domingo, 2 de agosto de 2015

Queda de posteamento deixa metade de Santana sem energia

Técnicos da CEA avaliam os estragos na rede
As chuvas torrenciais que caíram por poucos minutos, na noite deste sábado (1º de agosto), nas cidades de Macapá e Santana, deixaram uma consequência nada favorável para mais de 50 mil moradores do segundo maior município do Amapá. Uma extensa rede de distribuição de energia elétrica que sai da subestação Termelétrica de Santana (UTE Santana) tombou no trecho entre a UTE e a área onde fica o Pólo do IFAP (Instituto Federal de Tecnologia do Amapá) em Santana. 

O resultado não foi nada positivo: pelo menos oito (08) postes de concreto foram para o chão, levando toneladas de cabos elétricos (todos camuflados em isolante) a se estenderem ao longo de quase 2km de distância. 

“Só ouvi quando um estouro aconteceu na parte baixa da subestação, foi que percebemos que vários postes vieram pro chão”, contou José Antônio, que presta serviço como vigilante noturno para o IFAP. 

Os danos elétricos se estenderam ao longo da mata
O tombamento paralelo de quase oito postes – sendo que três quebraram ao meio, e parte dessa rede distribuidora ficou apenas “escorada” em outros posteamentos ao longo da Rodovia Duca Serra – ocorreu por volta das 20h na noite deste sábado (1º), seguindo até às proximidades do Loteamento Acquaville, deixando, inicialmente, que quase 70% da cidade santanense ficasse às escuras. Ao todo, estima-se que 14 bairros de Santana ficaram sem energia no momento do fatídico. 

“Muita gente que passava por aqui no horário da noite ainda chegou a ver a explosão e a queda dos postes”, disse o vigilante, que informou ter entrado em contato imediato com a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) ontem à noite. “Veio um carro da CEA, perto das dez horas da noite (de ontem) que só fez olhar o problema e foi embora”. 

Mais de 14 horas depois
Somente por volta das 10 horas da manhã deste domingo (02) que um caminhão – de uma prestadora de serviço da CEA – chegou ao local do fato, vindo com apenas três pessoas no veiculo. 

Foram oito (08) postes de concreto para o chão
Com diversos curiosos no local, os trabalhos de levantamento de boa parte da rede de distribuição ainda não haviam começado até às 11:00hs da manhã. Segundo um eletricista da CEA, os trabalhos ainda dependiam no supervisionamento de um encarregado direto da estatal. 

“Um supervisor da CEA ainda vem ao local para avaliar o que realmente vai ser preciso fazer e o que tem que ser removido de imediato da rede obstruída pelo tombo”, justificou o eletricista. 

Equipe da CEA chegou 14hs depois ao local
Vale ressaltar que dos 14 bairros de Santana que ficaram sem energia desde ontem, dez tiveram o fornecimento normalizado ainda pela madrugada. 

Sem previsão total
Segundo informações repassadas pelos técnicos da CEA, que se encontravam no local, não há uma previsão oficial para normalizar o restante dos bairros de Santana que ainda estão sem energia elétrica. 

“Ainda teremos que podar uma boa parte de um trecho que passa nessa área que mais afetou com a queda dos postes e substituir outros dois postes que ficaram bem danificados com a noite chuvosa”, disse um dos técnicos da CEA. 

Até ao meio-dia (12hs) deste domingo (02), os bairros Paraíso, Mutirão, Fonte Nova, Paraque das Laranjeiras e Jardim de Deus I e II ainda continuavam sem energia.

sábado, 1 de agosto de 2015

“Existem menos de 30 videolocadoras ainda espalhadas pelo Amapá”

Ainda existem 05 videolocadoras em Santana
Segundo um relatório divulgado recentemente pela UBV (União Brasileira de Vídeo), havia quase 14 mil locadoras no Brasil entre 2003 e 2005. Porém, em 2009, esse número caiu para cerca de 6 mil. Atualmente (2015), já são menos de 4 mil locadoras espalhadas em todo o país. 

Um saldo negativo para aqueles que um dia já investiram – ou aqueles que ainda investem nesse ramo de entretenimento doméstico. Para se ter uma ideia, no início do século (entre 1999 e 2001), haviam cerca de 150 estabelecimentos que trabalhavam na área de videolocadora no Estado do Amapá. 

De acordo com Márcio Fernandes, que é ex-presidente do Sindicato dos Proprietários de Videolocadoras no Estado do Amapá (Sindvideo/AP), essa queda foi causada principalmente pela comercialização da pirataria. 

