segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O Trabalho Assembleiano voltado ao Povo de Santana

Pr. Souzinha.
Considerada uma das denominações religiosas mais prestigiadas e respeitadas do Brasil e do Mundo, a Igreja Evangélica Assembléia de Deus “A Pioneira” (IEAD) escreveria uma nova e revolucionária tese no conceito pentecostal para nossa sociedade. 

A IEAD nasceu justamente no Brasil, em 1911, mais precisamente na capital paraense (Belém-PA), buscando logo se expandir pelos diversos cantos do país. Desembarcou em terras amapaenses em junho de 1916, e mesmo enfrentando desavenças religiosas com o único vigário de Macapá (Padre Júlio Maria Lombaerd), alcançou seus objetivos de implantar um estilo inovador sobre o Evangelho Bíblico. 

Em Santana (AP), o conceito assembleiano surgiria por iniciativa de um missionário paraense chamado Serafim Pires de Souza (1910-1993), que chegou ao então Território Federal do Amapá na manhã do dia 19 de agosto de 1957, sendo recebido pelo Pastor Vicente Rêgo Barros, que presidia a única Igreja assembleiana existente em todo Território do Amapá, situado em Macapá. 

Após residir temporariamente na capital amapaense, o missionário Serafim Pires (que também era popularmente conhecido como “Pastor Souzinha”) seguiu para a pequena vila de Porto Grande, onde ali empreendeu os trabalhos de evangelho por quase seis meses, expandindo-o à vila operária de Serra do Navio, onde percorreu toda a Estrada de Ferro do Amapá (seus 194km de extensão), implantando Casas de Oração nos trechos visitados. 

Em meados do ano seguinte (1958), Pastor Souzinha foi indicado para assumir os trabalhos de evangelização na pequena vila portuária que já se expandira na margem esquerda do Rio Amazonas, mais precisamente numa vila inicialmente conhecida no codinome de “Vila Ucuúba”, situada nas proximidades da atual Rua Salvador Diniz com a Avenida Santana (hoje centro urbano de Santana). 

Imagem do antigo Templo Central da AD Santana.
Quando chegou ao vilarejo portuário, já havia duas famílias compostas de membros que conheciam assiduamente o Evangelho pregado pela Assembleia de Deus na região: da irmã Maria Assunção da Rocha (conhecida “Irmã Minoca”) e o do Irmão Olímpio Teixeira. 

Depois de erguer uma pequena casa, que serviria de moradia para sua família (formada pela esposa Dalila Menezes de Souza e dois filhos Raimundo e Rosalina, que depois viriam de Belém-PA, onde moravam com seus avós maternos), Pastor Souzinha iniciou na tarde do dia 15 de agosto de 1958, os primeiros cultos na casa da Irmã Minoca, que residira nas proximidades da estação ferroviária da mineradora ICOMI, local de melhor acesso aos visitantes. 

Mesmo havendo uma fonte empregatícia bastante viável, tanto para a economia local como auxiliava no crescimento desordenado da população da região, que era a Indústria e Comércio de Minérios Ltda. (ICOMI), as primeiras reuniões da nova denominação religiosa não levavam mais de 05 ou 10 pessoas para os cultos em seus primeiros meses de existência. 

No início de 1959, os cultos seriam agora realizados em um compartimento adaptado na própria casa do Pastor Souzinha, situado na antiga Rua da Escola (assim conhecida por dar acesso ao único educandário que havia nas imediações, e hoje chamada Rua Salvador Diniz), que simultaneamente continuaria expandindo a Palavra de Deus através de visitas pelas localidades interioranas do Amapá. 

Foto de 2003 das obras de construção do novo
prédio do Templo da AD Santana.
Com a permanência definitiva do missionário Souzinha nos trabalhos evangelísticos em Santana, logo veio a intenção de se construir um Templo da igreja na região, seguindo o ritmo que vinha sendo realizado em Macapá, quando entregou o 1º Templo Evangélico do Amapá em 1958. Para isso, receberia a ilustre visita do Pastor Francisco Pereira do Nascimento (vindo de Belém-PA) em outubro de 1962, que escolheria o terreno plano para a construção do futuro Templo religioso. 

Enquanto era minuciosamente construído o esperado Templo assembleiano em Santana, foram abertas outras duas Casas de Oração: uma na Vila Amazonas e outra na Vila Cutaca. 

Após um ano de intensos trabalhos voltados em sua construção, o Templo Evangélico da vila portuária de Santana veio a ser inaugurado na tarde do dia 24 de novembro de 1967, contando com a presença do então Governador do Amapá General Ivanhoé Martins e o Pastor-presidente da Assembléia de Deus no Amapá, Pastor Otoniel Alves. Vale ressaltar que boa parte dos recursos aplicados na construção desse Templo foram provenientes da venda de um imóvel pertencente ao Pastor Souzinha, na qual este possuía na capital paraense. 

O 1º batismo pentecostal realizado na Assembléia de Deus de Santana ocorreu na manhã do dia 20 de abril de 1960, envolvendo o senhor João Moura (ex-funcionário da ICOMI) e quatro anos depois seria realizado o 1º matrimônio evangélico da vila, unindo o braçal Raimundo Araújo da Costa e Maria das Graças Penha Assunção, ocorrido no dia 06 de fevereiro de 1964 (sendo que este ato foi realizado na congregação da Vila Amazonas). 

Atual frente do Templo Central da AD Santana.
Com a transformação do município de Santana, a Assembléia de Deus local teria seu estatuto juridicamente registrado no dia 10 de dezembro de 1988, contendo 28 artigos, formulado por 36 evangelistas. (ver Registro Pessoa nº 0518, de 02 de janeiro de 1989, recolhido no Cartório Jucá, Macapá). 

Nova Liderança
Em 30 de março de 1993, o Pastor Souzinha viria a falecer por complicações cardíacas e pulmonares, sendo que seu trabalho teria continuidade a partir de janeiro de 1994, quando a AD de Santana passaria a ser presidida por Lucifrancis Barbosa Tavares. 

