quarta-feira, 31 de agosto de 2016

No Hospital de Santana, conheça as “Guerreiras” que batalham diariamente pela saúde humana

As nutricionistas do Hospital de Santana
Tente imaginar o tamanho da importância e da responsabilidade que uma profissional da área de Nutrição e Dietética assume dentro de uma Unidade Pública de Saúde. Agora imagine quando se trata de uma das maiores unidades hospitalares do Estado, que registra diariamente mais de 500 atendimentos médicos.

No Hospital Estadual de Santana, estes profissionais fazem toda a diferença, priorizando enfaticamente no cuidado e na atenção dos inúmeros pacientes ali internados, como também aos mais de 100 outros profissionais da saúde (médicos, enfermeiros, pediatras, clínicos, etc) lotados em um dos maiores Complexos Hospitalares do Estado do Amapá. 

A função da nutricionista é exatamente garantir o consumo de uma alimentação equilibrada e o aporte de nutrientes necessários ao bom estado nutricional a ser repassado para o consumo (individual ou coletivo). 

Relatórios diários são feitos pelas nutricionistas
“Quando o paciente é internado aqui, ele passa por uma triagem, feita pela Equipe de Nutrição Clínica, que identifica a sua patologia (alteração imunológica ou aquisição de doenças) e logo se verifica a possível perda de peso, redução do apetite, diminuição da ingestão alimentar, doenças graves, os quais necessitam de acompanhamento individualizado”, explica a nutricionista Rosinete Peixoto, chefe do Serviço de Nutrição e Dietética (SND) do Hospital de Santana. 

Formada na área nutricional há quase duas décadas – sendo que nos últimos 11 anos está lotada no Hospital santanense – Rosinete explica que um dos maiores deveres a ser cumprido por este profissional é garantir a integridade da saúde daqueles que vão sendo observados pelo trabalho diário de orientar a boa preparação e distribuição alimentar. 

“É feito uma análise clínica bem detalhada da questão da saúde do paciente, procurando saber se ele tem alguma doença crônica (hepatite, diabete) para assim prepararmos uma alimentação que lhe possa ser leve e ao mesmo tempo nutritiva”, pontuou Rosinete. 

Cuidando da saúde humana,...
Demanda
Além de Rosinete, outras quatro profissionais auxiliam na demanda diária de serviços de inspeção alimentar, que visa o atendimento de mais de 20 setores e departamentos distribuídos entre o Pronto-Socorro e a Maternidade de Santana. 

“São duas unidades de saúde distintas, mas por estarem anexadas, são atendidas com a mesma prioridade alimentícia para pacientes e plantonistas”, contou a nutricionista Tammy Carolina, veterana há mais de nove anos na área. 

Segundo Tammy, o elevado número de atendimentos e inspeções que são diariamente realizados pelas profissionais da área de nutrição demonstra claramente a imensa necessidade da convocação de mais pessoas formadas no segmento de nutrição e dietética. 

“Há ocasião que fica apenas um nutricionista o dia inteiro para atender esses dois lados da saúde (Pronto-socorro e Maternidade), isso se torna até desgastante”, desabafou Tammy. 

... as refeições são cautelosamente produzidas.
Apesar da excessiva demanda de atendimento, é possível que colegas de profissão acabem se dispondo a dar suporte nos trabalhos, como é o caso da Técnica em Nutrição Adriane de Souza, que auxilia na orientação e inspeção diária da distribuição de refeições, além de produzir extensos relatórios de produção endereçados aos seus superiores. 

“São seis refeições diárias (café, desjejum, almoço, merenda, jantar e ceia) que são feitas de maneira cautelosamente, para justamente evitar transtornos ou reclamações de quem vai consumir ela”, detalhou Adriane, formada na área de Técnica em Nutrição e Dietética há mais de 15 anos. “Fazemos milagres para entregarmos as refeições com boa qualidade e no prazo certo”. 

Desrespeito
Profissional Mesmo sendo um dos profissionais da área da saúde mais capacitados para atuar visando à segurança alimentar e à atenção dietética, ainda assim existem aqueles que procuram agir com atitudes consideradas ofensivas e desestimuladoras, vindo tanto da parte dos internados (pacientes ou acompanhantes) como da classe médica existente na própria unidade de saúde, desconhecendo a importância convencional de seu trabalho. 

Mais de 400 refeições são servidas diariamente
“As pessoas duvidam da qualidade da comida, achando que nós deixamos que qualquer coisa passe despercebido, muito pelo contrario, tudo é observado e analisado para garantir essa qualidade na alimentação que eles consomem”, ressaltou Tammy, que recebe constantes reclamações sobre a qualidade das refeições consumidas no Hospital de Santana. 

“Se segue uma linha de trabalho que justamente nos faz as pessoas responsáveis pelo cardápio que vai garantir a saúde de centenas de vidas, e essa responsabilidade é carregada com toda atenção e cuidado”, detalhou Rosinete. 

Reconhecimento
Para exercer a profissão, este profissional deve ter diploma expedido por escolas de graduação em Nutrição, oficiais ou reconhecidas, devidamente registradas no órgão competente do Ministério da Educação. E estar regularmente inscrito no Conselho Regional de Nutricionistas (CRN) da sua respectiva jurisdição. 

