quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Com risco de fechar as portas, Lar “Bethânia” realiza evento beneficente

Sem apoio, abrigo corre o risco de fechar as portas
O abrigo Lar Bethânia, que atende a meninas na faixa etária de 10 a 17 anos em situação de vulnerabilidade social, atravessa pela pior de suas fases instituição desde que implantada no Amapá em 2010, correndo agora um risco de fechar suas portas, de acordo com informações da administração do local. 

A entidade fica localizada numa área nobre do bairro Vila Amazonas, em Santana, auxiliando – atualmente – 15 adolescentes internas, todas vítimas de maus tratos familiares e até de abuso sexual. 

A situação do abrigo piorou com o fim de um convênio firmado com a antiga gestão da Prefeitura de Santana, que se encerrou em dezembro de 2016. A parceria garantia o repasse de um significado valor para compra de alimentos e materiais de limpeza e higiene, além do pagamento de salário de 12 funcionários, entre mães sociais, motoristas, vigilante, jardineiro e pedagoga. 

Uma das casas de auxílio do Abrigo já fechou
Em nota, a atual administração municipal informou que busca acelerar o processo para firmar um novo acordo, a fim de atender à demanda do Lar Bethânia. Segundo a prefeitura, o antigo convênio continha irregularidades o que dificulta a sua atualização. 

A freira Rosane Cordeiro, administradora do abrigo, relata os funcionários contratados pelo município estão com oito meses de salários atrasados e sem receber o 13º salário. 

Para ela, com a pouca ajuda que a entidade recebe, as adolescentes podem ser devolvidas para o Conselho Tutelar e Vara da Infância e Juventude. 

“Começamos a receber doações de alimentos, mas nossa dispensa ainda precisa de mais ajuda. Se não for firmado nenhum convênio de sustentabilidade para o abrigo e caso o problema dos funcionários não seja resolvido, o risco de fecharmos as portas é grande”, lamentou Rosane. 

No local moram meninas entre 10 a 17 anos
Para solucionar parte dos problemas, o abrigo realiza campanhas de arrecadação de alimentos e materiais de higiene e limpeza. 

Evento Beneficente
Uma venda de pizza está sendo organizada com intuito de levantar dinheiro para pagar as contas da casa. O abrigo também pede materiais para a produção da pizza. 

Cada ticket custa R$ 20, o que dá o direito a uma pizza. O evento está marcado para acontecer no próximo dia 05 de março (domingo), a partir de 18hs, no próprio Abrigo Lar Bethânia, localizado na Rua C-1, número 550, bairro Vila Amazonas, em Santana. 

Os interessados que desejam adquirir um ticket (ou ajudar com o material no preparo da pizza), basta entrar em contato pelos números da Irmã Rosane Cordeiro (99190-3880), Elizete (99198-5896) e Íris (99117-4376). 

Relação do material para as pizzas:

O abrigo mantém um Centro Profissionalizante
• Trigo - 40 KG
• Queijo - 6 barras grandes
• Apresuntado - 3 barras grandes
• Calabresa - 5 kg
• Molho para pizza - 4 pacotes de 2kg
• Fermento biológico - 500g
• Pastela - 1 kg
• Orégano - 500 g
• Azeitona - 1 pote grande
• Maionese - 2 caixas de sachê
• Ketchup - 2 caixas de sachê
• Luvas descartáveis
• Toucas descartáveis
• Copos descartáveis 250 ml
• Pratos de papel n. 8
• Dueto (ervilha/milho) - 2 potes grandes
• 01 caixa de ovo de codorna
• Verduras
• Tomates
• Pimentões
• Cebolas

Na Justiça Federal, audiência pública decide situação de ocupantes do “Monte das Oliveiras”

O auditório Central da Justiça Federal do Amapá ficou pequeno para o número incalculável de pessoas que estiveram presentes na manhã da última terça-feira (21/12), pois, em sua maioria eram integrantes de famílias que estão ocupando há mais de quatro anos uma extensa área localizada ao lado da Vila Amazonas, em Santana. 