“Até 2005 ou 2006, o comércio ilegal de CD’s e DVD’s piratas era limitado aqui no Amapá, tanto que a Polícia Civil realizava constantemente apreensão de material pirata, mas depois isso perdeu o controle, e muitos donos de locadoras não suportaram essa concorrência desleal e mudaram de negócio. Se tiver muito, deve existir menos de 30 locadoras espalhadas por todo o Amapá”, explicou Márcio. 

No município de Santana, segunda maior cidade do Amapá, que já manteve esse ramo com mais de 10 videolocadoras, hoje, existem somente cinco (05) estabelecimentos que trabalham na locação de filmes, tanto catálogos como de lançamentos. E sabendo que a pirataria descontrolada de filmes vem demandando diariamente, e a crise econômica do país ainda contribui pela redução nos gastos familiares, os donos dessas videolocadoras buscam criar promoções e descontos para driblar esse “forte inimigo”. 

Uma sugestão divertida para o final de semana
“A gente procura oferecer um filme convencional por R$ 2,00 e um lançamento por R$ 3,00 dando direito pro cliente levar outro filme como brinde, justamente pra não perder na promoção”, disse um funcionário de uma videolocadora situada no Centro de Santana. 

O mesmo funcionário da videolocadora (que se reservou de não citar seu nome) acha que a culpa pelo fechamentos de dezenas de estabelecimentos de locação de filmes no Estado tem participação da própria justiça amapaense. 

“A nossa Justiça mesmo (do Amapá) sabe que tem um monte de gente vendendo filmes piratas pelos centros de Macapá e Santana e não procura fazer nada. A venda ilegal é tão descarada que tem pessoas vendendo na porta de supermercados aqui de Santana e ninguém fez nada até agora e nem vai fazer”, questionou. 

Vale lembrar que baixar filmes da internet é crime. E a lei 10.695/03 (artigos 184 e 186) do Código Penal estabelece que a reprodução ou distribuição ilegal de músicas, vídeos, livros, obras de arte ou programas de computador, inclusive por meio da internet, para ter lucro, prevê pena de dois a quatro anos além de multa.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Antiga Rota Intermunicipal deve normalizar em 30 dias

Serviços de limpeza estão sendo feitos na via
A previsão otimista partiu de alguns trabalhadores da empresa que está efetuando os trabalhos de nivelamento viário e nova terraplanagem da Rua Everaldo Vasconcelos, no bairro Fonte Nova, em Santana. 

A referida via está interditada publicamente em vários trechos há quase um ano e desde a última quarta-feira (29/07), pelo menos três máquinas pesadas (entre tratores e retroescavadeiras) já estão envolvidos na tarefa de corrigir os pontos considerados mais críticos, para que nos próximos dias, seja logo feito os serviços de asfaltamento do local. 

“Existem alguns pontos que precisam de mais tempo para serem corrigidos por causa da rede de água que ainda não foi concluída”, justificou o braçal Jonas dos Santos, que integra a equipe da citada empresa. 

Retorno de itinerário
Em linha reta, são quase 700 metros de rua que está passando inicialmente por limpeza das valas formadas pelas recentes chuvas que caíram, sendo que na próxima semana serão “fechados” os buracos que apareceram ao longo do tempo pela via. 

“Como a rua está no itinerário dos ônibus que fazem pra Macapá, os serviços vão sendo entregues em partes para que a linha retorne por esses trechos o quanto antes. Se os trabalhos continuarem saindo bem, acho que em 20 ou 30 dias (no máximo) já normalizem com a linha”, prevê o secretário de Estado de Infraestrutura André Rocha. 

Até meados do mês de maio, os coletivos intermunicipais da linha Santana/Macapá utilizavam a Rua Everaldo Vasconcelos em suas rotas de entrada e saída. Porém, um serviço de tubulação inacabado na referida via fez com que os ônibus deixassem de trafegar no bairro, prejudicando cerca de 30 pessoas que residem em pelo menos cinco bairros distantes do Centro de Santana. O atual serviço de terraplanagem e pavimentação do trecho está sendo possível após o Governo do Estado renegociar parte do convênio que havia entre o Poder Estadual e a empresa-responsável pelos trabalhos.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

“Quero voltar a me apresentar, nem que seja numa cadeira de rodas”

Carlos Lima encontra-se em casa, se recuperando
É o que espera realizar muito em breve um dos artistas amapaenses mais conhecidos e respeitados, tanto pelo Norte Brasileiro, como no restante do país e em vários países por onde já se apresentou. Refiro-me ao serrano Carlos Alberto Silva Lima (mais conhecido como Carlos Lima) que, atualmente, vem atravessando por um período que considera como a fase mais complexa de sua vida: portador de diabete e recém-operado de um problema que apareceu em seus membros inferiores (pés), Carlos também acabou sendo vítima de um golpe de clonagem de cartão bancário que lhe causou sérios danos financeiros, tendo que viver nos últimos tempos da ajuda daqueles que realmente considera “os amigos dos momentos mais difíceis”. 