Formado em teologia e pós-graduado em Psicopedagogia e Magistério Superior, Pr. Lucifrancis encontra-se no Amapá há quase 40 anos, sendo atualmente considerada uma das maiores lideranças eclesiásticas do Estado e grande influência social. 

Além de expandir os trabalhos do evangelho por bairros e distritos mais distantes de Santana, uma das mais marcantes obras de atuação de Lucifrancis Tavares foi a construção do novo Templo Central da AD na sede municipal, um trabalho que não apenas custou tempo mas dedicação e amor humano para que fosse concluída aquela que hoje é considerada uma referência institucional para quem visita o município. 

Pr. Lucifrancis e sua esposa Lúcia.
Inaugurado no dia 09 de janeiro de 2010, o novo Templo Central da AD Santana demonstra publicamente que os objetivos implantados pela instituição, em quase seis décadas de existência no município, não mudaram, apenas melhoraram, procurando de todas as formas elevar seus trabalhos evangelísticos em prol de uma sociedade mais organizada e valorizada. 

Reconhecimentos Sociais
A boa atuação desenvolvida pela Igreja Assembléia de Deus junto ao povo santanense levaria seus objetivos a serem dignamente reconhecidos pelo Poder Público. A Lei Municipal n.º 0375/98-PMS, do dia 23 de junho de 1998, tornaria a IEAD uma entidade de utilidade pública para o município de Santana. 

Em 2003, o vereador santanense Aroldo Vasconcelos (PSB) teria dois importantes Projetos aprovados pelo prefeito de Santana Rosemiro Rocha (PL), que beneficiaria o povo evangélico de Santana: no dia 26 de agosto corrente é sancionada a Lei Municipal n.º 0639/03-PMS instituindo o “Dia Municipal do Evangélico” anualmente comemorado no dia 30 de novembro; e no dia 18 de setembro é sancionada a Lei Municipal n.º 0646/03-PMS que instituiria o “Dia Municipal do Pastor Evangélico”. 

Em 19 de maio de 2004, a Deputada Estadual Mira Rocha (PL) teria seu Projeto de Lei n.º 0827 sancionado em Lei Estadual pelo então Governador do Amapá Waldez Góes, estipulando o dia 30 de novembro para ser anualmente comemorado como “Dia Estadual do Evangélico”. 

Nacionalmente, a data foi sancionada por Lei Federal nº 12.328, de 15 de setembro de 2012, instituindo assim o “Dia Nacional do Evangélico”, a ser comemorado justamente no dia 30 de novembro de cada ano.

domingo, 29 de novembro de 2015

Escola Igarapé da Fortaleza realiza seu 8º Fast Forte

Aconteceu neste sábado (28) na Escola Estadual Igarapé da Fortaleza o “Fast Forte”, evento que acontece há oito anos na escola visando mostrar a cultura, o desenvolvimento, histórias vivas, costumes do bairro e também abordar temas de utilidade pública. 

O projeto foi montado na quadra da escola e foram montados diversos estandes com maquetes reproduzindo o bairro, comércios, empresas alocadas no bairro como a Sambazon que é parceira do projeto executado na escola. 

Um dos estandes montados nos projetos carregava a história da fortaleza que começou a ser construída por volta dos séculos XV/XVI e que deu origem ao nome do bairro que é o Forte Cumaú, que foi descoberto há alguns anos e estudado pelo IEPA nos anos de 2011/2012. 

Segundo Maria Miranda que é pesquisadora do IEPA, este forte foi um tentativa antes de ser construída a Fortaleza de São José na capital. 

Outro estande abordou um tema de utilidade público e bem atual: “Outubro Rosa e Novembro Azul” com direção do Professor de biologia do 3º Ano Sérgio Corrêa. Segundo Ketlen Wizi, integrante do grupo responsável pelo trabalho a ideia é passar o máximo de informações necessárias para a comunidade que visita o evento tais como: “os sintomas do câncer do colo do útero, do câncer de mama, do câncer de próstata e os tratamentos” disse a aluna. 

Segundo a diretora da escola Elidete Bezerra o projeto é para que a escola “atravesse os muros”: “Nosso evento já é tradição e ele é interessantíssimo pois a ideia é que possamos descobrir histórias que não têm nos livros, que sãos histórias vivas nas memórias das pessoas, mostrar o que o bairro tem, mostrar nossa cultura, pesquisar a fundo, atravessar os muros da escola” disse a diretora. 

Reportagem: Ítalo Nunes

sábado, 28 de novembro de 2015

Ministério Público proíbe CEA de efetuar cortes de energia em Santana

Agência da CEA em Santana.
Atendendo pedido do Ministério Público do Amapá (MP-AP), o juiz Marck Willian, em plantão na Comarca de Santana, concedeu liminar, na noite desta sexta-feira, 27/11, para impedir que a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) efetue cortes nas residências dos consumidores, supostamente inadimplentes, em decorrência da cobrança abusiva, nas faturas dos meses a partir de outubro/2015, com valores excessivamente altos em relação às faturas anteriores. 

Na ação cautelar, os titulares da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Santana, promotores de Justiça Gisa Veiga e Horácio Coutinho justificaram a distribuição via plantão, por ser iminente o risco de prejuízos aos consumidores Santanenses, sendo fato público e notório que a CEA vem cortando diariamente a energia desses consumidores. 

"Verifica-se ainda, que desde que surgiu essa problemática nas faturas da CEA, a empresa não equacionou as pendências, permanecendo um grande número de pessoas à procura de atendimentos perante à CEA, sem solução", argumentou o promotor Horácio. 

A Promotoria do Consumidor apresentou inúmeras reclamações dos moradores de Santana, referentes ao aumento abusivo dos valores da fatura do mês de novembro, com cobrança em valores desproporcionais ao consumo anterior dos usuários; faturas diversas com o mesmo mês de vencimento ou datas de vencimentos bem próximas; corte do fornecimento de energia sem prévia comunicação e/ou de faturas com pagamento programado para o débito em conta, inclusive daquelas com valores já debitados e cobranças em duplicidade. 