A profissão de Nutricionista foi criada pela Lei nº 5.276, de 24 de abril de 1967. Em 17 de setembro de 1991, a Lei nº 8.234, regulamentou a profissão de nutricionistas, e definiu as atividades privativas desta profissional, que são: 

1 - direção, coordenação e supervisão de cursos de graduação em nutrição;
2 - planejamento, organização, direção, supervisão e avaliação de serviços de alimentação e nutrição;
3 - planejamento, coordenação, supervisão e avaliação de estudos dietéticos;
4 - ensino das matérias profissionais dos cursos de graduação em nutrição;
5 - ensino das disciplinas de nutrição e alimentação nos cursos de graduação da área de saúde e outras afins;
6 – auditoria, consultoria e assessoria em nutrição e dietética;
7 - assistência e educação nutricional a coletividades ou indivíduos, sadios ou enfermos, em instituições públicas e privadas e em consultório de nutrição e dietética;
8 - assistência dietoterápica hospitalar, ambulatorial e a nível de consultórios de nutrição e dietética, prescrevendo, planejando, analisando, supervisionando e avaliando dietas para enfermos.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Boas práticas fazem com que 3ª Vara de Santana permaneça com taxa zero de congestionamento de processos

A 3º Vara Cível da Comarca de Santana completa no mês de setembro um ano de integral cumprimento das metas delineadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Justiça do Amapá em relação à eficiência e produtividade dos serviços jurisdicionais. 

Em 2015, a 3ª Vara Cível de Santana foi à 1ª Vara Cível do Estado do Amapá e a 1ª Vara da Comarca de Santana a conseguir atingir o “zero absoluto”, ou seja, não só zerando todos os processos conclusos para o julgamento do magistrado, mas também todos os cumprimentos de expedientes da secretaria. Essa somatória de esforços possibilitou que mantivessem os números nesses níveis e alcançassem taxa de congestionamento zero no Sistema Tucujuris do TJAP. 

Para alcançar a meta plena, seguindo os padrões do CNJ, o Juiz José Bonifácio Lima da Mata, em conjunto com os servidores, realizou um mutirão interno durante três meses tanto em seu gabinete como na secretaria. Foram sábados, domingos e feriados que a equipe deslocou-se para o Fórum de Santana determinada em colocar a unidade completamente em dia. 

Com essa iniciativa, magistrado e servidores conseguiram zerar todos os processos conclusos no gabinete e depois partiram para a secretaria. O próprio juiz conta que aprendeu com os servidores a cumprir expediente e ajudou na resolução das demandas, motivando ainda mais sua equipe. 

O Juiz entende que não basta o magistrado zerar todos os processos que estão conclusos em seu gabinete, há também que estimular e incentivar os serventuários a cumprir todos os itens da meta da secretaria, e continuar trabalhando diuturnamente para manter os padrões exigidos. 

“Para se ter uma taxa de congestionamento em níveis aceitáveis, é necessário baixar (extinguir) a maior quantidade de processos; desse modo se reduz a quantidade de ações pendentes. Caso esses processos sejam todos baixados, a tendência é diminuir a taxa de congestionamento, inclusive levando a valores negativos”, definiu o magistrado. 

Com muita força de vontade e dedicação, em apenas 60 dias eles conseguiram atingir a meta, baixando de mais ou menos 1.500 processos que estavam em trâmite para 795. Após a conquista o magistrado explica o que mudou no funcionamento da Vara e como a iniciativa contribuiu para que mantivessem a regularidade. 

“A Vara começou a trabalhar de uma forma que os advogados têm suas decisões dentro do prazo, as partes são atendidas de acordo com as suas expectativas e conseguimos diminuir o ritmo de trabalho. Por esse motivo solicitei a Corregedoria do Tribunal a redução de horário de uma hora para todos os servidores”, explicou. 

Com esses valorosos resultados a 3ª Vara Cível de Santana conseguiu obter através da Corregedoria Geral do TJAP o regime diferenciado de registro de ponto aos servidores, com redução em uma hora na jornada de trabalho dos servidores da Vara, implantado pelo Ato Conjunto nº 374/2015. 

Números da 3ª Vara Cível de Santana de 2015 

Processos extintos e arquivados – 1.548
Processos novos – 1.177
Processos pendentes – 319
Processos em trâmite – 876
Taxa de congestionamento – 0,00 

O Assessor Jurídico daquela Vara Cível de Santana, Antônio Felipe Silva Santos, explica que eles sempre trabalharam muito para manter os bons resultados, só que a linha de ação não era efetiva e os números não apareciam. 

Uma das mais relevantes mudanças, segundo o Assessor, foi que a Vara passou a trabalhar com relatórios de cumprimento de expediente e a Assessoria Jurídica, junto com o magistrado, com relatórios de despachos e sequências. 

“Agora priorizamos sempre os prazos a vencer, não esperamos por prazos vencidos. Todos os servidores entenderam que os processos precisam receber respostas dentro de um prazo razoável e nesse pensamento nos preocupamos em diminuir o trâmite do processo dentro da secretaria”, explicou o Assessor. 

É notória a boa relação entre o magistrado e sua equipe, formada por 04 técnicos Judiciários, 03 Analistas e 01 bolsista. Com compromisso e vontade de resolver as demandas, a 3ª Vara Cível de Santana alcançou números de excelência refletidos pela exemplar atuação dos servidores e do magistrado.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Mais de 1.000 competidores deverão participar da 4ª Corrida “Paz no Trânsito” em Santana

A Competição que busca alertar sobre a paz e a segurança no trânsito santanense, levará cerca de 1.000 atletas para as ruas de Santana. Inscrições já estão abertas. 

A corrida Paz no Trânsito é a única maratona oficial no município de Santana, anualmente realizada pela Superintendência de Transportes e Trânsito de Santana (STTrans), e conta com a presença de centenas de participantes, vindo de vários bairros de Santana e até da capital. As inscrições iniciariam em julho passado, se prolongando até o próximo dia 18 de setembro. 