Esta semana, Carlos Lima – que ainda vem parcialmente se recuperando de uma cirurgia que precisou fazer há algumas semanas – concede uma entrevista ao blog Santana do Amapá, onde contou sobre o drama que vem atravessando em sua vida, comprometendo inesperadamente inúmeros compromissos profissionais e particulares que já estavam agendados. 

Acidente doméstico
Segundo Carlos, os problemas teriam começado a pouco mais de dois meses, quando sofreu uma queimadura doméstica (tentava esterilizar um vasilhame de alimentação canina e o recipiente metálico acabou atingindo-o no pé direito, deixando aquele membro inferior praticamente inerte), fato que somente foi constatado no dia seguinte quando procurou atendimento médico. 

“Foram quando notaram que havia uma queimadura próximo ao meu pé (direito), sinceramente eu não havia sentido nada queimando naquele momento”, contou Carlos que, mesmo após ser liberado do atendimento, continuou mantendo sua rotina de vida, onde fatos negativos vieram posteriormente aparecendo. 

Clonagem Bancária
Dias após o acidente doméstico, Carlos conta que tentou sacar um considerável valor em um terminal da agência do Banco do Brasil, fato que não chegou a ser concluído, devido o sistema do banco ter ficado temporariamente inoperante e que depois de receber a “ajuda” de uma pessoa desconhecida (porém, bem vestida e educada), não imaginava que seu pesadelo financeiro estava apenas começando. 

“Era um rapaz bem vestido, com roupa da Marinha e que não levantava qualquer suspeita de ser mal-intencionado”, descreveu o artista que somente descobriu após alguns dias (no período do pagamento estadual) que havia sido vítima de uma clonagem de cartão bancário, quando tomou conhecimento direto com o gerente da agência do Banco. 

“O criminoso estava em Belém (PA) e já havia feito vários saques com o meu cartão e várias compras que já passavam de R$ 8 mil em poucos dias. Foi horrível”, lamentou Carlos Lima, que acabou tendo seu nome negativado no Cadastro Nacional de Inadimplentes (Cadim) em razão de não ter dinheiro para saldar o limite bancário e declara o imposto de renda na Receita Federal, mesmo tendo registrado um boletim de ocorrência informando o ocorrido. 

“E pra piorar, cortaram minha energia por que não tinha como pagar e minha bomba (d’agua) só funciona com energia, também fiquei sem água. Ou seja, fiquei com o nome sujo, sem água e sem energia. Era um mundo desabando aos meus pés”. 

Segundo Carlos, mesmo sendo cliente antigo, o
 Banco do Brasil não lhe favoreceu como devia
Outro pé lesionado
Mesmo atravessando por todos esses problemas, Carlos Lima continuou mantendo sua rotina de trabalho normalmente. Até que no início de junho sofreu uma nova lesão, dessa vez no pé esquerdo, onde um estilhaço de vidro atingiu profundamente o lado inferior do membro (conhecido como “sola” do pé), levando o artista a ficar impossibilitado de se locomover diariamente. “Agora me sinto praticamente uma pessoa dependente dos outros”, disse. 

Vendo a situação que Carlos passava no Amapá, que uma irmã do artista (que residia na capital paraense) se adiantou para ajuda-lo o quanto antes. Vindo de Belém-PA, soube da triste situação de Carlos e providenciou assumir todas as responsabilidades civis do talentoso irmão. 

“Minha irmã comprou um terreno que eu tinha no distrito do Coração, daí pude quitar várias dívidas. Claro que ela (a irmã) foi quem ficou a frente de todas as situações para resolver”, contou. 

Cirurgia e tratamento
Com apoio da irmã, Carlos conta que precisou fazer uma cirurgia para pudesse reabilitar um dos membros inferiores, que já estava ficando em estado imóvel (necrosado) devido aos danos causados pelos estilhaços de vidro que ficaram presos na pele. 