"Em razão disso, instauramos 25 Notícias de Fato a fim de reunir elementos de convicção para o ajuizamento de futura demanda judicial, via ação civil pública com obrigação de fazer e não fazer em desfavor da CEA", acrescenta a promotora Gisa Veiga. 

O MP-AP informa ainda, que em todas as reclamações individuais apresentadas na Promotoria de Justiça do Patrimônio Público, da Cidadania e do Consumidor da Comarca de Santana/AP, os consumidores lesados informaram que não obtiveram êxito em solucionar administrativamente junto à gerência da CEA, em Santana, as pendências envolvendo faturas de energia, permanecendo com as mesmas em aberto e com obrigatoriedade de efetuar o pagamento questionável, sob pena de risco real de corte no fornecimento de energia, serviço esse essencial. 

"Como se sabe, a CEA é a responsável pela distribuição de energia elétrica aos lares e empresas de todo o Estado do Amapá. Presumivelmente por deter, nesta região, o monopólio do fornecimento de energia, a requerida tem levado a cabo condutas que vão de encontro às normas que regulam as relações consumeristas e, em última análise, à Constituição da República, causando, desse modo, inaceitáveis prejuízos aos consumidores locais", reforçou Horácio Coutinho. 

Para os promotores, nenhuma das alegações apresentadas pela companhia foram suficientes para justificar o aumento nas contas de energia. 

"Esse quadro de incertezas vem trazendo sérios riscos a ordem pública na cidade. Cobrados em valores abusivos, mal recebidos quando procuram rever os débitos, privados do serviço de fornecimento de energia elétrica pelos cortes, humilhados por essa situação, sendo tratados como maus pagadores, muitas vezes tendo seus nomes inscritos nos cadastros de devedores, ficando, portanto, com os nomes “sujos na praça”, os moradores de Santana atingidos pela situação aqui tratada estão revoltados", alertou Gisa Veiga ao juiz plantonista. 

Pelos fatos narrados, o magistrado concedeu a liminar em favor dos consumidores, determinando que a CEA não efetue qualquer corte de energia, daqueles tidos como inadimplentes pelas faturas dos meses de outubro, novembro e dezembro/2015, bem como suspenda a cobrança desses valores, sob pena de multa diária no valor de R$ 5 mil ( cinco mil reais). A companhia também está impedida de incluir o nome desses moradores em cadastros de proteção ao crédito. 

"Registro nosso agradecimento ao juiz Marc Wiliian, pela sensibilidade com que analisou o nosso pedido em defesa dos consumidores desta cidade. Sabendo que a demora na prestação jurisdicional representava grave ameaça aos cidadãos de Santana, agiu em tempo para evitar novos abusos", registram os promotores que assinam a peça. 

Fonte: site do MP-AP

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Proerd encerra em Santana atividades do ano de 2015

Programa formou mais de 80 mil jovens no Amapá
A Polícia Militar do Amapá, através da Divisão de Ensino e Projetos Sociais (DEPS) do 4º Batalhão da PM, localizado no município de Santana, promoveu na manhã desta sexta-feira (27), a solenidade de encerramento do ano letivo de 2015 do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD) na segunda maior cidade do Amapá. 

O evento ocorreu no Ginásio Poliesportivo de Santana, contando com a presença de diversas autoridades políticas e sociais, como: a Coronel PM Palmira (diretora de Ação Social e Cidadania-DASC da PM), o Tenente-Coronel Aldinei (Comandante do 4º BPM), vereador Jailson Matos (representando o legislativo santanense) e a Professora Maria José Almeida (representando a Secretaria Municipal de Educação de Santana). 

Na ocasião, alunos de diversas escolas de Santana (da rede de ensino estadual e municipal), que participam do programa, foram homenageados, recebendo medalhas e certificados, por terem participado do concurso de redação, promovido pelo PROERD, que teve como tema “Como ter uma vida saudável e sem drogas”, sendo que, o 1º e o 2º colocados receberam bicicletas como prêmios. 

Proerd
O Proerd existe há mais de vinte anos e está instituído em mais de 58 países e em todos os Estados brasileiros. No Amapá o Programa existe desde 2002 e já formou mais de 80 mil crianças e adolescentes na faixa etária de 9 a 15 anos. Neste ano de 2015, foram 2.400 alunos atendidos, que estudam em 26 instituições de ensino da rede municipal e particular de Santana, com apoio de 06 instrutores indicados pela PM. 

O Programa Educacional de Resistência às Drogas tem caráter social e preventivo, posto em prática por policiais militares devidamente selecionados e capacitados. A Polícia Militar utiliza métodos lúdicos que priorizam a moral, os bons costumes, a afetividade e a aplicabilidade do modelo de vida saudável, para auxiliar os estudantes a reconhecerem e resistirem às pressões diretas ou indiretas que os influenciam, a exemplo do uso de álcool, cigarro e outras drogas, que em geral resultam em comportamento agressivo. 

Segundo a professora Maria José, representando a pasta executiva da educação de Santana, o programa vem contribuindo enfaticamente na formação moral de futuros cidadãos. 

“Esse trabalho tem deixado bons frutos para dezenas de jovens que farão jus ao aprendizado que estão adquirindo”, reconheceu a professora, durante a solenidade de encerramento, no Ginásio de Santana.

Sttrans, PM e Bombeiro Militar do Amapá atuam em conjuntos em prol da vida

Aconteceu nesta manhã de sexta feira (27/11), uma Blitz Educativa em prol da Vida - Em Homenagem as vítimas de Acidente de Trânsito, uma parceria entre a STTrans, Polícia Militar do Estado do Amapá e Bombeiro Militar do Estado do Amapá. 

Na ocasião além da abordagem aos motorista, o corpo de bombeiros realizou duas simulação: de um salvamento em acidente de trânsito e outra onde um veículo pegou fogo. 