A prova ocorrerá no dia 25 de setembro (domingo), a partir das 6hs da manhã. O trajeto acontecerá em vias (ruas e avenidas) do município de Santana – traçados cuidadosamente pelos agentes do STTrans – com o percurso de ida e volta de 6,8 km e terá largada da Praça Cívica de Santana. 

A corrida faz parte da programação da Semana Nacional do Trânsito, contando ainda com a parceria de diversos órgãos governamentais e empresas privadas, em prol da paz no trânsito. 

Foram disponibilizadas 1.000 vagas para a corrida, e as inscrições vão até o preenchimento das mesmas, nas categorias: Masculina, Feminina, Cadeirante, Deficiente Visual e atletas santanenses. Para participar o corredor pagará uma taxa de R$ 50,00, sendo 5% de valor será destinado a instituição de caridade e os para-atletas ficam isentos de pagar a referida taxa. 

Além da premiação em dinheiro, serão premiados 64 atletas com troféus sendo que 28 desses troféus estão distribuídos em categorias (Geral, Santanense e Especiais) e os outros 36 paras as várias faixas etárias. 

Site de inscrição
Com a garantia de pagamento da inscrição, haverá kit hidratação, medalha personalizada para todos os participantes, e distribuição de água em todo o percurso da corrida, com direito a show com música ao vivo no final da maratona. 

As inscrições podem ser feitas pessoalmente no prédio da STTrans, localizada na Avenida Santana, 3525, bairro Paraíso, sendo também pelo site (http://www.chiptiming.com.br/eventos/corridadotransito), ou em um posto itinerante do STTrans, montado em frente à Sanprev, também localizada na Avenida Santana (bairro Central),.

TJAP discute melhorias em seu programa de “Práticas e Círculos Restaurativos”

Representantes do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos da Justiça do Amapá e do programa de Práticas Restaurativas do Ministério Público Estadual e do Judiciário estiveram reunidos para renovar as relações de cooperação, e com isso avançar no aprimoramento das equipes que atuam com práticas de justiça restaurativa em Santana. 

Na pauta da reunião foram discutidos tópicos como as ações que foram desenvolvidas em 2015 e no primeiro semestre de 2016, instalação de Círculos Restaurativos no município de Santana; a capacitação de servidores e a cooperação técnica entre o Ministério Público (MP) e o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) para custear despesas com novos cursos. 

“São várias as atividades de práticas restaurativas que o Ministério Público e o Judiciário Amapaense vem desenvolvendo desde o ano de 2014, a exemplo do programa Escola Restaurativa: Promovendo uma Cultura de Paz, que objetiva pacificar as relações no ambiente educacional, criando um espaço de diálogo e de entendimento entre alunos, professores, funcionários e familiares”, disse a Promotora de Justiça Silvia Canela. 

A presidente do TJAP, Desembargadora Sueli Pini, lembrou que “a continuidade das capacitações é mesmo necessária e imprescindível uma vez que a Comarca de Santana contará em breve com uma moderna e bem estruturada Central de Conciliação e de Práticas Restaurativas, urgindo que tenhamos pessoas capacitadas para bem desempenhar as muitas técnicas de pacificação”.

domingo, 28 de agosto de 2016

O “Irmão” que viu a Amcel como ninguém mais “viu”

Antes, o embarque de toras ficava no Porto do Céu
Foi durante uma prestação de serviço – em meados da década de 1980 – que um motorista de caçamba chamado Luiz Emanuel Nascimento da Silva estava fazendo para a empresa Amcel, quando receberia um convite inusitado de um funcionário daquele Grupo: estavam contratando novos profissionais para atuarem no transporte de máquinas pesadas e de cargas de grande e médio porte. 

“Nesse tempo, a mão-de-obra dessa área era muito escassa no Amapá e até precisavam buscar fora daqui”, conta Luiz Emanuel. 

Recém-chegado no então Território Federal do Amapá, trazendo a família, e tendo em mente as promessas de dias melhoras, o paraense Luiz Emanuel também deteve daquela mesma sensação de incerteza quando chegou à Macapá, achando que não alcançaria bons propósitos numa terra que nunca havia pisado. 

Luiz ao lado das novas carretas da Amcel, em 1991
“Uma cidade (se referindo a Macapá) tão pacata, bem diferente daquele movimento barulhento de Belém (PA), e isso me deixou pensativo de achar que aqui não iria prosperar”, previa Luiz, de maneira negativa. 

Porém, o destino lhe traçou caminhos inesquecíveis, quando começou a trabalhar como motorista de uma caçamba particular que prestava serviços para a empresa Amcel, carregando diversos tipos de materiais de construção. 

“Como a Amcel tinha um escritório em Santana, precisavam constantemente de materiais (como areia, seixo, piçarra) para usarem na base de fundação dos prédios administrativos, tanto dela como de outras empresas que ficavam na mesma área, como a ICOMI e a Codepa”, disse. 

E foi pelo ocasião de uma dessas entregas de materiais, que Luiz seria convidado a trabalhar na Amcel, naquele mês de dezembro de 1985. 

“No mesmo dia entreguei a caçamba pro dono e me apresentei no escritório da Amcel (em Santana) no dia seguinte.” 

Segundo Luiz, na época, os exames admissionais eram feitos na Brumasa e na Vila Amazonas, onde logo depois o contratado seguia para o local onde estaria lotado para trabalhar. 