Presidida pelo Juiz João Bosco Soares, da 2ª Vara Federal, estavam na audiência diversas autoridades do judiciário e da política santanense, entre eles: Vereador Dr.º Fabiano (do legislativo de Santana), o prefeito de Santana Ofirney Sadala, promotor de Justiça Adilson Garcia (titular da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, de Ordem Urbanística e Patrimônio Cultural da Comarca de Santana), Marcelo Roza (representante do Governo Estadual), além dos engenheiros Almir Nogueira e Silvia Pessoa, sendo que estes dois últimos apresentaram planos de interesse urbanístico para a área citada.

Moradias em risco
Denominada de “Monte das Oliveiras”, a área está ocupada desde dezembro de 2013 por mais de 3 mil famílias que alegam não terem para onde irem, encontrando naquele local um pequeno espaço para construírem sua morada. 

“Fiquei morando de aluguel por mais de dois anos, gastando boa parte da minha renda (mensal) com o aluguel, mas quando fiquei desempregada não tinha mais como pagar e corri atrás de um terreno pra abrigar minha família”, disse a autônoma Graciedina Soares, de 37 anos, que possui uma casa – com apenas dois cômodos internos – naquela área invadida. 

Além da autônoma, dezenas de famílias acompanharam atentamente as questões apontadas por um representante da Secretaria do Patrimônio da União no Amapá (SPU/AP) – que também estava presente na ocasião – em relação à área invadida, pois, a mesma encontra-se em limites territoriais de propriedade do Governo Federal.

“Entendemos que muitas dessas famílias buscam apenas um pedaço de terra para abrigar seus parentes, mas também sabemos que existem trechos de ressacas nessa extensa área que não deviam está sofrendo com essa ocupação”, questionou o representante federal. 

Para o promotor Adilson Garcia, a preocupação descrita pelo representante federal procede a vontade de se manter intacta toda a sua área – em especial os trechos ambientais – assim questionada. 

“Vemos que vários barracos vão surgindo até em cima de lagos, sem que haja qualquer fiscalização ou vistoria mais intensa dos órgãos ambientais para frear esse problema”, enfatizou o promotor Adilson Garcia, que continuou: “Claro que existem alternativas que possam ser melhor debatidas para garantir que essas famílias também não fiquem desabrigadas”.

Sob esse mesmo contexto ligado às áreas ambientais existentes dentro do terreno ocupado que o Juiz João Bosco também abriu suas opiniões sobre a situação. 

“Se de fato formos analisar, de maneira mais profunda, essa questão que envolve a preservação dessas áreas de ressacas, sem que haja condições de mexer nesses ocupantes, não chegaremos tão rápido a uma conclusão, a não ser que coloquemos limites de acesso sobre essas áreas ambientais”, sugeriu o juiz federal. 

Plano de Habitação
Uma das propostas a serem desenvolvidas partiu do próprio representante da SPU/AP que opinou pela formulação de um Plano de Habitação na área invadida, onde possam ser levantados – através de estudos de campo – das viabilidades positivas que se desenvolvem (ou possam ser desenvolvidas) nessa área. 

“Um estudo de viabilidade socioeconômica dessa comunidade trará um resultado mais favorável para essa questão sobre a possível liberação dessa área para os seus ocupantes”, disse o representante federal.

O vereador de Santana Dr.º Fabiano deixou claro que o apoio do legislativo local durante os trabalhos do Plano de Habitação será de grande essencialidade. 

“O legislativo está à disposição dos moradores para qualquer dúvida, nos colocando na frente dessa causa para garantir o bem-estar dos menos favorecidos, independente de compromissos políticos e sociais. Claro que tudo vai seguindo e feito com a vontade de Deus”, declarou o vereador.

Reordenamento
Dentro desse Plano acertado – que também constará de um Plano de Reordenamento Urbano do local –, o prefeito de Santana Ofirney Sadala aproveitou para disponibilizar suas equipes de secretariado durante os trabalhos, que deverão durar em torno de 30 a 60 dias.

“As equipes da Semasc (Assistência Social) e da Saúde vão ajudar no cadastramento das famílias e fazer um mapa social das condições que se atravessa nessa área”, garantiu Sadala. 

