domingo, 30 de abril de 2017

No Ambrósio, garoto morre eletrocutado durante uso de bomba d’água

Maurício Barbosa tinha 11 anos
Uma dor inconsolável. Assim está sentindo a casa da doméstica Edinete Barbosa, situada na região da Baixada do Ambrósio, desde a última sexta-feira (28/04), causado pela perda de um de seus filhos que morreu eletrocutado quando se banhava no Rio Amazonas. 

O fato aconteceu no final da tarde, quando o garoto Maurício dos Santos Barbosa, de 11 anos, saiu de casa para tomar banho no rio que atravessa nas proximidades de sua residência. 

Acompanhado de outros meninos – incluindo sua irmã – desceu nas águas e acabou sendo atingido por uma fiação que estava ligada a uma bomba d’água. 

“Como as casas não possuem água potável, eles recorrem às bombas, que serve para a sucção e o bombeamento de água que vem do rio”, explicou um morador da área. 

Com o choque momentâneo, o garoto ainda chegou a ser levado às pressas para o Hospital de Emergências de Santana, mas não resistiu à gravidade da descarga elétrica.

No início do ano, a Prefeitura de Santana anunciou um plano de expansão no sistema de abastecimento de água para a região, com o propósito de atender as centenas de famílias que não possuem acesso ao serviço.

sábado, 29 de abril de 2017

Família Pestana: Conheça o aluno que foi adotado por uma escola

O aluno Caio sendo recebido no retorno às aulas
A Escola Estadual José Ribamar Pestana, localizada no bairro Nova Brasília, em Santana, viveu uma tarde diferente na última quarta-feira (26/04), onde um evento receptivo foi organizado com seus mais de 400 alunos (do turno da tarde). 

Tudo em prol do retorno de um aluno que, apesar de se parecer convencional com outros garotos da mesma instituição, vem sendo visto como um exemplo digno de luta, dedicação e seriedade diante dos objetivos que pretende atingir através dos estudos. 

A história que o estudante Caio Figueira Cardoso, de 14 anos, vem atravessando nos últimos quatro meses é o conteúdo suficiente para demonstrar (em termos sociais e pedagógicos) que não existem limites que podem ser superados quando a vontade de seguir um trajeto honroso de querer estudar pode falar mais alto. 

Caio mora em trechos intrafegáveis do seu bairro
Um suburbano estudioso
Órfão de mãe, Caio é um daqueles pré-adolescentes que também sonha em conquistar seus sonhos através dos estudos, independente das barreiras que possam surgir.

Residindo numa área de difícil acesso viário – no final da Rua Ubaldo Figueira, no bairro Provedor I –, a forma mais rápida e ágil de se chegar à sua humilde casa é caminhando mais de 400m por um trecho de rua que, segundo os moradores mais antigos do local, bem pouco vem sendo vista pelas autoridades. 

“Em época de campanha é um mar de promessas que vemos por aqui, mas depois, nada”, disse o morador Amiraldo Coutinho, que reside no trecho há quase duas décadas. “Se eles já não aparecem no período de verão, agora é que eles não gostam de vim mesmo”. 

Mais de 3km de distância de sua casa para escola
Bem além do péssimo trecho que o estudante enfrenta, ainda existem outros 300m de passarelas que somam no índice de dificuldades colocados para alguém que não se intimidou em querer chegar ao seu destino diário, ou seja, a escola. 

Porém, a verdadeira distância final entre sua casa e o educandário ultrapassam mais de 3km se for levado em linha regular das vias (ruas, travessas e avenidas). Mas para reduzir essa longa distância, Caio vinha recorrendo aos chamados “atalhos” que garantem um tempo mais vantajoso. 

“As pessoas olham aquela longa distância pra chegar numa escola, mas se você aprender a conhecer seu bairro, verá que existem formas mais fáceis de ‘cortar’ caminho e ganhar tempo”, explicou o estudante. 

Caio tenta caminhar pelas pontes
E foi aplicando essa ideologia de ganhar tempo e ser articulador fez com que Caio se tornasse sempre respeitado entre os colegas e funcionários da escola. 

