardado há meses”, explicou. 

Se vendo na única alternativa de não perderem uma grande quantidade de mercadorias adquiridas fora do Estado, os comerciantes estão liquidando os produtos na base de promoções e altos descontos no pagamento à vista, variando de produto a ser comprado. 

“Tem loja de calçados em Macapá que está dando até 65% na compra à vista e 40% no cartão, já em Santana tem lojas de roupas que já chegam a dar até 85% na compra direta (dinheiro à vista) e ainda dão outra peça (camiseta ou vestimenta íntima) como brinde. É tudo para não perder aquelas mercadorias de estoque”, finalizou o presidente da CDL.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Rainildo Aguiar, do militar ao conceituado empreendedor santanense

Rainildo Aguiar
O Dr.º Rainildo Elias é mais uma das “jóias raras” com que o município de Afuá (PA) presenteou o nosso Amapá. Nascido em 16 de julho de 1955, é filho de Lourenço Rôlo de Aguiar e Celestine Elias Aguiar, iniciou seu estudos primários em Santana no Grupo Escolar Professor José Barroso Tostes, seguindo o 1º grau no extinto GM (atual Escola Estadual Antônio Pontes, em Macapá) e concluindo o 2º grau técnico no Colégio Amapaense (na área de auxiliar de eletrotécnica), no ano de 1976. 

Na década seguinte, foi para Belém (PA), ingressando na Universidade Federal do Pará (UFPA), onde formou-se no ano de 1985 em Farmácia e especializou-se em Bioquímica em 1988, além de ter feito um curso de desenvolvimento profissional farmacêutico. 

Já formado, é convocado como Aspirante a Oficial em 31 de maio de 1986, e seis meses depois, por merecimento, é promovido a 2º Tenente Farmacêutico. Lá no Ministério do Exército – 8ª Região Militar – Hospital Geral de Belém, no período de três anos, o Dr.º Rainildo exerceu diversos cargos, tais como: Chefe da Farmácia Hospitalar do Hospital Geral de Belém; Chefe do Setor de Pessoal Militar; Presidente da Comissão de Licitação e chefe da Farmácia Comercial e Hospitalar Militar. 

Farmácia Anastácia, criado por Rainildo
Em 31 de agosto de 1990, novamente o Dr.º Rainildo é promovido por merecimento a 1º Tenente Farmacêutico, mas no entanto, em 29 de setembro do mesmo ano, é dispensado do Exército por ter concluído o seu tempo de serviço de quatro anos e oito meses. 

Como bioquímico, desenvolveu pesquisas de psicotrópicos e entorpecentes no comércio de Belém (PA). Regressando ao Amapá é aprovado em concurso do Governo do Estado para exercer o cargo de bioquímico, desempenhando atividades no Hospital Estadual de Santana, e até disponibilizando tempo para auxiliar no Hospital da Vila Amazonas. 

Em meados da década de 1990, resolveu ingressar na política partidária. Em 08 de dezembro de 1995 filia-se ao PDT e no ano seguinte disputa a eleição para uma vaga na 3ª legislatura municipal de Santana, sendo eleito com 438 votos para o seu primeiro (e único) mandato. 

Deixou inúmeros trabalhos apresentados através de requerimentos que visaram a melhoria da cidade portuária. Pela tribuna da Câmara, realizou diversos discursos mostrando a realidade caótica que se encontrava os bairros de Santana e o Estado. 

Rainildo Aguiar sendo congratulado pelo CRF-AP
Um empresário destacado e respeitado
Ao retornar para o Amapá, Rainildo Aguiar abre um dos empreendimentos mais conhecidos e conceituados da área farmacêutica do Estado: no dia 08 de agosto de 1991, começa a funcionar a primeira “Farmácia Anastácia” em Santana, situada no cruzamento da Rua Tancredo Neves com a Avenida 15 de novembro, bairro Jardim Paraíso. 

Em março de 2006, a conhecida farmácia passou por maiores adaptações para melhor atender o público em geral. Atualmente Dr.º Rainildo vem mantendo outras duas filiais, localizadas nos bairros Comercial e Fonte Nova. 

Mas outro grande projeto desse farmacêutico visionário que, preocupado com melhorias na saúde amapaense, buscou atender ao povo santanense: em 19 de maio de 1994, seria inaugurado o Laboratório de atendimento ao público da “Farmácia Anastácia”, completando assim um dos maiores e renomados alicerces que auxiliam na saúde pública de Santana, e principalmente, do povo do Amapá. 

Sua atuação tem sido reconhecida constantemente, tanto pela sociedade como pelos órgãos institucionais (conselhos e entidades da área da saúde estadual e federal), levando-o a ser várias vezes congratulado e homenageado pelo trabalho e a dedicação com que leva sua formação, tornando-se um cidadão que acreditou (e acredita) no progresso do nosso Estado.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Polícia prende envolvidos em assalto de joalheria em Santana

A Polícia militar do Estado, através de seu 4° Batalhão da PM situado no município de Santana, efetuou prisão de indivíduos por terem praticado crime de Roubo. 

Às 08h00min da manhã desta quarta feira, 15/07/2015, uma equipe da Companhia Especializada em Rádio Patrulhamento (CERPM), comandada pelo Cabo Anildo, após ser acionada pela central de operações do 4° BPM, de que em uma joalheria localizada na travessa Calçoene, no bairro da área portuária da cidade, onde indivíduos praticaram um roubo, utilizando arma de fogo e que empreenderam fuga em um veículo Fiat Palio de placas NET 8366. 

A equipe, então, iniciou as buscas e já na rodovia salvador Diniz no bairro igarapé da fortaleza avistou o veículo com as características repassadas pela central de operações. O condutor do veículo ainda tentou empreender fuga, mas foi interceptado pela equipe que após abordagem, constatou que se tratava dos participantes do crime de roubo. 

No veículo se encontravam Paulo André Neves Santiago, 28 anos e Wanderson Jose da Penha Fonseca de Jesus, 28 anos. Com os mesmos fora encontrado, jóias, valores e 3 munições calibre 380. 

Diante dos fatos e após reconhecimento da vítima, os infratores foram encaminhados até a 1ª delegacia do município de Santana, para as medidas legais cabíveis.

‘Novo Amapá’: Peça teatral lembra 39 anos do naufrágio com poesia e homenagens

Os 39 anos do maior naufrágio do estado serão lembrados com poesia e homenagens no espetáculo "Novo Amapá", que acontece no sá...