Embarque inaugural: O "Irmão" aguardando na fila
“Assistíamos a um vídeo que contava todo o trabalho desenvolvido pelo Grupo CAEMI no Brasil e ao redor do mundo, que apresentava 29 empresas (no Brasil) e filiais espalhadas pelo restante do planeta”, pontuou. 

Inicialmente, ingressou como motorista convencional, acompanhando o projeto de plantio de pinus, desenvolvido no km-78 da BR-156, ondes testemunhou a retirada dos primeiros pinus de eucaliptos que haviam sido plantados ainda na década de 1970. 

Em 1988, ocorre um incidente em uma das caldeiras da Jari Celulose (principal compradora dos pinus da Amcel), forçando a empresa amapaense a dispensar temporariamente seus funcionários, enquanto a Jarí providenciava a manutenção corretiva de suas máquinas. Com menos de dois meses, Luiz é novamente admitido à empresa. 

O “Irmão” da Amcel
Por curiosidade, antigamente, era costume nas empresas (e até mesmo em boa parte da sociedade amapaense) identificarem uma pessoa através de algum apelido, que geralmente surgia através de fatos notórios ou engraçados. 

Até 1991, as toras eram embarcadas pelo Rio Matapí
Com Luiz Emanuel não seria diferente, que acabou recebendo o apelido de “Irmão”, em referência à sua denominação religiosa (evangélica). No entanto, o apelido não ficaria apenas ligado ao seu conceito religioso, mas também aos seus atos de companheirismo e fraternidade com que eram voltados ao mais próximo. 

“Cresci sem subir nas costas dos outros e ainda ajudei muitos a subirem na vida”, se orgulha de dizer. 

Momentos Marcantes
Por mais de duas décadas, o conhecido “Irmão” viu e viveu histórias de luta e determinação, além de acumular testemunhos de fatos históricos que a Amcel foi protagonista. 

Luiz, em área desmatada da Amcel
Em 1987, acompanhou a retirada dos primeiros pinus de eucaliptos que foram plantados no início do Projeto (ainda na década de 1970). 

Em outubro de 1991, assistiu a chegada das primeiras carretas modelo Volvo que seriam exclusivamente utilizadas no transporte de toras de pinus, através de embarque de balsas que ficavam ancoradas em um estaleiro existente no distrito do Porto do Céu. 

“Foram 29 carretas compradas pela Caemi, direto da fabricante (que ficava em Mogi das Cruzes-SP) e ainda cheiravam a tinta”, conta o motorista que logo se tornou um dos carreteiros que transportaria centenas de toneladas de toras de pinus, no trecho Porto Grande-Santana. 

Também foi de sua primordial participação no embarque inaugural de cavacos de pinus em 1993, quando esteve dirigindo uma das carretas da Amcel que transportava pinus de eucalipto para a fábrica de cavacos (recém-inaugurada em Santana). 

“Aquilo era um orgulho ver o nosso material seguir daqui (do Amapá) para o mundo”, referenciou. 

Entre as boas lembranças, também estavam as tristes recordações que foram a venda da Amcel (em 1996) para a Champion, e a segunda transação comercial de 2000, quando transferiram seu comando para a International Paper (IP). 

“Ainda na primeira venda (para a Champion) todos foram pego de surpresa com o anúncio através da imprensa, onde alguns pais de família foram dispensados e não voltaram mais. Já na segunda venda (para a IP) houve um pouco menos de demissão de trabalhadores, já que a empresa trabalhava apenas com terceirizados”, ressaltou Luiz. 

Em 2007, o “Irmão” foi se afastando da história de produção e exportação da Amcel, ficando apenas as inúmeras histórias vivenciadas ao longo de quase 22 anos em que acompanhou a vontade daqueles trabalhadores rurais que plantavam, colhiam e exportavam a nossa matéria-prima. 

“A capacidade de continuar crescendo no mercado vai da vontade comercial que a Amcel tem a oferecer aos seus compradores, por que matéria-prima ela tem, e uma boa produção que dá inveja a outras empresas”, detalhou Luiz Emanuel, hoje aos 65 anos, residente em Macapá, com a família.

Após assalto em comércio, PM prende quadrilha

Haviam menores envolvidos no assalto ao comércio
A Polícia Militar através do 4° BPM efetuou a prisão de infratores e apreensão de menores infratores, pelo crime de roubo e ato infracional análogo a roubo. 

Na tarde deste sábado (27/08), equipes das viaturas 0426 e 1316, após receberem informação da central de operações do 4° BPM, de que teria ocorrido um roubo a um estabelecimento comercial (pague menos) localizado na rua Deodoro da Fonseca, bairro paraíso, em Santana, onde três pessoas (uma delas portando uma arma de fogo) adentraram o comércio e anunciaram o roubo, rendendo a caixa do mesmo, a menor de idade M. S. A, 17 anos e mais dois funcionários. 

Populares informaram também que nas proximidades do estabelecimento havia um veículo de marca Fiat Siena Branco e que as pessoas que saíram do comércio, adentraram nesse veículo e tomaram destino ignorado. Então as equipes das viaturas, 0416 e 1316, efetuaram uma barreira em frente a UPC do Igarapé da Fortaleza e nesse momento um veículo com as mesmas características repassadas foi avistado. 

Material apreendido com os envolvidos
Houve acompanhamento tático e o veículo marca Fiat Siena de cor branco, foi interceptado pela viatura 0416 da CPTRAN-TUR, na Travessa Anauerapucu, ainda no bairro Igarapé da Fortaleza. Foi então realizada a abordagem, busca pessoal e busca veicular, onde foram encontrados os bens roubados, a quantia de R$ 981,00 (novecentos e oitenta e um reais) também proveniente do roubo e uma arma de fogo tipo revolver calibre .38 com seis munições de mesmo calibre, sendo que cinco delas estavam intactas e uma deflagrada. 