O objetivo da ação é mostrar a população e principalmente aos motoristas que por trás das carcaças dos veículos acidentados e amassadas existem vidas e que, em muitas situações, os acidentes com vítimas poderiam ser evitados. 

As equipes montaram dois cenários para a simulação operacional de salvamento e combate a incêndio veicular, na rodovia Cláudio lúcio Monteiro (próximo a Farmácia Droga Rei). 

A ação iniciou por volta 09hs e foi coordenado pelo 5º Grupamentos de Bombeiro Militar, destacamento de Santana. Mais de 20 bombeiros atuaram na simulação, que mostrou duas possíveis situações do dia a dia. 

A primeira é referente a um acidente de trânsito envolvendo colisão entre dois veículos com diversas vítimas. Na outra simulação, um dos veículos incendiado. 

Para realizar a demonstração um trecho da rodovia Cláudio lucio foi interditado. Para o atendimento foram utilizadas as equipes de auto busca e salvamento (ABS), auto bomba tanque (ABT) e atendimento pré-hospitalar (APH), que fizeram o combate a incêndio, retirada das vítimas das ferragens e encaminhamento ao hospital de emergência.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Se estamos interligados, porquê os “apagões” continuam?

Diversos bairros de Santana ficam diariamente
sem energia elétrica.
Esta foi uma das diversas perguntas que dezenas de consumidores buscavam por respostas quando compareceram ao prédio da agência da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) na manhã desta quarta-feira (26/11), levando consigo outras reclamações que vão desde as omissões de faturas (não-entregues) até sobre o valor indevido dos consumos elétricos determinados nessas faturas mensais. 

Ainda faltava menos de meia-hora para a agência de Santana abrir o expediente (abre pontualmente às 08:00hs da manhã) e a frente do prédio, localizada no cruzamento da Rua Ubaldo Figueira com a Avenida Princesa Isabel, já estava tomada por dezenas de pessoas – mais de 30 – que vieram com o propósito de questionarem sobre seus direitos. 

“Já imaginou você tirar uma manhã para ficar vindo resolver um problema que poderia ter sido evitado?”, perguntou revoltada a doméstica Cláudia Moraes, que reside no bairro Novo Horizonte, que alega vim todos os meses solicitar a 2ª via da fatura de consumo elétrico, devido o referido talão não chegar mensalmente em sua residência. “Não é minha obrigação ficar vindo aqui buscar pelo talão, se já tenho o dever de pagar em dia por ele”. 

Além de Cláudia, outros consumidores da CEA demonstraram indignação com alguns serviços que a estatal amapaense vem realizando no município. 

“Eles chegam cortando sem avisar, e tem vez que até levam os fios. E quando voltam na casa, não querem religar por que dizem que não fio, se foi eles mesmo que levaram”, questionou o pedreiro Alcemir Lobato, que foi um dos primeiros a chegar à agência, por volta das 06:30hs da manhã. 

Interrupções
A questão sobre as constantes interrupções no fornecimento de energia elétrica que (ainda) vem ocorrendo em Santana foram expostas por diversos consumidores que estiveram na agência nesta quarta-feira (26), onde apenas receberam o comunicado de uma funcionária da CEA de que tais “interrupções são normais”, o que acabou deixando as pessoas presentes mais revoltadas com a justificativa da empresa. 

Moradores do bairro Hospitalidade protestaram
durante o "apagão" que afetou o bairro ontem (26).
“Se a CEA diz que o Amapá foi interligado pelo Linhão de Tucuruí, por quê ainda estão acontecendo tantos ‘apagões’ na cidade? Isso nos dá a entender que estamos sendo enganados com uma informação mentirosa”, reclamou o autônomo Elisiel Batista, que ainda somou a perda de várias lâmpadas durante as interrupções de energia que ocorreram esta semana. “Só esta semana, já gastei mais de R$ 60 somente comprando lâmpadas que queimaram por causa dessas interrupções”. 

Uma funcionária da CEA, de prenome Selma, explicou ao blog que a agência da estatal em Santana somente realiza os serviços rotineiros de atendimento como solicitações de ligações novas, e corte/religação, sendo que a questão relacionada com as interrupções de energia elétrica devem ser registradas para o Plantão da Companhia, através do telefone 08000960196. 

“Esses ‘apagões’ só podem ser tratados pelo Plantão por que eles têm um controle diário dos motivos que estejam causando essas interrupções”, esclareceu a funcionária. 

Linhão
Em meados de setembro, o presidente da CEA Engenheiro Ângelo do Carmo informou publicamente que o Estado do Amapá estava agora interligado ao restante do país através do Linhão que vinha da UHE Tucuruí (PA), garantindo que as interrupções no sistema elétrico do Estado seriam assim sanados, depois que o Amapá viveu um “martírio” de desligamentos consecutivos desde o início do ano. 

No entanto, moradores que residem em bairros como Nova Brasília e Provedor reclamam diariamente pelos meios de comunicação sobre as interrupções que ainda ocorrem. 

“Esta semana faltou energia em casa das 08:00hs da noite até uma da manhã. E quando ligamos dizem que é um desligamento de emergência, mas não dão previsão para que horas a energia retornará”, reclamou a lojista Lidiane Souza, residente no bairro Provedor I, que ainda disse ter passado pela mesma situação na noite seguinte. “É assim que somos tratados, depois de passar o dia inteiro trabalhando e chegando em casa, ainda temos que ficar no calor por várias horas”. 

O blog tentou contato com a assessoria de comunicação da CEA para buscar informações sobre os tais reclamações, mas não obtivemos êxito.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Escola pioneira da Fortaleza entra em reforma geral

Segundo prefeito de Santana Robson Rocha, as
reformas na escola começam ainda este ano.
A Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Piauí, localizada no distrito portuário do Igarapé da Fortaleza, entrará em processo de reforma geral ainda esse ano. 