Um plano preliminar do local já foi elaborado pelos engenheiros Almir Nogueira e Silvia Pessoa, que comentaram com as autoridades e a população presente sobre alguns detalhes descritos nesse Plano. 

“Mesmo com a construção de centenas de moradias, onde a maioria não segue uma linha de organização urbana, é possível através desse Plano, garantir a abertura de ruas e até construir logradouros essenciais (como escolas, praças) para aquela área, caso seja logo regularizada”, pontuou Almir Nogueira. 

Após mais de três horas de debates e inúmeros questionamentos, ficou firmado a realização de um estudo de campo, visando apontar as condições socioeconômicas que podem garantir a permanência dessas famílias no local, com previsão de ser apresentado novamente (em audiência marcada) para o próximo dia 25 de abril. 

“Acreditamos que esse estudo trará bons resultados que não apenas vão favorecer esses ocupantes da área, como vai deixar um exemplo de Plano de Habitação a ser usado para outras situações de caráter judicial”, finalizou o Juiz João Bosco.

Foto: Matsunaga

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Vara da Infância de Santana divulga recomendações para o período de Carnaval

A titular da Vara da Infância e da Juventude da comarca de Santana, juíza Larissa Noronha, tornou a divulgar a Portaria nº 53/2014 – que dispõe sobre o ingresso e permanência de crianças e adolescentes desacompanhados dos pais em eventos, diversões e espetáculos públicos – por ocasião da programação do Carnaval 2017 naquele município. 

As publicações podem ser acessadas clicando nos respectivos links (Comunicado: Bailes e Festas de Carnaval e a íntegra da Portaria nº 53/2014). 

Segundo a magistrada, as regras, editadas em 2014 e reiteradas anualmente, têm como objetivo garantir a segurança de crianças e adolescentes. 

“O Judiciário irá atuar em conjunto com todas as instituições que participarão da organização do Carnaval, como o Comissariado da Infância e Juventude, Conselho Tutelar, Polícia Militar, Prefeitura Municipal – esta através da coordenação do Carnaval. Estaremos, portanto, nas vias públicas e estabelecimentos todos esses dias de Carnaval, sempre acompanhando, fiscalizando e dando os esclarecimentos necessários à população”, explicou a juíza. 

De acordo com a juíza Larissa Noronha, foi pontuado nas diversas reuniões realizadas pelo Juizado com os agentes da infância, que “todos podem se divertir e aproveitar o Carnaval”.

Mas a magistrada adverte que “quem desejar levar crianças para a festa deve se programar, procurando a organização do bloco e providenciando toda a documentação necessária para identificação da criança e adolescente que estiver levando”. 

A Portaria estabelece em seu teor os limites de idade para participação em cada atividade carnavalesca, a necessidade de acompanhamento (conforme a faixa etária) e identificação (para todas as faixas etárias), além de responsabilidades dos pais e organizadores, incluindo a proibição de venda de bebidas alcoólicas, cigarros e similares a crianças e adolescentes. 

“É preciso que cada responsável observe, ainda, os horários limite para retorno dos jovens para casa, pois não é por estar com os pais que é razoável que uma criança esteja na rua até às 3 horas da manhã. Basta se organizar para brincar o Carnaval sem nenhuma surpresa desagradável”, complementou a juíza. 

A fiscalização, capitaneada pelo Comissariado da Infância e Juventude, e com o apoio e estrutura policial da segurança pública estadual, será intensa durante todo o período carnavalesco e, sendo detectado o descumprimento das normas recomendadas, os infratores sofrerão as penalidades cíveis e criminais cabíveis. 

Pelo menos 12 pessoas integrarão a equipe que fará as diligências nos locais em que a festa será realizada. 

A atuação do Juizado e Comissariado da Infância e da Juventude contou, ainda, com um trabalho preventivo que foi iniciado tem 20 dias, com reuniões institucionais que incluíram associação de ambulantes, organizadores de blocos, entidades e poder público municipal, com direito a distribuição de centenas de kits informativos – que incluíram pôsteres com trechos da Portaria em destaque, informações do disque-denúncia e outras peças educativas. 