Foram presos os nacionais: Adilson Martins Rodrigues Junior, 25 anos e Railan Castro Gama, 27 anos, e apreendidos os menores: D. A. S, 17 anos, A. C. F. O, 16 anos e a menor S. R. S, 16 anos. 

Diante dos fatos e após reconhecimento da vítima, os infratores e os menores infratores, receberam voz de prisão e foram encaminhados até a 1 delegacia do município de Santana, para as medidas legais cabíveis. 

Fonte DRPI - 4 BPM

sábado, 27 de agosto de 2016

Juizados realizam Debate Público marcando os 10 anos da Lei Maria da Penha

Juíza Michelle Farias, da Comarca de Santana
A Justiça do Amapá, por meio dos Juizados de Violência Doméstica contra a Mulher das Comarcas de Macapá e Santana, realizou o simpósio com o tema: “10 anos da Lei Maria da penha: o que mudou?”, e o lançamento da Cartilha sobre orientação ao enfrentamento à violência contra a mulher. 

O Simpósio reuniu magistrados, servidores e representantes da Delegacia de Crimes Contra a Mulher, Comissão da Mulher Advogada da OAB/AP, Promotoria de Justiça da Violência Doméstica, Secretarias Municipal, Estadual e Nacional de Políticas Públicas para Mulheres e demais órgãos da rede de proteção à mulher. 

A Presidente do Tribunal de Justiça do Amapá, Desembargadora Sueli Pini, ressaltou a importância do simpósio. 

Parabenizo a iniciativa dos Juizados em discutir os lados positivos da Lei 11.34/06 e o que pode ser melhorado na sua aplicação para responsabilizar os criminosos e melhor amparar as vítimas, além de vermos o que precisa ser repensado nas nossas práticas judiciais do dia a dia”. 

A Secretária Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres da Presidência da República, ministra Fátima Pelaes, destacou que mesmo com a vigência da Lei há dez anos, ainda é inadmissível quem em pleno século XXI ocorra esse tipo de violência. 

“Atitudes como essa do TJAP, e também ações de outras instituições, significa uma união para fortalecer a rede de enfrentamento à violência contra a mulher. Temos que desconstruir essa cultura da superioridade masculina e reprodução de machismo. Isso está errado. Cabe a nós refletir o que podemos fazer para diminuir esses índices dos vários níveis de violência ao gênero feminino”. 

A deputada estadual Cristina Almeida participou do simpósio onde ministrou palestra sobre “A importância do desenvolvimento de Políticas Públicas no enfrentamento à violência contra as mulheres”. 

Presidente do TJAP, Desembargadora Sueli Pini
A juíza Michelle Farias, titular do Juizado de Violência Doméstica da Comarca de Santana, disse que o objetivo do simpósio foi o de avaliar os avanços obtidos e os percalços, e, ainda, fazer a sociedade refletir. 

“No meu dia a dia eu lido com processos de muita violência dentro dos lares. Enfatizo que é preciso inicialmente desmistificar a ideia nas relações do poder que um tem pelo outro, de obedecer, de alguém se sentir dono de outrem. Falar sobre a luta contra a violência doméstica é justamente isso: substituir a ideia de posse por cooperação, solidariedade e ajuda”. 

O juiz Augusto César Gomes Leite, titular do Juizado de Violência Doméstica da Comarca de Macapá, destacou a união das instituições que não medem esforços para discutir e propor atitudes que buscam justiça, igualdade e fortalecimento para as mulheres. 

“Foi uma manhã em que explanamos sobre a história e avanços que marcaram uma década de vigência da Lei Maria da Penha, e a importância de movimentos sociais para as conquistas de direito das mulheres ao longo dos anos na sociedade contemporânea”, finalizou o magistrado.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Sob domínio japonês, Amcel acompanha a tecnologia em prol de suas atividades

Grupo japonês assume Amcel
Em 26 de dezembro de 2006, a International Paper do Brasil (IP) firmou um contrato de venda, colocando a empresa Amapá Florestal e Celulose S.A. (Amcel), subsidiária exportadora de cavacos de madeira e biomassa localizada no município de Santana (AP), às empresas japonesas Marubeni Corporation e à Nippon Papers Industries Co. Ltda. 

Os negócios da Amcel englobavam, até então, aproximadamente, 67 mil hectares de florestas plantadas de pinus e de eucalipto nos municípios amapaenses de Santana, Tartarugalzinho, Porto Grande, Ferreira Gomes, Macapá e Itaubal do Piririm, além da produção de cavacos e biomassa. 

A empresa contribuía de maneira consistente com a IP, com altos índices de produtividade. Seus profissionais, seus produtos de qualidade e uma extraordinária relação comercial com os clientes eram considerados de características destacáveis. 

“O sucesso das operações da Amcel não seria possível sem a colaboração dos seus profissionais, que são extremamente competentes, talentosos e comprometidos com as estratégias de negócios da IP no Brasil. Este é o maior dos patrimônios que os novos controladores herdarão: o valor e profissionalismo do quadro de colaboradores da Amcel”, afirmou Maximo Pacheco, na época, presidente Executivo da IP Brasil. 