“Durante a cirurgia, foi preciso limpar e lavar todo o local que já estava ficando necrosado. Uma operação que foi bem sucedida”, elogiou Carlos, se referindo ao médico Clairson Peixoto, que trabalha no Hospital Estadual de Santana, e que lhe tratou bem durante o procedimento cirúrgico. 

Foram 21 dias que o artista precisou ficar internado para que pudesse se recuperar gradativamente dos ferimentos do pé. Foram dias que, para Carlos, não serão esquecidos tão cedo. Ainda mais pela quantidade excessiva de medicação, curativos e higienização que precisou passar – já que na mesma ocasião, seria acometido por uma infecção urinária. 

“Imaginem como foi o sofrimento ter que tomar mais de 60 injeções nos braços e nas nádegas, mais de 160 soros. Isso sem falar que gastei em torno de 40 fraldas geriátricas numa única noite”, descreveu emocionadamente. 

No detalhe, o pé que passou por cirurgia
Ajuda de Amigos 
Quando inúmeras pessoas (entre amigos e conhecidos) souberam do estado (abalado físico e psicologicamente) que o artista vem atravessando, começou uma rede de campanha em prol de Carlos Lima. Uma ação que até ele não esperava que viesse de diversas partes do Brasil e do mundo, já que parte desses curativos é feito diariamente para cicatrizar sob as lesões deixadas em seus pés. 

“Para se ter uma idéia dos gastos nos curativos, eu uso 04 tubos de Fibrase (pomada) todo dia, sendo que cada tubo custa cerca de R$ 65. Além de gastar com um carro particular que me leva até um posto de saúde para fazer esses curativos com algum enfermeiro que esteja lá”, falou. 

Referência Artística
Buscando se recuperar aos poucos, Carlos Lima ainda vai ter que esperar mais dois meses para perceber as melhoras da cirurgia, algo que já tem deixado o artista bastante ansioso. 

“Quero muito voltar a me apresentar, nem que seja numa cadeira de rodas. Há muitas pessoas que tem me procurado, todos preocupados com minha situação, mas se Deus quiser, logo pretenso normalizar tudo isso”, prevê. 

Além de professor de Artes, Carlos Alberto Silva Lima (mais conhecido como Carlos Lima), também é dramaturgo, aotr, diretor teatral, professor e missionário evangélico. É graduado pela Universidade Federal do Amapá (Unifap) em Artes. 

É regionalmente conhecido por ter criado a peça teatral “Seu Portuga e a língua Portuguesa”, onde também atua como ator. 

Aos interessados que quiserem fazer qualquer doação, basta efetuar um depósito na seguinte conta: 

Banco do Brasil (Agência 0261-5)
Conta Corrente 16700-2
Favorecido: Carlos Alberto da Silva Lima

STTRANS divulga levantamento das infrações cometidas em Santana

Fiscalizações intensas
A Superintendência de Transporte e Transito de Santana (STTrans), realizou e concluiu nesta quinta-feira (30/07) estatística de notificações de infrações de trânsito, foram 576 notificações de infrações cometidas nas vias de Santana por condutores de carros e motos no período de janeiro a junho deste ano. 

Segundo a STTrans, neste periodo a prática de desobedecer as autoridades de transito, artigo 195 CTB, já corresponde a 30% (175) das 576 multas aplicadas. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a multa para quem comete a infração é de R$ 127,69. 

O condutor antes de ser notificado, tem o direito de defesa e pode entrar com recurso caso tenha certeza que não cometeu a infração, caso tenha cometido ainda poderá paga a multa antes do vencimento com 20% de desconto, (artigo 284 do CTB). 

Em segundo lugar está o estacionamento proibido, que gerou resultou em 104 infrações cometidas nas ruas de Santana, conforme o artigo 181. O valor da multa no CTB corresponde a R$ 85,13. 

Logo em seguida, considerada a terceira infração mais cometida é dirigir falando ao celular que já gerou 70 multas e deixar de usar o cinto de segurança foi a quarta infração mais autuada pelos agentes de transito com 48 infrações. 

A imprudência e a má condução são as principais responsáveis pelos acidentes de trânsito. O fato é que a maioria desses acidentes é causado por falta de atenção ou uma distração, na maioria das vezes causado pelo uso de um celular no transito. 

Ressalta o Diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de Santana, o senhor Renato Rafael, que quanto a problemas no momento da aplicação das multas, na maioria das vezes, os agentes de trânsito enfrentam resistência quando há contato com o motorista. 

“Sempre tem alguém que não entende que estacionou embaixo da placa ou que está na faixa que é proibida”, disse ele. 