Um “incidente” marcante
Com propósitos a serem atingidos, Caio acabou sendo surpreendido por um fato traçado de forma inesperada pelo destino que mudaria drasticamente a linha do tempo de sua vida: na manhã do dia 06 de dezembro de 2016, Caio seria mais uma vítima da chamada “violência escolar”, onde um aluno da mesma escola lhe perfuraria as costas com uma tesoura pequena. 

As consequências físicas? Por pouco teria sido fatal por está a alguns centímetros do pulmão, e poderia se tornar motivos tão fortes como a razão inexplicável do outro estudante ter lhe perfurado. Porém, a situação acabou sendo outra. 

Foram semanas de exames e consultas que apenas lhe deixavam com o pensamento frustrado de querer realmente ou não continuar com os estudos. 

A escola "abraçou" a idéia de adota-lo
“Ele pegou um choque emocional tão grande que achava que não teria mais sentido continuar seus estudos após essa fatalidade”, disse a professora Lau Pires, que leciona na mesma escola de Caio. 

Escola: um amparo familiar
Apesar do fatídico ter lhe deixado numa situação que poderia destruir diversos sonhos, Caio acabou ganhando um surpreendente apoio institucional: a Escola em que era lotado como aluno abraçou com espontaneidade e amor a ideia de ajudar de forma bem envolvente: passaria a ser tratado como um filho. 

Existente há mais de 25 anos, a Escola José Ribamar Pestana possui mais de 1.000 alunos matriculados e cerca de 100 servidores ali lotados, que já se desdobram de inúmeras maneiras para educar e fomentar todos os meios educacionais e pedagógicos para seus estudantes. 

Feito uma recepção no retorno às aulas de Caio
“Buscamos os meios mais atuais e essenciais para aplicar em prol dos estudantes”, explicou o diretor da instituição Anísio Marques. 

Com algumas dependências fisicamente precárias, a dedicação coletiva se tornou uma das armas utilizadas no dia-a-dia desses colaboradores da escola, distribuídos entre professores, pedagogos, corpo técnico e administrativo, além dos profissionais da área de serviços gerais. 

Com uma equipe dessas – fortemente preparada – houve-se a iniciativa de trazer de volta um aluno que não apenas estava afastado das atividades escolares devido um “incidente”, mas também que lutava (e ainda quer lutar) para alcançar seus objetivos: crescer de forma intelectual através dos estudos e ingressar no mercado de trabalho. 

“Fizemos várias reuniões para tentar encontrar as melhores formas possíveis que pudessem favorecer a continuidade dos estudos do Caio após retornar às aulas, e nós estamos empenhando essas ideias diariamente”, esclareceu a pedagoga Nazaré Xavier, que vem acompanhando a situação do estudante desde o ocorrido. 

Professora Lau Pires discursando na sala de aula
Projetos Sociais
Há quem pense que a Escola Ribamar Pestana não desenvolve sérias atividades de âmbito social. Puro engano. Além de manter uma biblioteca e o programa TV Escola, outro importante projeto já vem sendo empenhado na instituição: o projeto “Eu Faço a Paz”. 

Um projeto social interno que pretende não apenas envolver a classe estudantil da entidade, mas dentro das condições possíveis, também favorecer a comunidade geral escolar. 

“O fato que aconteceu com o Caio apenas nos deu mais força para desenvolver projetos desse tipo e darmos um fim a diversos problemas”, disse Lau. 

Entre as ações planejadas pelo projeto está a valorização do dia 21 de setembro, data em que se comemora anualmente o “Dia Internacional da Paz”. 

“Com o projeto, vamos sugerir que os alunos procurem compor letras musicais com mensagens de paz, ou então criem logotipos que possam transmitir esse assunto e a não-violência para toda a escola e até mesmo para o restante da sociedade”, detalhou a professora Lau. 

Futuro promissor
Apesar de não ter nascido com qualquer comportamento especial, Caio acabou sendo incluído numa lista prioritária entre outros 17 alunos da mesma escola, que integram o Plano de Inclusão Escolar, que destina um número limitado de profissionais para acompanhar o desenvolvimento escolar de alunos desse tipo. 