Sede americana da Nippon, atual dona da Amcel
Empregando cerca de 1.000 profissionais (entre efetivos e prestadores de serviços) especializados no segmento, a Amcel sempre esteve se comprometendo com a saúde, segurança e qualidade de vida de seus colaboradores, chegando até mesmo a desenvolver trabalhos sociais para com as comunidades dos municípios onde empenhava atividades. 

Desde 2003, investia mais de R$ 1,4 milhão em ações sociais em Santana e também nos municípios de Tartarugalzinho, Porto Grande e Ferreira Gomes, que resultaram numa efetiva melhora na qualidade de vida das populações. 

Com sua venda, a Amcel passa a ser vista de outra forma pelas novas concessoras asiáticas, que notam não apenas sua plataforma logística de trabalho, como também sua boa localização geográfica, focando nisso para os mercados norte-americanos e europeus, que também desenvolvem negócios comerciais na área de papéis para imprimir, escrever e em embalagens. 

Modernização Industrial
Em 1º de fevereiro de 2013, é inaugurada a nova fábrica da Amcel, com capacidade de processar 180 ton/hora de toras de eucalipto em cavacos, com total segurança em suas operações. Além da alta qualidade do produto, passaria a ter a mais moderna tecnologia de corte e peneiramento, atendendo os mais exigentes mercados. Somente nesse primeiro ano de novas operações (2013), a nova fábrica produziria aproximadamente 436 mil toneladas de cavacos, embarcados em 16 navios. 

Torre contra incêndio da Amcel. Foto de 1978
Em 1º de abril de 2013, o controle acionário da Amcel passa para o domínio das nipônicas Nippon Paper Industries (esta já operava a empresa Amcel desde 29 de março corrente) e também pela NYK-Nippon Yusen Kaisha, onde ambas tem uma produção anual de cavacos de cerca de 900 mil toneladas, que são processados e exportados para Portugal, Espanha, Itália, Turquia, Finlândia e Japão. 

Desde a sua instalação (na década de 1970), a Amcel investiria cerca de R$ 240 milhões em infraestrutura florestal, tais como: viveiro de produção de mudas, plantio, manutenção de florestas, máquinas e equipamentos destinados ao desenvolvimento florestal sustentável nas áreas antropizadas de cerrado e campo no Estado. 

Nova fábrica de cavacos da Amcel, em Santana
Atualmente com uma área de 60 mil hectares de floresta de eucalipto já plantada, a Amcel investiu pouco mais de R$ 50 milhões entre 2014-15 na plantação de quase 11 mil hectares florestais, concretizando assim parte de seus planos de 130 mil hectares de florestas plantadas, se tornando uma das empresas líderes do setor florestal do Norte do Brasil. 

Nesta trajetória de quatro décadas de existência, a empresa veio superando dificuldades e as condições adversas de clima e solo, testando cerca de 3.000 clones diferentes, na busca de um clone ideal para produção de fibras que atendam as necessidades de mercado. O desenvolvimento de pessoas e de tecnologias florestais, bem como a qualidade nas operações são desafios constantes no dia a dia da empresa. 

Com estimativa de vendas anual de quase R$ 90 milhões, emprega aproximadamente 400 funcionários diretos e outros 1.200 indiretos, se destacando como propulsora do desenvolvimento florestal e industrial do Estado do Amapá, com bases florestais em pelo menos sete municípios. 

Suas operações de pesquisa e o manejo sustentável das florestas de eucalipto são certificadas pela norma internacional ISO 14.001 e FSC-Forest Stewardship Council, que confirmam nosso compromisso com práticas sustentáveis, conciliando os interesses ecológicos, sociais e econômicos.

Simpósio debate os 10 anos da Lei Maria da Penha

Juiz Augusto César, coordenador do evento
Os Juizados de Violência Doméstica contra a Mulher das Comarcas de Macapá e Santana realizam nesta sexta (26/08) Simpósio que abordará o tema “10 anos da Lei Maria da Penha: o que mudou?” e, ainda, o lançamento da cartilha sobre orientação ao enfrentamento à Violência Contra a Mulher. 

O evento ocorre no Plenário do Tribunal do Júri no anexo do Fórum de Macapá às 8 horas. O juiz Augusto César Gomes Leite explica que nos novos tempos, conduzidos por movimentos sociais e políticos e com a importante necessidade de garantir direitos, foi sancionada a Lei 11.340 com a finalidade de combater, erradicar e punir a violência contra a mulher em todos os segmentos da sociedade. 

“Nos últimos 10 anos tem havido um intenso combate a esta repugnante e danosa prática de violência contra a mulher, e diante dos relevantes resultados positivos, tornando consciente o efetivo funcionamento da rede de proteção, é preciso debater no que ainda precisamos aperfeiçoar”. 

Durante o evento serão explanadas principalmente as mudanças que resultaram durante esses dez anos de vigência da Lei Maria da Penha. Será um momento de tirar as dúvidas, apontar locais e situações de ocorrência da violência doméstica, a quem se aplica a Lei e o que caracteriza esse tipo de crime.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Caemi repassa a Amcel para Multinacional Champion

Em 1991, toras da Amcel embarcavam pelo Matapí
Em 20 de novembro de 1996, um contrato celebrado entre a Champion Papel e Celulose Ltda, a Jata Administração e Participações S/A e a Companhia Auxiliar de Empresas de Mineração (Caemi), confirma a venda da Amcel, pertencente à Icomi, para o Grupo Champion. 

Segundo este contrato, as eventuais contingências de natureza cível, tributária, trabalhista e ambiental, relacionadas à gestão anterior, passariam a ser de responsabilidade de seu novo controlador acionário. 

