sábado, 4 de julho de 2015

Bastante consumido, litro do açaí chega a custar R$ 4 em Santana

Produto chega a custar menos de R$ 4,00
Considerado um prato essencial na mesa da população da Região Norte – não sendo diferente aqui no Amapá – o tradicional açaí chegou a ter o seu preço de consumo bem variado no início deste ano, aonde se chegou a comprar o litro desse indispensável alimento por até R$ 18,00. 

“Segurei o preço do açaí até R$ 13, mas quando a crise do estoque me atingiu, subi o preço para R$ 18 e pensei que iria ficar no prejuízo, mas me enganei. Meus clientes continuaram comprando a mesma quantidade, independente do preço alto que estava”, explicou o comerciante José Aldo Pantoja, que trabalha na comercialização do produto em Santana há mais de 15 anos, e atualmente reconhece que o preço da “saca” do produto diminuiu para R$ 120 quando houve uma crise periódica que o elevou a R$ 250. 

“Alguns clientes achavam que eu aumentava o preço do açaí para ganhar um pouco mais, o que na verdade era a ‘saca’ do açaí que não parava de subir, só agora que consegui equilibrar parte dessa situação”, enfatizou. 

Assim como Pantoja, outros comerciantes atravessaram pela crise do início do ano, podendo atualmente vender o produto entre R$ 4 e R$ 7, dependendo da quantidade de fardos (“sacas”) que chega a comprar dos catadores de açaí. 

“Tem gente em Macapá que ‘tá’ vendendo o litro do açaí por até R$ 8 reais, isso por causa do transporte que busca o produto vendido no Igarapé da Fortaleza e tem que levar para a capital, enquanto que para Santana, o preço ainda vai se manter nesse nível de R$ 4 ou R$ 5 reais”, explicou o barqueiro Samuel Vieira dos Santos, natural da cidade de Breves (PA) e que se desloca semanalmente ao Amapá, trazendo centenas de sacos com o produto mais consumido na mesa do amapaense, mantendo seu preço unitário de R$ 130 por fardo. 

Produto chega a R$ 3,50
Não é preciso ir muito longe, na área urbana de Santana, para encontrar o litro do açaí por preços que podem chegar até R$ 3,50. Na Rua Getúlio Vargas, bairro Paraíso, tem quem encontre as famosas “bandeiras” ou garrafas vermelhas que avisam a venda do produto. 

Questionado sobre o preço que vende o citado produto, o filho do proprietário da batedeira de açaí (seu pai não se encontrava no momento) adiantou as condições para o preço. 

“Na verdade, o litro custa R$ 4,50 para quem compra até dois ou três litros. Se comprar acima de quatro litros, já sai pelo preço de R$ 3,50 no litro”, explicou.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Jornal de 1951 já anunciava o surgimento de cidade amapaense

Título já prever o futuro surgimento de cidade
Uma matéria publicada em um jornal de 1951 deixou dois acadêmicos do curso de História Geral da Universidade da Amazônia (Unama), com sede em Belém (PA), bastante surpresos. 

Wellington Dias de Oliveira, de 19 anos, e Benedito Carvalho de Souza, de 21, estão cursando o 3º semestre do referido curso superior quando já tiveram que discutir a apresentação de seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), onde acabaram por escolher um tema bastante comentado na economia regional: a exploração mineral pela região amazônica em meados do século XX. 

“Primeiro levantamos o registro das empresas que exploraram minérios no Pará e no Amapá, daí fomos atrás de detalhes de dois grandes empreendimentos que marcaram história: a Vale do Rio Doce e a ICOMI (Indústria e Comércio de Minérios Ltda). Depois partimos para o aprofundamento de seus objetivos sociais e econômicos para essas regiões”, contou Wellington Dias, que veio efetuando várias consultas pelas redes sociais e buscando fontes bibliográficas pela internet, até que tomaram conhecimento de várias páginas virtuais que eram mantidas por historiadores e blogueiros amapaenses que tratavam de assuntos relacionados à pesquisa dos acadêmicos. 

Data do jornal de 1951 que publicou a matéria
“Encontramos páginas de amapaenses como Alcinéa Cavalcanti, Edgar Rodrigues, Nilson Montoril, João Silva, João Lázaro e muitos outros que já puderam nos auxiliar com informações que precisamos. Mas teve um texto que encontramos na internet que chamou bastante a nossa atenção”, disse Benedito Carvalho, que se referiu a um texto histórico postado em um blog sobre a história do município de Santana, a segunda maior cidade do Estado do Amapá. 