O anúncio foi dado na manhã desta terça-feira (24/11) pelo prefeito de Santana Robson Rocha, durante solenidade entrega de centenas equipamentos mobiliários para a rede de ensino da cidade, em evento realizado na quadra da própria escola, que funciona há quase meio século numa região distrital situada nos limites entre os municípios de Macapá e Santana. 

“Todos os anos, a escola tem sido bastante procurada pela comunidade do Igarapé da Fortaleza, mas temos uma demanda muito elevada para receber novas matrículas”, explicou o diretor da escola Nei Carlos, durante o evento, considerando que atualmente existem quase 1.000 alunos matriculados na instituição. “Vai do ensino infantil ao EJA (Educação de Jovens e Adultos), e a população tem cobrado por mais espaço na escola”. 

A carência de novos espaços no local foi vista pela Secretaria Municipal de Educação de Santana (SEME) como uma prioridade a ser executada o quanto antes, assim comentou a professora Zenil Melo, que responde interinamente pela pasta. 

Comunidade estudantil e comunitária da Fortaleza
estiveram presentes no evento.
“Todos nós sabemos que a educação é a principal base na formação do ser humano, e o que melhor podemos levar dessa vida. E com certeza não podemos deixar que empecilhos atravessem os objetivos que podem ser atingidos com a formação que a educação nos oferece”, explicou a secretária Zenil Melo. 

Para a aposentada Raimunda do Carmo, que reside há mais de 30 anos no distrito da Fortaleza, a reforma da escola já era necessária há muito tempo. “Meus filhos já estudaram nessa escola e agora são meus netos, e essa reforma já era preciso de muito tempo. Isso só vai beneficiar os alunos”, disse a aposentada, que também estudou no curso supletivo da escola em meados da década de 1980. “Naquele nosso tempo, não nos preocupávamos tanto com as condições do prédio da escola, e sim, com o aprendizado. Mas hoje tem que ter um prédio adequado para oferecer melhores condições para os nossos filhos”. 

De acordo com o prefeito de Santana Robson Rocha, a intenção do Executivo municipal é entrar o ano letivo de 2016 com uma nova escola a ser construída. “Será feita toda uma adaptação física e institucional na escola, além de receber um sistema de climatização completo, tanto nessa escola, como em muitas outras que já estamos reformando”, disse o prefeito de Santana, se referindo às obras de reformas que já estão sendo executadas em algumas escolas municipais, como a Ilnah Almeida (bairro Provedor), Gentila Nobre (bairro Fonte Nova) e Ângelo Biraghi (bairro Paraíso), sendo que esta última será uma das maiores entidades de ensino municipal de Santana. 

“Como ela está localizada no maior bairro de Santana, a escola Padre Ângelo Biraghi terá mais salas de aula para atender outros bairros adjacentes ao Paraíso”, acrescentou Robson. 

De Escola Isolada à EMEF
Construída em 1968, a EMEF Piauí foi idealizada por um grupo de moradores que trabalhavam nas serrarias existentes nas imediações do Igarapé da Fortaleza, atendendo inicialmente 52 alunos, todos filhos de operários das serrarias. Seu 1º nome foi Escola Isolada da Fortaleza. 

Escola Municipal Piauí já existe há quase 50 anos.
No início da década de 1970, a pequena entidade de ensino já atendia cerca de 120 alunos, passando a receber apoio da ICOMI com materiais escolares, sendo agora denominada de Escola da Serraria da Fortaleza, por está situada numa área que também funcionava uma serraria, de propriedade do Senhor Amadeu Ferreira. 

Somente em 1976, que o então prefeito de Macapá Cleiton Figueiredo de Azevedo decidiu construir um prédio próprio para a escola, que funciona às margens da Rodovia Salvador Diniz (até hoje), recebendo a denominação de Escola Municipal Piauí, que homenageia o Estado Brasileiro onde o prefeito Cleiton Figueiredo nasceu. 

Com a criação do município de Santana em 1987, a Escola Piauí passou para o patrimônio institucional do município em 1990, recebendo apenas três reformas físicas entre 1993 e 2005. 

Atualmente, com a denominação de EMEF Piauí, atende 946 alunos distribuídos em três turnos, possuindo 74 funcionários lotados, estando na direção o professor Nei Carlos.

Mais de 6 mil equipamentos escolares são garantidos pela Prefeitura de Santana

São mais de 420 mobílias escolares, adquiridas
através de Emenda Federal.
É a intenção confirmada pelo prefeito de Santana Robson Rocha que esteve participando na manhã desta terça-feira (24/11) da cerimônia simbólica de entrega do 1º conjunto mobiliário escolar que será distribuído e utilizado na rede municipal de ensino de Santana. 

O evento aconteceu na quadra poliesportiva da Escola Municipal (EMEB) Piauí, no distrito portuário do Igarapé da Fortaleza, contando contou com a presença de diversas autoridades municipais e comunitárias, que aproveitaram a ocasião para debaterem sobre os problemas do distrito e as ações que já vem sendo desenvolvidas pelo Executivo Municipal para aquela comunidade. 

Segundo a doméstica Fátima Ribeiro, que possui dois filhos que estudam na EMEB Piauí, a presença constante das ações do executivo santanense tem causado efeitos positivos que estão sendo claramente notados. 

Mais de 15 mil estudantes da rede municipal de
ensino serão beneficiados com novo mobiliário.
“Quando tem vacinação, usam a quadra da escola para realizar o evento por ter muita gente do bairro que procura esse período”, disse a doméstica, que participa periodicamente dos eventos promovidos pelo município, e reconhece que esses trabalhos devem continuar. “Quanto mais próximo da gente eles puderem participar, mais ainda estaremos nos sentido agradecido com esses trabalhos”. 

Equipamentos escolares
No evento realizado nesta terça-feira, foi entregue as primeiras 420 cadeiras e mesas que integram o conjunto escolar, que inclui o padrão de uso para alunos e professores. 