Para realizar denúncias durante o período do Carnaval, procure: 

- Comissariado da Infância e Juventude – telefone 0800 285 1581 ou Whatsapp 98414.0423 (ou pessoalmente, junto às equipes de fiscalização em campo)

- Conselho Tutelar – 98124.4218

- Polícia Militar – 190

Informações cedidas do TJAP

Justiça Presente: Macapá e Santana ganham Núcleos de Conciliação e Mediação

A Justiça do Amapá inaugurou na manhã desta terça-feira, 21/02, três Núcleos de Conciliação e Mediação no Centro de Atendimento à Mulher de Santana, Centro de Atendimento à Mulher de Macapá e na Secretaria Extraordinária de Políticas Públicas para Mulheres, respectivamente. 

A iniciativa é mais uma etapa de capacitação das equipes que trabalham na rede de atendimento à mulher que passaram pelo Curso de Mediação e Técnicas Autocompositivas, de forma a melhor atender mulheres que buscam assistência nesses locais. 

A Secretária Estadual de Políticas Públicas Para as Mulheres, Silvanda Duarte, disse que os Núcleos de Mediação são um importante instrumento no atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica. 

“Em muitas situações conflitivas que vemos no atendimento diário em nosso ambiente de trabalho, percebemos que é possível conciliar, e o nosso objetivo é melhor atender essa demanda. Nos Núcleos de Mediação temos ferramentas que além de desafogar o Judiciário nos permitem a resolução responsável de muitos problemas”, ressaltou a secretária. 

A delegada adjunta da Delegacia de Crimes Contra a Mulher (DCCM), Daniela Rocha, participou do curso promovido pelo NUPEMEC e afirmou estar muito certa que o Núcleo ajudará efetivamente na diminuição dos conflitos domésticos e também nas infrações de ação penal privada como danos, injúrias, ofensas morais e ameaças. 

“A intenção maior da conciliação é reestruturar entes familiares e dar ênfase na manutenção da harmonia, conscientizando o conjunto familiar das boas posturas e formas de resolução de conflitos dentro de casa e perante os filhos”, declarou. 

De acordo com a coordenadora do Camuf de Santana, Adriana Duarte, o número de atendimentos no Camuf é considerado expressivo para o segundo município mais populoso do Estado, e “com esse novo Núcleo de Mediação de Conflitos a tendência é melhorar e aprimorar esse atendimento, tendo em vista que todos os profissionais que trabalham aqui foram capacitados pelo NUPEMEC e estão preparados para realizar um bom serviço na busca de resolução consensuada dos conflitos no âmbito familiar”. 

O Camuf de Macapá e de Santana realizam um relevante serviço de atendimento à mulher e à família, especialmente quando ocorrentes históricos de violência doméstica. Nesses Centros, a mulher e a família recebem atenção psicossocial e jurídica, auxiliando na reformulação positiva de atitudes e propósitos futuros. 

Nas inaugurações dos Núcleos de Conciliação e Mediação estiveram presentes: a secretária Estadual de Políticas Públicas para as mulheres, Silvanda Duarte; a Secretária do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos – NUPEMEC/TJAP, Sônia Ribeiro; a delegada adjunta da Delegacia de Crimes Contra a Mulher (DCCM), Daniela Rocha, a Juíza Joenilda Lenzi, titular da 3ª Vara de Família de Macapá; Adriana Duarte, Coordenadora do Camuf Santana, Patrícia Palheta, Coordenadora do Camuf Macapá, a Delegada Titular da Delegacia de Crimes Contra a Mulher de Santana, Maria Leida Borges de Souza e o Delegado Adjunto, Edmilson Ferreira.

Informações do TJAP

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Serviço de mototáxi em Santana pode está comprometido por questões apontadas pelo STTrans

Alcilene Ferreira, presidente do Sindmotosan
Após a polêmica envolvendo a concessão de táxis no município de Santana, dessa vez o assunto cai para a classe dos trabalhadores independentes em motocicletas e condução alternada de passageiros, ou seja, os mototaxistas. 

Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Motoboys e Mototaxistas de Santana (Sindmotosan), Alcilene Ferreira, houve uma reunião na última sexta-feira (17/02) com a Superintendência de Transportes e Trânsito de Santana (STTrans), onde o órgão municipal teria feito vários questionamentos que impedem que o tal serviço continue se mantendo na cidade. 

“Eles (o STTrans) apresentaram quatro alegações dizendo que não pode continuar o andamento de qualquer edital de licitação para o serviço de mototáxi enquanto essas alegações não forem todas efetivadas, mas tudo foi atendido, com a participação do Ministério Público que vem assistindo essa causa desde julho de 2015, quando esses trabalhos para a regularização desses serviços tiveram força”, explicou Alcilene. 

As alegações pautadas na reunião entre o Sindmotosan e a STTrans foram as seguintes: 

Falta de Parecer Jurídico
Uma das alegações ditas pelo STTrans, segundo o Sindicato dos Mototaxistas, descreve a possível falta de um parecer jurídico durante o processo licitatório para a concessão das novas placas para esses trabalhadores, como informações incompletas que estariam dentro da legislação que regulariza os serviços de mototáxi na cidade de Santana. 

“Houve sim parecer do Executivo e até do Judiciário (Ministério Público) que foi quem mais se mostrou presente na situação, o que não procede essa alegação, pois esses trabalhadores estão lutando por essa regularização há anos”, explicou Alcilene, que preside a entidade há mais de 17 anos. 

Não houve prazo
A carência de um prazo mais longo também foi questionada pelo órgão municipal que, segundo informações da reunião entre as partes, teria que ter tido um prazo que variasse entre 15 ou mais 20 dias. 

Serviço de mototáxi em Santana: comprometido
“O próprio Edital publicado pela Prefeitura de Santana no ano passado já descrevia os prazos que teríamos que cumprir e todos foram cumpridos e respeitados do início ao fim”, disse a presidente da categoria, que continuou: “Foram tão bem respeitado esses prazos que até hoje esperamos uma resposta do STTrans sobre o restantes das concessões que ainda não foram entregues”. 

Não houve Homologação
Outro item também questionado pelo STTrans seria a falta de homologação das concessões já liberadas e até do serviço de mototáxi na cidade. 

“Do momento que os decretos são sancionados, eles já são considerados homologados por si próprio, nesse item não há motivos de achar que esses mototaxistas estão agindo de forma irregular que eles não estão, muito pelo contrário, eles estão todos aptos e regulares”, justificou. 

Mudança Administrativa
A própria mudança na diretoria do Setor Licitatório foi averbado pelo STTrans como uma das causas para a continuação desses processos de concessão. 

“Eles dizem que a mudança na diretoria da Licitação pode ter acarretado alterações de várias informações sobre essa questão das novas concessões, o que também não procede, pois sabemos que o mesmo procurador relacionado com o início do processo de concessões esteve até semana passada na prefeitura”, indagou. 

O procurador citado por Alcilene se refere ao Dr.º Manoel Freitas, que permaneceu no cargo jurídico por mais de um após a posse do prefeito Ofirney Sadala, e esteve acompanhando detalhadamente todos os tramites ligados à regularização da categoria, assim como também se mostrou presente nas diversas decisões de sanção e concessão.

STTrans ainda não se manifestou sobre o assunto
Para Alcilene, o que pode está – acima de tudo – acontecendo seria apenas uma questão de possíveis procedimentos internos no órgão. 

“Sabemos que o prefeito assumiu o cargo há poucas semanas e que muitas coisas ainda precisam ser organizadas, mas os trabalhadores em mototáxi não tem nada haver com essa situação”, declarou Alcilene, que já deixou claro que qualquer empecilho que haja comprometendo que o serviço de mototáxi continue em Santana, já irá recorrer nas esferas judiciais. 

“Esperamos que o prefeito entenda que são mais de 400 pais de famílias que dependem desse serviço para levar comida para suas casas, e não vamos deixar que nada atrapalhe a vontade de todos trabalharem”, disse. 