Cidade Premeditada?
Com um título escatológico (um fato premeditado), o texto teria sido publicado no jornal “Amapá” do dia 25 de agosto de 1951, descrevendo o possível surgimento de uma cidade portuária às margens do Rio Amazonas durante a implantação de uma empresa de mineração (que seria a ICOMI). O jornal – que era um semanário que servia de órgão direto de comunicação para o governo amapaense – circulou de 1945 até 1974. 

Conteúdo na íntegra sobre o futuro
surgimento de cidade portuária
“Ficamos curiosos com o artigo que vimos na internet e decidimos ir atrás do texto original, para saber se realmente era possível essa previsão histórica”, explicou Benedito que precisou se deslocar até a capital amapaense (Macapá) e visitar os arquivos de periódicos históricos da Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda, localizada no centro de Macapá. 

Após receber autorização da diretoria da entidade para acesso aos antigos periódicos, Benedito se surpreendeu com a veracidade material da notícia. 

“É impressionante que uma empresa de fora da Amazônia pôde ser capaz de ajudar a prevê a futura existência de uma cidade, que só começaria a apresentar indícios populacionais quase no final da década de 1950”, disse Benedito, que aproveitou a visita ao acervo de jornais históricos para registrar (em fotos) outros acontecimentos relacionados à mineradora ICOMI no Amapá que estavam impressos em jornais da década de 1960 e 1970. 

A atual cidade portuária do Amapá
Considerada a segunda maior cidade do Estado do Amapá, o atual município de Santana foi criado em dezembro de 1987, através de Decreto-lei sancionado pelo então Presidente da República José Sarney. 

Em maio de 1992, o Governo Federal regulariza o funcionamento da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALMCS), colocando as duas maiores cidades amapaenses na linha do comércio importador e exportador. 

Segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2014, Santana possui cerca de 110 mil habitantes.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Governo Estadual e Prefeitura de Santana elegem conclusão de obras para o município

Robson Rocha debateu com Waldez as prioridades
O governador Waldez Góes recebeu o prefeito de Santana, Robson Rocha, nesta quarta-feira, 1º de julho, no gabinete do Palácio do Setentrião. O encontro deu continuidade às reuniões individuais com os 16 prefeitos do Estado para traçar o planejamento conjunto do Poder Executivo estadual com os gestores municipais. 

Na pauta, foram abordados os temas administração pública, mobilidade urbana, infraestrutura, assistência social, saúde e educação. 

De acordo com o governador, esse é o momento de apresentar os principais problemas municipais e viabilizar as possíveis soluções. "Precisamos dessa aproximação para conhecer as principais deficiências dos municípios e ver de que forma o Estado pode cooperar, somando com recursos humanos e financeiros", avaliou. 

Acompanhado de secretários municipais, o prefeito Robson Rocha destacou a conclusão das obras inacabadas do município como uma das principais demandas. "Temos obras como o Teatro Municipal, UPA do Paraíso, Shopping e Restaurante Popular, que estão paradas por problemas no projeto ou uso inadequado do recurso por outras gestões", contou. 

Outra demanda da prefeitura foi a execução do projeto de mobilidade urbana, que inclui pavimentação, construção de acessos e passarelas. "Temos bairros como o Fonte Nova, Nova Brasília, Provedor e Igarapé da Fortaleza que precisam urgente desses serviços", ressaltou o secretário municipal de Infraestrutura, José Alfredo Botelho. 

O chefe do Executivo disponibilizou o apoio do Estado na recuperação das obras e execução do projeto de mobilidade urbana. "Onde o Estado puder buscar recursos, não vamos medir esforços. Nossa prioridade é ajudar o município a concluir essas obras que estiverem inacabadas", disse. 

As demais demandas levadas ao governador serão discutidas em reuniões internas, entre as equipes dos governos estadual e municipal. 