“Eu poderia ter sido um covarde e não ter continuado meus estudos, mas hoje vejo que muitas pessoas lutaram para que retornasse às aulas”, reconhece Caio, que acabou tendo outros privilégios dados pelos seus professores. 

Caio Figueira com sua classe de colegas
Além de ter um carro exclusivo (concedido voluntariamente por uma de suas professoras) para busca-lo diariamente nas imediações de sua residência, todo seu material escolar foi carinhosamente providenciado pelo Corpo Técnico da instituição, que também desembolsa R$ 130 mensais para ser aplicado nos tratamentos de fisioterapia no estudante. 

“Até na compra da medicação que estava sendo usada nos ferimentos pós-cirúrgicos, é nós que estamos nos virando para ajudar”, ressaltou um dos professores da escola.

Atualmente tramita pelos meios da Promotoria de Justiça de Santana um processo que busca garantir um rendimento beneficiário ao estudante que vem provando dentro do seu limite físico e emocional o interesse de continuar os estudos e auxilia-lo em algumas dificuldades impostas pelo destino. 

“Não consigo me imaginar retornando às aulas se não fosse por essa ‘família’ que me adotou”, disse Caio. 

Pois é justamente uma união dessa proporção que não apenas veio retomando a ideia de alunos como Caio Figueira a acreditar nos motivos de dizerem que a escola “é o nosso 2º lugar”, como também enriquecem a certeza de que as entidades públicas de ensino ultrapassam as barreiras do companheirismo, da parceria, da dedicação socialmente pedagógica e do amor ao próximo.

Policial militar à paisana é baleado após reagir a assalto em restaurante

Um policial militar foi baleado de raspão no abdômen (do lado direito) ao tentar conter a tentativa de assalto em um restaurante no bairro Central de Santana. O fato teria ocorrido por volta de 22h30 desta sexta-feira (28/04). 

O policial, que é soldado, foi atendido no hospital e levado para casa em seguida. Ele estava à paisana e tentou intervir após dois suspeitos armados entrarem no restaurante para roubar os clientes. 

Um dos criminosos foi baleado, mas assim como o comparsa, conseguiu fugir. Os suspeitos não levaram nada do local, e não foram localizados até o momento. 

Equipes do 4º Batalhão da Polícia Militar continuam nas buscas aos criminosos. O referido policial foi liberado após atendimento médico.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Ofirney Sadala é quem comandará a Associação dos Prefeitos do Amapá

Gestores municipais que integram a Ameap
O prefeito de Santana Ofirney Sadala (PHS), venceu agora a pouco, a eleição para presidente da Associação dos Municípios do Estado do Amapá (Ameap), que aconteceu na tarde desta sexta-feira, 28, na sede da entidade, no bairro Laguinho.

O resultado foi divulgado agora a pouco e Ofirney Sadala assume a presidência da entidade ao lado de Rildo Oliveira (PMDB), prefeito de Tartarugalzinho na Chapa 01. 

O novo presidente eleito frisou que a vitória é resultado de um intenso trabalho em defesa não só de Santana, mas pelo desenvolvimento do Amapá. 

“É nosso compromisso contribuir com cada município amapaense, buscando união com todos os prefeitos do Estado”, declarou Sadala.

Vara da Infância e Juventude “zera” cadastro de adoção em Santana

Trabalhos foram todos intensificados pela Vara
O intenso trabalho da vara da Infância e Juventude da Comarca de Santana tem conseguido acelerar a inclusão de crianças e adolescentes, vítimas de abandono e violência, em novas famílias.

Hoje, não há nenhum casal, nenhum pretendente habilitado para adotar no município. Todos os casais que estavam no cadastro de pretendentes, até o final do ano passado, conseguiram receber crianças para adoção. Com o cadastro local zerado, a juíza Larissa Noronha busca novos pretendentes no cadastro nacional de adoção. 

O sucesso dos processos locais de inclusão em novas famílias decorre também das audiências concentradas. Esses procedimentos ocorrem dentro das instituições de acolhimento, como a Casa Marcelo Cândia e a Casa da Hospitalidade, quando a juíza vê a realidade das crianças acolhidas e faz a reavaliação da situação a cada seis meses.