Com isso, mediante um contrato de compra e venda, a Champion Papel e Celulose Ltda adquire o controle acionário da Amapá Florestal e Celulose S/A (91.661.745 ações, correspondentes a 81,53% do capital social). Nessa ocasião, a nova subsidiaria da Companhia adquiria 74.520 hectares de áreas plantadas, sendo que parte da floresta cultivada alcançava 12.544 hectares divididos em 12 projetos. 

Em 1996, Amcel é vendida para a Champion
Vale ressaltar que essa negociação entre o Grupo Caemi e a multinacional Champion começou no início daquele ano de 1996, que tomou conhecimento dos projetos florestais desenvolvidos pelo Grupo do empresário Augusto Trajano Antunes (1906-1996), porém, não demonstrava de imediato interesse em assumir o Projeto existente na região amazônica. 

Somente em julho/1996 que os entendimentos tiveram avanços entre as partes, colocando a multinacional dentro de um processo de um processo de “familiarização técnica” com a Amcel, onde conheceria os aspectos operacionais, patrimoniais e financeiros da empresa criada em 1976. 

Após a transação comercial de compra da Amcel – que teve apoio unanime de seus acionistas-controladores – a Champion Papel anunciou seu Plano de Recuperação Florestal no Amapá, que tinha como um de seus principais propósitos garantir a preservação das areas desmatadas pela empresa e expandir suas cotas de atividades em plantio de pinus. 

Logomarca do Grupo IP
No ano seguinte (1997), A Amcel transferiu a titularidade sobre as cotas da Amcel Morada Nova Ltda para a Champion Papel e Celulose Ltda. 

Em 15 de fevereiro de 1998, A Amcel obteve um parecer da Sudam (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), para o início da formação de florestas de eucaliptos, totalizando 32.217 hectares implantados até 31 de dezembro de 2000, (23.180 em 31.12.1999). 

Em 19 de junho de 2000, a multinacional Champion Papel e Celulose Ltda é incorporada ao grupo privado International Paper (IP) do Brasil, produtora do papel “Chamex”. No dia seguinte, a diretoria executiva da IP do Brasil faria sua primeira visita oficial às instalações da Champion Papel no Estado do Amapá. 

Em 22 de setembro de 2003, a Amcel doa uma extensa área produtiva, situada no Porto do Céu, para o Governo do Estado Amapá, visando a ampliação do Distrito Industrial em Santana.

Nota de Agradecimento - Projeto “Lucas”

Prezados amigos e colaboradores, 

O Projeto “Lucas”, realizado no último dia 20 de agosto de 2016 (sábado), pela Igreja do Evangelho Quadrangular do bairro Fonte Nova, situada no município de Santana, foi considerado um dos mais significativos eventos sociais realizados por nossa instituição nos últimos tempos, superando todas as expectativas e objetivos esperados, sendo sem dúvida alguma, um marco norteador para as futuras ações na área assistencial e comunitária, contribuindo para os avanços qualitativos desejados para o amparo e a solidariedade com o próximo. 

Desta forma, não poderíamos deixar de agradecer publicamente pelo grandioso apoio de instituições públicas, privadas, além das doações individuais que puderam cooperar para o sucesso da ocasião, que foram: 

- À Secretaria Municipal de Saúde (na pessoa do Sr. Zeca Monteiro / Lene Lima); 

- À Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Resíduos Sólidos (na pessoa do Sr. Anselmo Brandão); 

- À Superintendência de Transportes e Trânsito de Santana (na pessoa do Sr. Juracy Jucá); 

 - À Secretaria Municipal de Assistência Social (na pessoa da Sr.ª Socorro Sandin Góes); - À empresa Guardia Construções; 

 - À Importadora GT (na pessoa do Sr. Rosivaldo Pacheco); 

 - Ao Senhor Roger Braga; 

 - À empresa Primo José Alimentação Coletiva (na pessoa da Sr.ª Alcione Fernandes); 

 - À Mercearia Dyenne (na pessoa de Diêmeco Ponte); 

 - À Nutricionista Haline Oliveira; 

 - À Nutricionista Márcia Gonçalves; 

 - À imprensa amapaense (Radialista Cunha Lopes e a TV Amapá). 

Com isso, queremos mais uma vez, nesta oportunidade, manifestar os nossos sinceros agradecimentos a todos àqueles que participaram e contribuíram para o sucesso desse brilhante evento. 

Nos colocamos à disposição de todos.
Muito Obrigado! 


Mário França
Pastor Local da Ação Social

Comarca de Santana realiza Círculos Restaurativos na localidade rural de Anauerapucu

Magistrados e servidores do Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e da Vara da Infância e Juventude, ambas de Santana, estiveram na Escola Estadual Francisco de Oilveira Filho na vila de Anauerapucu, zona rural do município, para ouvir os habitantes e diagnosticar conflitos e lides. 

A participação do Judiciário surgiu a partir da solicitação feita por um Policial Militar que trabalha naquela comunidade rural e devido à problemática de violência, constante uso de drogas na área e outros conflitos que ocorrem na região, pediu a ajuda para os dois juizados. 

A Assistente Social Lucineide Santos, facilitadora das Práticas Restaurativas, explicou que foi usado o espaço da escola com o objetivo de ouvir a comunidade por meio das técnicas dos Círculos Restaurativos. 

Com os relatos, as juízas Larissa Noronha e Michelle Farias, com suas equipes e o Ministério Público, por meio da Promotora Silva Canela, vão traçar o plano de atividades para a região. 