Durante os próximos dias, continuam as reuniões individuais com os 16 prefeitos do Estado, os encontros são uma deliberação anunciada no Fórum das Cidades e marca a retomada do diálogo e a valorização do planejamento conjunto do Poder Executivo estadual com os gestores municipais.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Presidente do TJAP garante apoio de melhorias ao Fórum de Santana

Desemb. Sueli Pini recebida por diretora do Fórum
A presidente do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) Desembargadora Sueli Pini encontrou-se esta manhã (1º/07) com a nova diretora do Fórum de Santana, Juíza Michelle Farias, para reafirmar o apoio do Tribunal de Justiça nas melhorias do Fórum santanense. 

A desembargadora ressaltou, na ocasião, a significativa importância da comarca de Santana, na prestação jurisdicional, por ser a segunda maior do Estado. 

A desembargadora incentivou a realização de pequenos serviços, como, capina e limpeza no entorno do Fórum; as providências para as instalações da Central de Conciliação e de práticas restaurativas; e também de um posto bancário. 

A juíza Michelle Farias agradeceu a presença da desembargadora Sueli Pini pela visita. Ela espera muito pelo apoio, então necessário a garantir à efetivação das demandas, sobretudo as estruturais que estão pendentes de execução. 

“Na condição de responsável pela Direção do Fórum eu preciso do auxílio do TJAP. O meu plano de ação está muito vinculado ao Tribunal e a vinda da desembargadora Sueli Pini é muito positiva, porque mostra o interesse pessoal e a boa vontade da Corte com o que é essencial à administração deste Fórum”, disse a magistrada. 

Ao final do encontro, a presidente do TJAP deixou seu abraço indistinto aos integrantes do Fórum: servidores, magistrados e colaboradores; e pediu a coesão de todos, salientando que o empenho coletivo garante o sucesso da administração. 

“É fundamental essa coesão, e o TJAP reafirma esse estreitamento. Queremos propiciar melhorias que a todos”, concluiu.

terça-feira, 30 de junho de 2015

MP-AP recomenda à CDSA a instalação do Portal da Transparência

Promotora de Santana Gisa Veiga
O Ministério Público do Estado do Amapá, por meio da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, da Cidadania e do Consumidor da Comarca de Santana, expediu Recomendação ao diretor-presidente da Companhia Docas de Santana (CDSA), Eider Pena, para que haja efetiva criação, instalação e regular funcionamento do chamado Portal da Transparência, no site oficial na internet, onde serão disponibilizadas informações sobre a gestão orçamentária e financeira da CDSA. 

Pela recomendação, a Companhia Docas de Santana deverá manter acesso à página do Portal Transparência, por meio de atalho em imagem gráfica (banner), com identidade visual e acessível para a transparência pública, com dados atualizados sobre as receitas e despesas da empresa pública municipal. Além disso, deve proceder à periódica atualização das informações concernentes às licitações abertas, compras diretas, número dos contratos e convênios celebrados, planos de carreiras e estruturas remuneratórias, custos de passagens, diárias, verbas de gabinete e das diretorias, relação dos nomes de servidores da instituição de provimento efetivo, de servidores com funções gratificadas ou comissionadas, servidores cedidos de outros órgãos da administração pública, o emprego de subvenções das verbas destinadas aos Projetos Sociais da Companhia Docas de Santana, dentre outras informações de observância da legislação de regência. 

A promotora de Justiça, Gisa Veiga Chaves, uma das titulares da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, da Cidadania e do Consumidor da Comarca de Santana, afirma que “é obrigatória a transparência da gestão fiscal e a liberação, em tempo real, de informações sobre a execução orçamentária e financeira da Companhia Docas de Santana, em meios eletrônicos de acesso público, e, portanto, o não cumprimento implicará em aplicação de medidas administrativas, civis e criminais dos envolvidos”.

Vara da Infância e Juventude de Santana realiza caminhada contra o tráfico de drogas

Preocupada em combater os conflitos que prejudicam a sociedade, a Vara da Infância e Juventude da Comarca de Santana realizou uma caminhada que, dentre outras coisas, tinha como finalidade conscientizar e sensibilizar a população acerca dos problemas causados pela prática do tráfico de drogas. 

O Terminal Pesqueiro da área Portuária de Santana foi o palco de concentração da caminhada, que contou com a participação de magistrados, servidores, colaboradores, órgãos parceiros, além da própria comunidade. 