O blog procurou a diretoria do STTrans nesta segunda-feira (20) para buscar esclarecimentos sobre tal situação, mas recebeu a informação de que o superintendente estava numa reunião, sem previsão para término.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Novos núcleos de mediação serão criados em Macapá e Santana

A Secretaria Extraordinária de Políticas para as Mulheres (SEPM), inaugura na próxima terça-feira, 21, três núcleos de Conciliação e Mediação, distribuídos em Macapá e Santana. O evento, marcado para as 11hs da manhã, é realizado em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Amapá (TJAP). 

O objetivo é intermediar sessões conciliatórias envolvendo conflitos de mulheres, vítimas de violência doméstica e suas famílias, evitando que determinadas situações que poderiam ser resolvidas de forma pacífica, possam se transformar em processos judiciais. 

O trabalho será desenvolvido por servidoras da SEPM, capacitadas pelo TJAP, em técnicas de mediação. Esses núcleos atenderão ao público com sessões conduzidas por profissionais treinados, que lavrarão os termos dos acordos realizados, submetendo-os à apreciação do Judiciário para homologação. 

A pratica de conciliação e mediação dos núcleos dará evasão às demandas que chegam a esses órgãos, prestando um atendimento diferenciado ao público, contribuindo para a desjudicialização dos conflitos.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Vivendo com somente 30% dos órgãos vitais, ela venceu um câncer: “Nunca desisti de Deus”

Com câncer, Sienne perdeu mais de 35kg de peso
Uma mulher como tantas outras, Sienne Negrão Ribeiro também sonhou desde nova em encontrar um grande amor para sua vida, e que juntos planejassem seus ideais e assim executarem suas metas. 

E foi dessa forma que Sienne – ao lado de seu companheiro Edenildo Gama – colocariam em prática vários sonhos: da união vieram dois filhos e o objetivo de terem seu espaço para assim manterem dignamente sua família. 

“Sempre me dediquei nos meus objetivos e fui conquistando eles”, disse Sienne, de forma positiva e clara. 

Porém, o destino acabou lhe pregando uma peça que lhe custaria pelo menos 40 dias de angustia e desespero – não apenas para a jovem que na época tinha 29 anos, como também para seus familiares e amigos. 

Sintomas surgem na gestação
Diagnosticada com um câncer que inexplicavelmente avançou sob seu estomago e depois dominou vários órgãos de seu corpo, Sienne procurou de todas as formas manter o controle psicológico e emocional, se tornando uma prova viva de que as forças Divinas jamais deixam de agir. 

“Desde nova, frequento a igreja e mantenho minha fé nas coisas, e nunca desisti de Deus”, falou Sienne. 

A descoberta da doença
Segundo Sienne, os primeiros sinais de que algo doentio iria apareceu foi nas festas de Final de Ano em 2015, quando estava na casa de sua mãe. 

“Já sentia alguns sintomas quando ainda estava na 2ª gravidez, mas pensava que fosse devido ao processo de gestação, então acabei não dando tanta importância de momento nessa doença”, considerou Sienne que vivia de forma pacata e tranquila, ao lado do marido e dos filhos. “Trabalhávamos em equipe e vivendo de maneira bem simples, e feliz”. 

"Queria ver meus filhos crescerem", dizia.
Dias de tormento
No início de 2016, os sintomas começaram a se agravar em Sienne que imediatamente tomou providências de realizar novos exames médicos. 

O diagnóstico assustou a todos: de uma úlcera que ela havia contraído meses antes, acabou estourando internamente em seu organismo, formando-se um tumor cancerígeno que, aos poucos, já apresentava um considerável avanço doentio. 

“Me assustei de momento, mas procurei manter a calma, mesmo diante das dores e sofrimentos que passava ao longo do tratamento”, enfatizou Sienne. 

A perda descontrolada de seu peso físico caiu de maneira anormal. Para quem pesava em torno de 68kg, foi declinando rapidamente para menos de 40kg. 