As multas relacionadas à ação de dirigir falando ao telefone também são aplicadas pelos agentes. No entanto, Rafael destacou que é mais raro haver problemas com o infrator, já que geralmente elas são aplicadas quando os motoristas estão dirigindo. 

“Em alguns casos, quando o motorista percebe que foi multado, ele volta e tenta questionar”, contou. 

Todos os dias 15 agentes de Trânsito circulam pelas principais ruas e avenidas da cidade, orientando e fiscalizando a conduta dos motoristas. Na rua Salvador Diniz, há o maior registro de casos das infrações de trânsito. Devido em toda sua extensão existir varias faixas de pedestre, escolas e agencia bancaria. 

Para o Coordenador da STTrans, Alexandro Soares, a presença dos agentes de Trânsito nas principais ruas e avenidas na cidade é de extrema importância para que os motoristas se sintam inibidos a cometer delitos. 

“Só a presença dos agentes já altera o comportamento dos motoristas; nem sempre é necessário autuar. A Superintendência busca orientar e conscientizar os condutores para tornar o trânsito um local mais seguro, comentou o superintendente do STTrans, Juracy Juca.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Descaso e insegurança predominam pelo Centro Vitória Régia

O Centro funciona há quase 40 anos, apresentando
dificuldades em sua estrutura física
O que era para ser um dos principais locais de concentração de programas sociais e de geração de emprego e de renda de Santana está com sua estrutura física seriamente comprometida, sem que o Governo do Estado acene com a possibilidade de melhorias, para que, pelo menos os projetos sociais ali desenvolvidos, funcionem de maneira até mais decente. 

É dessa forma que se encontra o Centro Social Urbano “Vitória Régia”, inaugurado em 1979 (no final da gestão de governo do então Capitão da Marinha Arthur Henning), localizado na Rua Ubaldo Figueira, no Centro da cidade portuária, que chegou a ser um dos mais conceituados espaços socioeducativos do Estado, contendo salas amplas e adequadas, quadra coberta e um campo de futebol, que, infelizmente, pelo menos na atual administração estadual, ainda não cumpriu totalmente com as suas finalidades sociais. 

Pelo que a reportagem do blog Santana do Amapá conseguiu apurar no início dessa semana que, em dois dos três blocos de salas funcionam programas e projetos desenvolvidos pela Secretaria de Estado de Inclusão e Mobilização Social (Sims), sendo que em outro bloco funciona uma escola de ensino infantil e fundamental (de responsabilidade do Governo Estadual), para cerca de 220 alunos nos turnos da manhã e tarde. 

A quadra do CSU é periodicamente utilizada pelo Poder Público (ações governamentais) e privado (festas), assim como também serve para as aulas práticas (educação física) ao ar livre da escola de ensino fundamental que está implantada em um dos blocos do Centro. A propósito disso, vale ressaltar que quadra também esteve até pouco tempo atrás servindo para aulas de direção, realizados por uma escola de ensino de condutores de automóveis (autoescola), onde também utilizavam do campo de futebol do centro para as aulas de formação de motoristas. 

Sem vigilância, já roubaram a bomba d'água
do Centro, que já sofre pelo abandono público
Precariedade física
Além do uso indevido de alguns espaços físicos do órgão por uma autoescola particular, o que também chama atenção é o desgaste das estruturas do local. Os três blocos já apresentavam rachaduras visíveis por alguns lados das paredes, além de goteiras e com as instalações elétricas e hidráulicas que funcionam precariamente. 

A quadra esportiva, que já foi uma das maiores referências de espaço de lazer no Estado, está parcialmente abandonada, precisando de reforma na cobertura, no piso, nas grades de proteção e de demarcação. Até mesmo o local onde funcionaria uma fábrica de picolés, atrás do Centro, nunca foi concluído, deixando de lado um projeto de grande rendimento econômico e social para o município, que poderia beneficiar inúmeros jovens que estão ingressando constantemente no mercado de trabalho. 

“Quando assumimos em janeiro, a situação estava bem pior”, afirma Aldair Sá, atual coordenador do Centro, que tem como um dos muitos objetivos institucionais organizar e promover cursos e oficinas socioeducativas para a comunidade em geral de Santana, porém, vem buscando parcerias com empresários locais para fortalecer os propósitos. 

No entanto, Aldair sabe que as dificuldades são muitas em meio às condições físicas e administrativas que o Centro atravessa há anos, na qual grande parte da sociedade chegar a acreditar que o local está abandonado. “Tem gente que passa na frente do Centro e pensa que não funciona nada aqui dentro”. 