Cadastros de adoção encerraram no final de 2016
“Nessa reavaliação a gente já verifica se há possibilidade de recolocar a criança ou adolescente na família natural. Quando não há, tomamos providências imediatas para desligar da família natural, através de uma ação de destituição do poder familiar, e recolocar em novas famílias”, explica a juíza Larissa. 

Para a juíza, as crianças vinham crescendo dentro das instituições, o que “não é salutar”.

“Os prejuízos psicológicos e cognitivos no desenvolvimento das crianças são inúmeros. Por isso a gente tenta diminuir ao máximo esse tempo de acolhimento institucional. Felizmente o número de crianças que crescem e acabam atingindo os 18 anos dentro das instituições é reduzido hoje em Santana, porque temos tomado as providências muito antes”, relata a magistrada. 

Mas, ainda há adolescentes que chegam às instituições com 12 ou 14 anos, idade de difícil recolocação em família substituta. Nesses casos, a Justiça, em conjunto com as instituições de acolhimento, tem trabalhado com a profissionalização e a garantia da escolaridade desses adolescentes. Muitos se tornam estagiários no Fórum da Comarca de Santana. 

Juíza Larissa Noronha acompanhou todos os casos
“É como se fosse o meu filho adolescente em casa, que precisa estudar e se preparar para o mercado de trabalho. É um outro tipo de tratamento”, compara. 

Especialmente na Casa de Acolhimento Marcelo Cândia, existe um projeto para as meninas que completam 18 anos. A instituição as ajuda a formar uma república para morarem juntas e se ajudarem. 

A cada semestre, em média, quatro famílias são habilitadas para adotarem crianças ou adolescentes na Comarca de Santana. Sendo assim, a cada semestre, no mínimo quatro crianças ou adolescentes são adotados. Considerando que ainda há situações em que uma família adota dois ou mais irmãos. 

Zerando o cadastro local, a Justiça busca o cadastro nacional, iniciando pelas localidades mais próximas como Belém, Goiânia e Brasília. Ocorre que estados mais distantes como São Paulo e Rio de Janeiro tem as filas de pretendentes maiores. Ainda na semana passada, dois casais, sendo um do Rio de Janeiro e outro São Paulo, chegaram a Santana para conhecer crianças que estão na Casa da Hospitalidade. 

“Um desses casais pretende adotar dois irmãos e o outro uma criança entre seis e oito anos. Temos buscado o cadastro nacional porque não temos pretendentes em Santana nem em Macapá”, conta a juíza. 

Para adotar uma ou mais crianças e adolescentes em Santana, esses pretendentes devem cumprir um estágio mínimo de convivência no município. Essa convivência ocorre sob os olhos dos técnicos das instituições de acolhimento e da Vara da Infância. 

A juíza Larissa Noronha relata que, “às vezes no primeiro dia já acontece o vínculo afetivo, porque as famílias que buscam crianças para adotar já vêm com aquele amor, com o coração aberto”. 

Em alguns casos o estágio de convivência continua na comarca de origem da família. Por exemplo, se a família vem de São Paulo, a Vara da Infância local entra em comunicação com o juiz de lá, que faz o estudo social e o acompanhamento para verificar se a adaptação está acontecendo de forma adequada ou não. De 30 em 30 dias é enviado um relatório para a comarca de origem da criança. 

Quanto à adoção internacional, a juíza Larissa Noronha explica que não há empresas cadastradas para esse fim no Estado. A adoção internacional no Brasil é feita através de empresas que realizam intercâmbio com países onde há famílias interessadas em adotar.

Essas empresas se cadastram nos estados, mas no Amapá não há nenhuma delas cadastrada. Hoje existem 15 crianças, entre quatro e 12 anos para adoção nas instituições de acolhimento de Santana.

Audiência Pública no IFAP vai buscar soluções que assegurem a integridade de centenas de estudantes

Nesta sexta-feira, 28 de abril, o vereador de Santana Dr.º Fabiano, juntamente com a reitoria do Instituto Federal do Amapá (IFAP), estará realizando no auditório do Instituto, uma audiência pública que pretende buscar uma solução aos inúmeros problemas existentes no entorno do Campus do IFAP em Santana. 