“Fiquei internada por mais de 40 dias, não tinha forças nem para andar ou sentar”, relembra Sienne, que passou mais de 40 dias internada no Hospital Estadual de Santana (AP). 

Entre o tormento e da angústia que lhe atravessava em meio ao avanço da doença – oficialmente diagnosticada com um câncer na parede do estômago – Sienne enfrentou grande barreiras formadas não apenas pelo lado financeiro, mas também pelo lado social. 

Doente, o marido não lhe abandonou
“Vários médicos me olhavam e diziam que não passaria de alguns meses de vida (no máximo um ou dois anos), tinha aqueles que somente olhavam quando eu estava em crise (principalmente de vômitos) e iam embora, alguns médicos até já esperavam que eu fosse morrer logo”, detalha Sienne. 

Fiel Companheiro
Uma das grandes motivações que lhe dava forças – tanto psicológicas como espirituais – foi seu marido Edenildo Gama que, segundo Sienne, não demonstrou fraqueza a cada instante que a doença queria de mostra mais forte. 

“Muita gente chegava comigo (até parentes) e diziam para eu largar essa luta que ela já ia morrer”, conta Edenildo, que precisou largar até o emprego – onde estava lotado há mais de 10 anos – para cuidar da esposa. “Tinha que cumprir meu papel de esposo e companheiro, e não iria deixar que ela ficasse sozinha no leito de um hospital”. 

A companhia inseparável do marido não apenas aliviava o sofrimento de Sienne, mas também fortalecia a batalha que enfrentavam durante o período de internação, onde os gastos foram se acumulando. 

Sienne podia não andar e nem sentar
“Precisava tomar várias medicações que era preciso comprar e o custo era alto, tivemos que nos virar o quanto pôde para arranjar dinheiro, pois alguns desses remédios não eram cedidos no hospital”, relembra. 

Entre as fortes medicações que precisou apelar para amenizar as dores estavam o Tramal e a Morfina, considerados analgésicos de grande intensidade colateral quando aplicados no organismo humano. 

“Tinha vezes que nem essas medicações faziam mais efeitos no meu corpo”, revela Sienne, que também precisava tomar remédios para dormir. 

A Esperança Divina: Uma 2ª opinião
Diferente de tantas outras pessoas que após serem diagnosticadas com uma grave doença – muitas vezes até em fase terminal – Sienne jamais se curvou das chamadas “provações do inimigo” como assim descreveu. 

“Todos os dias, às 5hs da manhã orava e entregava minha vida à Deus diante desse desafio”, fazia Sienne, que não deixou as opiniões negativas lhe derrubarem quando o tempo de internação no Hospital de Santana, local onde sua situação doentia ficou famosa entre os funcionários e colaboradores daquela unidade de saúde. 

Sua cirurgia foi arriscada e ousada
“Dizia ao Senhor que queria ver meus filhos crescerem, mesmo sabendo que muitas pessoas já achavam que eu não teria muito tempo de vida”, enfatizou. 

Porém, a vontade do destino acabou sendo tomada de outra forma quando recebeu um conselho para procurarem uma nova opinião médica. 

“Me falaram para procurar o Dr.º Olavo (oncologista) que poderia me dizer algo sobre a situação e o que ainda poderia ser feito”, relembrou Edenildo, que já tinha levado sua esposa Sienne ao referido especialista, considerado um dos mais conhecidos e conceituados médicos da área no Estado. 

Ousadia Profissional
Segundo Edenildo, a opinião dita pelo Dr.º Olavo Magalhães demonstrou seu interesse diante da triste situação que Sienne havia chegado, porém, também era considerado muito ousado para um profissional da área da saúde. 

“Ele me aconselhou a tira-la daquele hospital e transferi-la o quanto para o HCAL (Hospital das Clínicas Alberto Lima) em Macapá se não quisesse que ela morresse. Seguir rapidamente seu conselho”, fez Edenildo. 

Sienne relata sua luta em igrejas evangélicas
Diante de um quadro clínico aparentemente irreversível, o especialista em Oncologia Olavo Magalhães desafiou vários conceitos de sua ética profissional, com o propósito de evitar que o pior acontecesse com Sienne Negrão. 