O conjunto mobiliário foi adquirido através de uma Emenda Parlamentar do então deputado federal Davi Alcolumbre (DEM), que atualmente é senador amapaense, que encaminhou cerca de R$ 4 milhões para serem investidos na educação somente no município de Santana, onde pouco mais de R$ 1 milhão seriam diretamente repassados ao município através do Plano de Ação Articuladas (PAR). 

“O maior propósito do senador Davi é que a população seja a mais beneficiada com essas emendas”, esclareceu o vereador santanense Anderson Almeida, representando o parlamentar federal. “Além dessa emenda para a educação, outros orçamentos já estarão garantidos para o saneamento e para infraestrutura do município”. 

Falando pelo Senador Davi, o vereador Anderson
 Almeida explanou os benefícios já garantidos para
o município de Santana na área da Educação.
Com a emenda, serão mais de 6.600 conjuntos mobiliários distribuídos para as escolas e anexos da rede municipal de ensino de Santana, totalizando 48 unidades a serem beneficiadas. 

Além da mobília escolar, o mesmo Plano de Ação (PAR) contemplará as oito (08) escolas de educação infantil do município – incluindo creches – que receberão diversos equipamento e insumos materiais de cozinha escolar, tais como: processadores de alimentos, liquidificadores, bebedouros, purificadores de água, fogões industriais, freezers, fornos micro-ondas, e cortadores de frutas. 

Beneficiários
Segundo o prefeito de Santana Robson Rocha, o mobiliário deverá beneficiar cerca de 15 mil estudantes da rede municipal de ensino, onde a entrega de novos matérias e equipamentos escolares terá continuidade no ano de 2016. 

“Daremos continuidade nessa entrega de novos materiais durante todo esse mês de dezembro para outras 11 escolas municipais, e em janeiro (de 2016) entregaremos para as escolas localizadas dos distritos rurais”, garantiu Robson. 

Além desses materiais já adquiridos, a Prefeitura de Santana aguarda por novas remessas de equipamentos complementares para o ensino de informática, como computadores, microcomputadores, notebooks, e acessórios para montagens de laboratórios de informática nas escolas municipais, além de centrais de ar, pois, o Executivo santanense tem como meta efetuar a modernização e climatização de 100% das salas de aula do município. 

“Temos como grande propósito oferecer as melhores condições de espaço e comodidade para os estudantes da rede pública de ensino do nosso município, e conseguiremos alcançar a meta de climatizar 100% de todas as salas de aula”, finalizou Robson.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Sine Santana funcionará no Centro “Vitória Régia”

Centro Vitória Régia funciona na Rua Ubaldo
Figueira, bairro Comercial de Santana.
A Secretaria Estadual do Trabalho e Empreendedorismo (Sete) vem estruturando uma sala, dentro do prédio do Centro de Convivência Vitória Régia, para abrigar o novo posto do Sistema Nacional de Emprego (Sine), no município de Santana. Atualmente, os serviços do órgão são prestados na agência do Super Fácil, localizado na Área Portuária. 

A mudança tem por finalidade facilitar o acesso dos trabalhadores e da população de um modo geral aos serviços do Sine. Antes de entrar em funcionamento, o novo espaço passa por reformas nas redes elétrica e hidráulica, serviços de limpeza e pintura, além do layout de identificação e instalação de equipamentos. 

“É um local de fácil acesso ao trabalhador de Santana. O Centro Vitória Régia fica localizado na Rua Ubaldo Figueira, no Centro. Estamos preparando um ambiente para atender com rapidez e eficiência o cidadão”, destacou Raimundo Tavares, gerente do Sine Santana. 

Foi adaptada uma sala funcionar o Sine/STN
Atendimento provisório
Para garantir a continuidade do atendimento à população, a Sete instalou os serviços do Sine Santana no prédio do Super Fácil da Área Portuária. O horário de funcionamento é das 7h30 às 17h. 

“Optamos por não parar os serviços para que o trabalhador não seja prejudicado. Por isso, desde o início de novembro, estamos provisoriamente no Super Fácil, realizando a intermediação de mão de obra, seguro desemprego, captação de vagas junto ao comércio e orientação trabalhista. Em breve, vamos voltar a promover os cursos de qualificação para preparar a população de Santana ao mercado de trabalho”, afirmou Marciane Santo, secretária de Trabalho e Empreendedorismo. O Sine Santana conta, atualmente, com um efetivo de oito servidores. 

Para equipar os postos do Sine, inclusive o de Santana, a Sete buscou parceria com outras instituições, entre elas o Tribunal de Justiça do Amapá. Em outubro deste ano, a secretária Marciane Santo esteve em audiência com a presidente do TJAP, desembargadora Sueli Pini, para solicitar apoio. 

“Tivemos uma boa sinalização do Judiciário quanto à doação de equipamentos para o Sine e à Central do Trabalhador Autônomo (CTA). É um projeto que atende aos anseios da coletividade amapaense”, finalizou a gestora da Sete.

Ladrões levam dez motoserras de loja em Santana; um foi preso

Homens do Comando de Operações Especiais (COE/BOPE) prenderam um homem na madrugada desta quinta-feira, 19/11, um suspeito de envolvimento no furto de dez motoserras que foram levadas de uma loja localizada no centro comercial do município de Santana. 

De acordo com o tenente PM Waldir, do Bope, que comandou a prisão, os suspeitos teriam arrombado a loja por volta de meia noite. 

“Recebemos o comunicado dessa ocorrência e a suspeita era de que os envolvidos estariam fortemente armados. Conseguimos fazer alguns levantamentos que nos levaram até uma área de risco no bairro São Lázaro, em Macapá. Foi nesse endereço que flagramos esse elemento carregando parte das máquinas furtadas”, disse o tenente. 

Josafá Júnior Medeiros, de 25 anos, era o motorista do carro que deu apoio logístico para o bando. Ele também ficou responsável pela guarda dos produtos que seriam negociados no mercado negro posteriormente.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Estudantes do “Augustão” protestam por melhorias para a escola

Estudantes fecharam um lado da via de acesso
Mais de 400 alunos que estudam na Escola Estadual Augusto Antunes, localizada no bairro Nova Brasília, em Santana, fizeram uma passeata por diversas ruas e avenidas do centro da cidade, na manhã desta quinta-feira (19/11), onde reivindicaram por diversas melhorias para a instituição, tanto na área administrativa como na área física da entidade. 