O novo prédio do Instituto federal – que fica atualmente localizado às margens da Rodovia Duca Serra – já está sendo utilizado desde fevereiro, quando houve sua inauguração, atendendo mais de 600 estudantes. 

Desde que assumiu o mandato, o vereador identificou alguns problemas que permanecem no entorno do instituto, colocando em risco não apenas a vida de centenas de estudantes federais, que também incluem de outra entidade bem próxima: o Campus da Universidade Federal do Amapá (Unifap). 

Desde então, o parlamentar abraçou essa causa, com o propósito de buscar uma solução para as deficiências existentes. 

Sinalização na Rodovia
Segundo o vereador, um dos maiores problemas é a falta de sinalização na Rodovia Duca Serra, trecho que segue do Distrito do Coração (ainda dentro dos limites rodoviários da cidade de Macapá) até chegar ao Conjunto Residencial Aquavile Tucunaré, este já situado nos limites de Santana. 

“Não existe faixa de pedestre para os estudantes atravessarem com segurança. Os veículos passam em alta velocidade. Acidentes envolvendo alunos do instituto foram registrados esse ano”, pontuou Fabiano. 

O vereador já havia protocolado vários pedidos junto à Secretaria de Transportes do Amapá (SETRAP), mas ainda não foram atendidos. Paralelo a isso, o parlamentar já alertou o Poder Público, através das mídias sociais.

Insegurança Noturna
A falta de iluminação pública é “claramente” visível em toda a extensão da Rodovia Duca Serra, em especial no trecho que abrange a área externa do IFAP e da Unifap.

Consequentemente, a carência de iluminação, atrai criminosos para a região do instituto, o que deixa os estudantes inseguros. Assaltos relâmpagos já foram registrados no entorno. 

A solução para esses (e outros) problemas precisa ser encontrada durante a audiência pública. Além da falta de sinalização e segurança dos estudantes, a audiência pública visa discutir outros problemas que serão pontuados pela Agência/Assessoria.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Cerca de 200 pessoas são esperadas para Oficina de Pais e Filhos que ocorrerá no Fórum de Santana

Nesta sexta-feira (28), o Fórum da Comarca de Santana realizará a 2ª Oficina de Pais e Filhos, que integra um programa educacional preventivo e multidisciplinar, destinado às famílias em fase de reestruturação de laços rompidos por motivos provenientes do divórcio ou separação. 

O projeto se transformou em um programa institucional, com uma ampla parceria entre o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), Ministério Público Estadual, Governo do Estado e Prefeitura de Santana. 

“A decisão de se implantar o referido programa no município de Santana encontrou fundamentos em uma ampla concepção de humanização da Justiça, através de formas alternativas de solução de conflitos já vistas nas primeiras oficinas de parentalidade, efetivadas na cidade de São Vicente, em São Paulo. As oficinas se revelaram um sucesso em termos de reconciliação, conciliação, harmonização e fortalecimento dos laços afetivos entre as famílias participantes”, destacou a juíza Michelle Farias, titular do Juizado da Violência Doméstica da Comarca de Santana. 

O objetivo geral é efetivar uma política pública de prevenção e resolução de conflitos familiares, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça, promovendo a paz social e propiciando um espaço seguro e confiável para famílias em fase de separação ou pós-separação, para que elas possam se sentir acolhidas e compreendidas nas suas especificidades. 

A agenda de atividades vem sendo efetivada através de palestras com a rede de parceiros, magistrados e servidores do Fórum, além de reuniões de planejamento das ações que vêm sendo desenvolvidas pela Central Psicossocial, Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Vara da Infância e Juventude, Diretoria do Fórum e Varas Cível e Criminal.

O evento acontecerá na sexta-feira, 28 de abril, a partir das 8 horas, no prédio do Fórum da Comarca de Santana. Serão disponibilizadas cinco salas para a efetivação das oficinas e atendimento de cerca de 200 pessoas.