“Mesmo sabendo que estava agindo de maneira antiética, ele aceitou operar minha esposa, que poderia sobreviver ou não”, citou Edenildo. 

Em prévia da arriscada cirurgia que seria feita, Sienne ficou temporariamente internada no CTI do HCAL, passando desta vez por novos exames, chegando até mesmo a receber 12 bolsas de sangue antes do procedimento cirúrgico, em razão de está com sintomas de febre forte, o que viria acarretar uma possível parada cardíaca durante a operação cirúrgica. 

“Mantinha minha opinião quando dizia que era câncer que estava em fase terminal e não eu”, declarou Sienne, que ficou internada no mesmo quarto hospitalar com outras quatro (04) mulheres também diagnosticadas com tipos de câncer. “Fui vendo uma por uma morrendo e restou somente eu naquele quarto”. 

O testemunho da sobrevivência
O dia marcado foi 15 de maio de 2016. Uma data que entraria para a história da vida de alguém que viu andar ao seu lado, lhe provocando de todas as formas para que pudesse ve-la derrotada, como costuma dizer às pessoas. 

“Aquilo que as pessoas sofrem há anos, sofri em menos de cinco meses, mas sempre mantendo a esperança e a fé”, disse. 

O processo cirúrgico seguiu uma linha de extração de diversos órgãos internos que já estavam parcialmente comprometidos pelo câncer, além daqueles já considerados inválidos pelo sistema de funcionamento corporal. 

Foram totalmente retirados: o estômago, o baço, a vesícula, a diafragma, a “calda” do pâncreas, e um abserse causador. Ou seja, ficando cinco órgãos isolados. 

Sienne ao lado de Edenildo
Foram parcialmente retirados: o fígado, o pâncreas, o esôfago e o abdômen, para que assim pudesse ser feito uma chamada “ligação direta” do esôfago com o intestino, num procedimento cirúrgico que durou quase três horas. 

“Desses órgãos que são considerados importantes no corpo humano, fiquei praticamente com cerca de 30% que me mantêm hoje viva”, descreveu Sienne, que ficou inicialmente de alimentando (pós-cirurgia) por uma sonda paralateral e depois inlateral (tubos pelo nariz).

Uma Nova Vida
Sienne ainda precisou passar cerca de 10 dias internada no CTI para garantir uma recuperação instável, visando comprovar que tudo havia saído de acordo com o imaginado.

“Ainda comemorei o aniversário do meu caçula no hospital durante o tempo de recuperação”, comentou. 

Mesmo sem a existência de sinais que mostrem uma nova saúde, Sienne precisou limitar seu estilo de alimentação, conforme orientação médica. 

“Nada de enlatados, sem carboidratos. Posso comer pouca verdura, peixe e até frango, mas tudo dentro de um limite”, enumera Sienne, que ainda toma suplementos como revigorante alimentar. 

Relatando sua luta na igreja
Apesar do longo fato (entre a descoberta da doença e o tratamento pré-cirúrgico) ter lhe causado um parcial dano neurológico (perda de memória), e ainda está atravessando pelos processos de sessões de quimioterapia, a mulher que hoje segue com seus 31 anos de vida, frequenta diversas igrejas evangélicas – em Macapá e Santana – buscando contar a sua forte e dolorosa experiência com uma das piores doenças da humanidade. 

Residente no distrito do Igarapé da Fortaleza, mais precisamente da Travessa Rio Vila Nova, Sienne vive de um benefício previdenciário, concedido em razão da doença adquirida, além de manter um pequeno Brechó em frente de sua casa, que ocorre todos os sábados. 

“Não procuro pedir dinheiro de ninguém, mas tem aqueles que procuram me ajudar doando alimentos e roupas que coloco pra vender no meu Brechó, e isso tem me ajudado bastante”, finalizou ela. 

Caso queiram ajudar ou conversar pessoalmente com Sienne Negrão, e conhecer outros detalhes dessa mulher considerada “prova de um milagre”, basta procura-la na Travessa Rio Vila Nova, número 99, ou ligar pelo contato 99138-3439.