Considerada uma das mais tradicionais escolas do Amapá, o “Augustão” – denominação que lhe foi colocada por ex-alunos, na década de 1980, por manter um dos melhores padrões de ensino do Estado, caracterizando a sua grandeza institucional – entrou em fase de reforma em sua estrutura física há quase uma década, em razão de várias salas de aula já apresentarem desgastes físicos e até infiltrações, além de não oferecer mais condições de novos espaços (a demanda de novas vagas vem aumentando anualmente na instituição). 

Segundo uma das coordenadoras da mobilização, a estudante Luanny Lima, o ato visa alertar o poder público (estadual) sobre a situação que a escola vem atualmente atravessando, onde seus alunos estão chegando ao ponto de serem dispensados mais das aulas diárias em virtude desses problemas escolares. 

Indignações dos estudantes eram vistas nas faixas
“Todas as turmas estão sendo dispensados mais cedo das aulas por não haver merenda suficiente, e em algumas salas (de aula) existem riscos do telhado cair. A diretoria da escola apoia essa nossa ação e estamos apenas exigindo melhores condições para a escola”, disse a coordenadora, que frequenta o 1º ano do Ensino Médio na escola, que ainda disse que, somente esta semana, a escola precisou dispensar os alunos por duas vezes, devido não haver merenda na instituição. “A direção mandou um aviso (impresso) para os pais dos alunos, comunicando os motivos da dispensa das aulas, e isso só nos prejudica em termos de aprendizado”. 

Carregando faixas e cartazes, que descreviam a indignação dos estudantes pelo descaso público que a entidade se encontra, a passeata foi mantida de maneira ordenada, com apoio das autoridades de trânsito que controlaram o acesso por apenas uma das vias das ruas utilizadas na caminhada estudantil. 

“Não estamos querendo bagunçar e nem causar transtornos, apenas exigir pelos nossos direitos”, explicou Luanny, durante a passeata. 

Insuficiência física
Um dos problemas questionados pelos estudantes se refere à estrutura física da escola, onde 02 dos três blocos entraram em um processo de reforma que acabou sofrendo várias paralisações entre 2010 e 2014. 

Estudante Luanny Lima, coordenadora do ato
“Tem bloco que tem salas de aula funcionando normalmente, mas que está em reforma, e isso prejudica o modo de ensino que os professores estão usando, além de oferecer riscos para esses estudantes”, denunciou um professor da entidade, que preferiu não se identificar. 

De acordo com o mesmo professor, algumas salas de aula estariam com superlotação de alunos, que enfrentam o forte calor durante os turnos da manhã e da tarde para não perderem as aulas. “Tem sala que chega a ter 36 alunos, se o comum é deixar apenas 32 numa sala de aula”. 

Com 19 salas distribuídas, 14 são disponibilizadas para o ensino regular dos mais de 1.300 alunos da escola, porém, algumas dessas salas apresentam problemas que colocam em risco os seus frequentadores. 

“Diversas salas apresentam sinais de deterioração causada pelo tempo, e outras já estão com infiltrações que demonstram o risco de desabarem a qualquer momento”, continuou o mesmo professor. 

Demissões do Caixa Escolar
Segundo a coordenação da passeata, diversos trabalhadores que estariam sendo pagos pelo Caixa Escolar da instituição estão sob o risco de serem demitidos de seus postos nas próximas semanas. 

“Eles são essenciais na escola, e não seria correto se essas demissões se efetuassem diante de toda essa crise que vivemos”, disse preocupada a coordenação, se referindo aos mais de 20 profissionais lotados na área de serviços gerais e no preparo alimentar da escola (merenda). 

Alguns desses trabalhadores – mantidos pelo Caixa Escolar – disseram que estão há dois meses com seus vencimentos atrasados. 

“Além de não recebermos os salários em dia, agora estamos com os dias de trabalho contados”, lamentou um servente que presta serviços na escola. 

Atraso do ano letivo
Entre os problemas apontados pelos alunos do “Augustão”, a única certeza que está garantida para a classe estudantil é sobre o calendário escolar, ou seja, terão que prolongar o ano letivo de 2015 até o início de 2016. 

“Como houve um atraso o início das aulas desse ano, vamos estudar até janeiro do ano que vem, isso é a única certeza que temos”, disse a estudante Lidiane Freitas, do 2º ano do Ensino Médio da escola. 

Um dos possíveis motivos pelo prolongamento das aulas do ano letivo de 2015 está relacionado ao atraso no repasse de recursos para liberação da merenda escolar de algumas escolas estaduais, fato ocorrido em março desse ano, o que teria acarretado atraso no início das aulas, que somente começaram no final de março. 

Direção
Procurado pelo blog, o diretor da escola Luizinho Schuersosvski reconheceu que a instituição atravessa por diversos problemas físicos, técnicos e administrativos, mas que vem tomando providências dentro das condições possíveis. 

“Não podemos fazer o impossível, mas venho acompanhando a falta de condições que estamos vivendo na escola, assim como qualquer outra escola que também passa por esses tipos de dificuldades”, disse Luizinho. 

O diretor disse que uma das providências públicas que foram logo tomadas foi o retorno dos serviços de reforma da escola pela empresa-responsável, já que os trabalhos estavam paralisados há mais de quatro meses em razão da empresa não ter recebido mais recursos do Governo Estadual. 

“A empresa tem visto a necessidade que precisamos para que terminem com urgência essas obras, e estamos todos os dias, acompanhando os trabalhos que já foram realizados”, esclareceu Luizinho, que informou já ter comunicado por várias vezes a Secretaria Estadual de Educação (Seed) sobre a situação que se encontra a escola. 