“Estiveram presentes cerca 150 pessoas entre pais, alunos, profissionais da escola, líderes e comunidade geral. Nossos 20 facilitadores realizaram 8 círculos restaurativos. Foi um bom trabalho, atingimos nosso objetivo, a comunidade se expressou e agora faremos as melhores práticas restaurativas para diminuir os problemas encontrados”, destacou Lucineide Santos. 

Participaram da ação, a equipe do Conselho Tutelar, Comissariado da Infância e Juventude de Santana, Serviço Psicossocial da Infância e da Violência Doméstica e, ainda, facilitadores voluntários do Núcleo de Práticas Restaurativas do MP.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Serviços de urbanização estão adiantados no bairro Fé em Deus

Bairro recebeu os serviços de terraplanagem
Os moradores que residem no bairro Fé em Deus, área Norte do município de Santana, têm muito oque comemorar com os serviços de terraplanagem e urbanização viária das travessas existentes no bairro. 

Segundo os responsáveis pelos trabalhos, desde o início da semana (dia 22) que tratores e escavadeiras estão executando a limpeza e o alinhamento das vias, seguindo cautelosamente as condições apresentadas pelos moradores através de reivindicações populares. 

“Ao todo serão 11 trechos (de ruas e travessas) que estarão sendo trabalhado pelas máquinas, até agora já concluímos os serviços em quase 30% do planejamento”, explicou Ribamar Santos, encarregado à frente dos trabalhos. 

De acordo com Ribamar a colocação de manilhas (tubos de concreto) estão incluídos no Plano Urbano que vem sendo desenvolvido no bairro. 

“Como o bairro tem muitos trechos com ‘ondulações’ e ruas mal-niveladas, as manilhas servirão de boa durante o escoamento da água da chuva e de outros dejetos (como esgotos sanitários)”, detalhou o encarregado. 

Asfaltamento
O próximo passo após a conclusão dos serviços de aterramento e terraplanagem das vias, está a etapa de asfaltamento, que estima-se que deva ocorrer nos próximos dias. 

“Estamos agilizando os serviços de terraplanagem para entregarmos essa etapa antes do final de semana, para assim começar o quanto antes a etapa de asfaltamento das ruas do bairro”, enfatizou Ribamar. 

Criado em meados de 2008, o bairro possui atualmente cerca de 7 mil famílias, onde o acesso ao bairro é feito por somente uma entrada (a Rua Brasil). 

Para o autônomo Francisco Seixas, que reside com sua família no bairro há seis anos, os serviços chegaram em boa hora. 

“Isso nos deixa mais tranquilo por morarmos num bairro distante de vários benefícios, mas sabemos que essa ainda é uma parte de muita que vai ser feito por aqui”, reconhece o autônomo. 

Entre outros melhoramentos sociais que o bairro recebe periodicamente, já está previsto a construção de uma escola municipal ainda esse ano para a comunidade. 

Ascom/Prefeitura de Santana

A 1ª Fábrica sofisticada de Cavacos da América Latina

Inauguração da Fábrica de Cavacos em 1992
Através da Resolução n. 025/86 do dia 25 de fevereiro de 1986, a Empresa Brasileira de Portos (Portobrás) autorizou a construção e exploração de um atracadouro privativo pela Amapá Florestal e Celulose S/A (Amcel), em Porto de Santana. 

O objetivo seria sua exportação direta do produto extraído da região florestal do Amapá, evitando assim, sua dependência por parte de outras empresas que também utilizavam de cais. 

A partir de 1991, a Companhia começaria os estudos de viabilidade de exportação de insumo básico para fabricação de celulose. O interesse parte após um intenso levantamento realizado pela empresa que fornecia diariamente madeira para a Companhia Florestal de Monte Dourado S/A desde 1988. 

Em 20 de fevereiro de 1992, a Amcel assinaria um contrato com a Companhia Docas do Pará (CDP) para utilizar o porto viário de Santana durante os primeiros 10 (dez) anos. O contrato começa a ter validade a partir do dia 1º de março do corrente ano. 

De imediato, iniciaram-se as obras civis para a instalação de uma moderna fábrica de cavacos naquele porto, onde houve a montagem de uma corrêia transportadora e um carregador de navios com altura de 23 metros no referido ancoradouro. 

O investimento inicial para implantação dessa fábrica custou um montante de 18 milhões de dólares, sendo que a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) contribuiu com empréstimos no valor de quatro milhões de dólares. 

Na manhã do dia 22 de setembro de 1992, a Amcel começava a fazer os primeiros testes operacionais em sua mais moderna Fábrica de Cavacos, na cidade de Santana. 

Solenidade do 1º embarque de cavaco de Santana
Em 17 de dezembro de 1992, com a presença de diversas autoridades políticas e sociais, ocorre a inauguração oficial da fábrica de cavacos de madeira da Amcel, com tecnologia pioneira em toda a América Latina. 

Com esse fato, os cavacos de pinus destinam-se exclusivamente à exportação, área que exerceu um papel pioneiro no Brasil. 

Na época, o produto era pouco conhecido no país, mas possuindo um alto valor de cota internacional em um mercado de cerca de 30 milhões de metros cúbicos anuais. Seus primeiros compradores eram Japão e Estados Unidos, países escandinavos e, em menor escala a França e a Itália. 

O contemplado do embarque inaugural das primeiras 40 mil toneladas de cavacos de pinus foi o navio nipônico Stella Dream, em março de 1993, assistido por diversas autoridades, como o então Governador do Amapá Comandante Anníbal Barcellos, a Cúpula Executiva do Grupo Caemi e representantes japoneses da empresa compradora do cavaco de pinus.

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