Durante o percurso, houve a distribuição de folders e panfletos da campanha de combate ao tráfico de drogas, que na linha de frente eram entregues por estudantes da Escola Municipal Nossa Senhora dos Navegantes. O evento teve como objetivo conscientizar a comunidade santanense sobre os problemas ocasionados pela dependência química. 

A ação foi uma iniciativa da juíza Larissa Noronha Antunes, titular da Vara da Infância e Juventude de Santana, sob a responsabilidade do Comissariado da Infância e Juventude do referido município. 

“Essa é uma caminhada de sensibilização para chamar a atenção das pessoas, das famílias, das escolas e da comunidade sobre o uso e o abuso de drogas praticado por crianças e adolescentes. E hoje, a gente sabe que isso virou um grave problema social e até de saúde pública, que precisa ser, urgentemente, combatido”, ressaltou a magistrada. 

Para o servidor Ladilson Moita, representante da Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (CEIJ), ações como essa são muito importantes para a população, pois possibilitam a discussão e o debate sobre as problemáticas que afetam a sociedade, sempre buscando soluções para esses conflitos. 

Na oportunidade, a titular do Juizado de Violência Doméstica de Santana, juíza Michelle Costa Farias, parabenizou a iniciativa da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Santana, e também destacou que a realização de eventos como a Caminhada de Combate ao Tráfico de Drogas possibilita a divulgação dos trabalhos realizados. 

“Nós temos que discutir cada vez mais o nefasto consumo das drogas e os seus efeitos. E eu como juíza da violência doméstica apóio toda e qualquer iniciativa nesse sentido porque também sinto os efeitos desse problema nas minhas demandas”, finalizou a juíza Michelle Costa Farias.

sábado, 27 de junho de 2015

Há dias, tubulação quebrada vem desperdiçando água em Santana

Tubulação está quebrada há dias em baixada
Como se não bastasse a grande crise hídrica (falta de água) que algumas regiões brasileiras estão enfrentando, ainda há quem deixe desperdiçar desnecessariamente este precioso produto da natureza. 

Que o diga alguns moradores que residem nas proximidades da baixada da Rua Damião da Cruz Barreto, no bairro Fonte Nova, onde estão presenciando há pelo menos dois dias o vazamento de água que vem ocorrendo em virtude de um tubo de distribuição ter quebrado em via pública. 

Segundo informações da doméstica Valmiria Oliveira, que mora na descida da Avenida 15 de novembro (próximo do local), o vazamento de água pode na verdade ter começado no início da semana e que nenhuma providência foi tomada de imediato. 

Dezenas de litros de água já vazaram em via
“Quem passava aqui pela rua via aquela água derramando aos poucos, mas de ontem de manhã pra cá, essa quantidade de água aumentou por causa de carro que passou e quebrou de uma vez a tubulação”, contou a doméstica. 

Providências
Por está situada numa rede de distribuição que segue numa descida de rua, a tubulação hídrica veio despejando dezenas de litros de água há vários dias, obrigando seus próprios moradores a tomarem por iniciativas de localizar a residência que estaria sendo afetada pelo rompimento da tubulação. 

“É impossível que nenhum morador tenha se queixado da falta de água em sua residência, então percebemos que havia só duas casas que poderiam está prejudicada com essa falta de água e tentamos avisar os donos da casa sobre a tubulação quebrada”, explicou o autônomo Elias Gonçalves, que descobriu que a tubulação em questão atendia uma residência onde, segundo a vizinhança, seus proprietários não costumam para em casa. 

Vizinhos já tentaram avisar morador prejudicado
“Não havia ninguém na casa o dia toda e a água continua derramando. Não se tem outra alternativa a ser cortar o acesso da tubulação que leva água para a casa e evitar que continue derramando”, sugeriu Elias, que buscou de alguma forma interromper o fornecimento de água para a referida residência, localizada também na Rua Damião da Cruz Barreto, porém, percebe que parte da tubulação não oferece condições de acesso (calçamento acimentado). 

Até às 16hs deste sábado (27/06), ainda era possível notar o desperdício público de água devido ninguém ter tomado qualquer providência de obstruir o vazamento de água. 

Feito contato com a gerência da Companhia de Água e Esgoto do Amapá (CAESA) para informar da situação, mas o blog recebeu a orientação de que as equipes da empresa somente trabalham até às 12:00hs (meio-dia) nos dias de sábado.