“Eles (a Seed) ficaram de dar uma resposta ainda essa semana sobre as providências que podem ser feitas, ou que possam ao menos amenizar a situação”, garantiu o diretor. 

A Escola
Construída em meados da década de 1960, a Escola Estadual Augusto Antunes começou a funcionar como Grupo de Escolar, recebendo seu prédio próprio em 1967, onde se localiza até hoje. 

Segundo relatos de funcionários antigos, a escola já atravessou por quatro reformas durante seus quase 50 anos de existência, sendo que 2007, o governador Waldez Góes anunciou a ampliação do educandário, que agora incluiria laboratórios de ciências e informática para os mais de 1.300 estudantes matriculados nesta instituição. 

O blog entrou em contato com a Secretaria Estadual da Educação (Seed) pelo telefone 3131-2200, para buscar informações sobre a opinião da secretaria em relação ao ato tomado pelos estudantes santanense, mas apenas recebemos o comunicado de que teríamos uma ligação de retorno de algum assessor do gabinete da Seed, o que não ocorreu até o fechamento dessa matéria por volta das 15hs de hoje (19).

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

TJAP prepara implantação do 1º Núcleo de Mediação na Ilha de Santana

Desembarg. Sueli Pini, ladeada por outros
membros do judiciário e da segurança amapaense.
O Judiciário amapaense por meio do Juizado da Violência Doméstica e Vara da Infância e Juventude da Comarca de Santana, e o Ministério Público, deram início ontem (17/11) ao curso para a formação de mediadores em práticas restaurativas e também na implantação do primeiro Núcleo de Mediação em Práticas Restaurativas da Escola Estadual Osvaldina Ferreira da Silva, localizada no distrito santanense de Ilha de Santana. 

O curso voltado para professores, técnicos e funcionários da escola, e, ainda, alunos e pais de alunos, tem o objetivo de formar mediadores que venham solucionar conflitos tanto no ambiente escolar quanto na comunidade. 

Durante a solenidade de abertura, a Presidente do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), Desembargadora Sueli Pini, expressou a felicidade em tornar em realidade o primeiro núcleo de mediação escolar na Ilha de Santana. 

“Isso é um sonho que está se realizando com a implantação do Núcleo de Mediação Escolar, através das técnicas das práticas restaurativas, na Escola Estadual Osvaldina Ferreira da Silva. Parabenizo o Ministério Público e também o Judiciário, que tomaram para si a responsabilidade de trazer para a sociedade mecanismos de pacificação social”. 

Para a juíza titular do Juizado de Violência Doméstica da Comarca de Santana, Michelle Costa Farias, a capacitação em técnicas de mediação de conflitos muito auxiliará no combate da violência contra a mulher, já que o curso alcançará a comunidade. 

“O curso previne não só a violência dentro da escola, mas também dentro da própria relação familiar dos alunos, atingindo a comunidade como um todo. O Juizado de Violência Domestica atua como cooperador para auxiliar e principalmente contribuir para uma sociedade melhor”, explica a juíza. 

A juíza titular da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Santana, Larissa Noronha, explica que a iniciativa do Judiciário amapaense e Ministério Público ajudarão no combate a violência nas escolas e na comunidade local. 

“Esse curso de práticas restaurativas dentro da escola será muito útil para a Vara da Infância, pois conseguiremos resolver muitos conflitos mesmo antes que as questões cheguem ao judiciário. Isso é muito importante para o combate a violência que infelizmente também contamina o ambiente escolar”. 

Estão participando do curso 80 pessoas entre professores, alunos, pais de alunos e corpo técnico/administrativo escolar. O curso terá a duração de uma semana e um complemento de mais 20 horas para a equipe que irá realizar os atendimentos no Núcleo de Mediação e Práticas Restaurativas na escola.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Na Ilha de Santana, escola busca alternativas para solucionar conflitos

Professores, pedagogos e demais profissionais que compõeM o corpo técnico da Escola Estadual Osvaldina Ferreira de Silva, localizada na Ilha de Santana, além de pais e alunos, iniciaram nessa segunda-feira, 16/11, uma formação conjunta sobre práticas restaurativas na educação. A capacitação está sendo promovida pelo Ministério Público em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seed), Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) e demais apoiadores. 

O curso reúne até a próxima sexta-feira, 20, no auditório da instituição de ensino, cerca de 80 participantes, e também contará com espaços para grupos de trabalho com o propósito de construir um plano de práticas, que incluirá a seleção de colaboradores para atuarem como mediadores na busca por soluções rápidas e eficientes nas resolução de conflitos. Posteriormente, os servidores escolhidos receberão um reforço na capacitação com 20h acrescidas no treinamento. 

O objetivo da capacitação é disseminar práticas preventivas que auxiliem na proteção de comunidades escolares e permitam o gerenciamento positivo dos conflitos que surgirem na escola, melhorando o convívio e a qualidade de ensino. 

De acordo com a secretária adjunta de Políticas Educacionais da Seed, Elizabete do Rosário, os profissionais ligados a educação necessitam cada vez mais de conhecimentos sobre educação emocional para enfrentar complexidade da prática educativa, tais como resolução pacífica de conflitos, construção do consenso, trabalho em equipe, cooperação, entre outros. 

Ela destaca ainda que o termo de cooperação entre as instituições para o desenvolvimento do programa é específico para Santana, contudo está sendo planejado nos mesmos moldes para a implantação em 46 escolas do município de Macapá em parceria com a o Núcleo de Ensino Fundamental e Infantil da Seed. 

A diretora da escola Osvaldina Ferreira da Silva, Ana Claúdia, diz que o projeto é parte de um sonho e que é importante a aproximação de diversas instituições da escola. “Vamos trabalhar valores que ultrapassam os muros da escola e isso é muito bom”, finalizou.

‘Novo Amapá’: Peça teatral lembra 39 anos do naufrágio com poesia e homenagens

Os 39 anos do maior naufrágio do estado serão lembrados com poesia e homenagens no espetáculo "Novo Amapá", que acontece no sá...