Kelle Cristiane (diretora Escolar) já cansou de
enviar ofícios à Seed falando da situação do local
Insegurança
Além de conviverem com o descaso público do local, onde o Governo Estadual utiliza o Centro Urbano para o uso de dois setores estaduais (educação e mobilização social), ainda existe outra preocupação que aflige os servidores e os usuários do espaço: a falta de segurança. 

O Centro encontra-se sem o serviço de vigilância noturna desde o início do ano, o que acabou resultando no registro de um assalto ocorrido no último domingo (26/07), onde dois elementos (de aparência jovem) aproveitaram a inexistência de vigilante no órgão, e arrombaram uma das salas do bloco onde funciona a instituição escolar, de onde levaram diversos materiais – novos e usados – de uso da entidade. 

“Levaram a bomba d’água, um rolo de fios que compramos para reforma da escola, uma impressora, alguns equipamentos de escritório e cozinha. Um prejuízo que ainda nem conseguimos terminar de calcular”, informou a professora Kelle Cristiane que está a frente da direção da escola estadual instalada no Centro. 

Segundo Kelle, os acessórios de uso externo do local (como cadeados e lâmpadas) que não puderam ser retirados pelos assaltantes, foram danificados ou quebrados como forma de represália, aumentando os danos a serem corrigidos. 

“Já não sei mais o que faço com todo esse descaso que estamos vivendo por aqui. Já enviei vários ofícios para a Seed (Secretaria Estadual de Educação) explicando sobre essas condições que nos encontramos, e até já deixei meu cargo à disposição, mas nenhuma resposta teve retorno”, lamentou a diretora, que teme por possíveis ações de outros vândalos no local, já que, de acordo com a coordenação do CSU Vitória Régia, ainda não há qualquer previsão para a contratação de vigilantes que possam prestar serviço noturno no local. 

Devido ausência de vigilância, várias lâmpadas
externas foram roubadas, e outras quebradas
Expectativas de Melhoras
Apesar de todos os problemas existentes no Centro, há quem acredite que o Centro “Vitória Régia” retornará ao quadro social de instituição bem atuante como já foi um dia. É o que prevê a própria diretora do educandário de ensino fundamental, que salientou a importância social e institucional. 

“Para se ter uma idéia do padrão de ensino exemplar que desenvolvemos ser tão bom, que é mais quem tem vontade de estudar aqui, sabendo que oferecemos além do ensino comum, os alunos participam de cursos e outras atividades diariamente. Mas isso também depende muito da boa vontade do Governo (Estadual) em dar mais atenção a esse lugar”, atentou Kelle. 

Pelo que se observa a valorização do espaço físico não deverá acontecer tão logo, pois, segundo pessoas que frequentam constantemente o Centro, as poucas visitas que o Chefe do Executivo Estadual (governador) fez ao local ocorreram somente durante os ensaios da Bateria da Escola de Samba “Império do Povo”, na quadra do Centro, no período que antecede o desfile de Carnaval da agremiação.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Congresso Estadual comemora 25 anos da Renovação Carismática Católica no Amapá

No período de 27 a 30 de agosto de 2015 a Renovação Carismática Católica do Amapá (RCC Amapá) realiza o XI Congresso Estadual da RCC Amapá. O evento marca a comemoração dos 25 anos do Movimento Eclesial na Diocese de Macapá e acontece na Quadra da Paróquia São Benedito. 

Com o tema “Se vivemos no Espírito, andemos de acordo com o Espírito” (Livro Bíblico de Gálatas 5:25), o XI Congresso será um momento de celebrar a vida do movimento e sua existência na Igreja de Macapá. 

Os Grupos de Oração das paróquias de Macapá, Santana e Laranjal do Jari se reúnem para aprofundar a espiritualidade promovida pela RCC. Caravanas dos municípios de Porto Grande, Itaubal, Serra do Navio também devem marcar presença no XI Congresso da RCC Amapá. 

A comemoração do Jubileu de Prata representa a perseverança e o empenho missionário da Renovação Carismática na Diocese, onde desde 1990 realiza atividades de evangelização através de Grupos de Oração e Ministérios. 

Inscrição
Para participar da 11ª edição do Congresso Estadual da RCC Amapá basta entrar em contato com os Grupos de Oração nas paróquias e nas comunidades da Diocese de Macapá ou no local do evento. 

O pacote completo dá acesso a todas as atividades do congresso e alimentação (almoço), no valor de R$ 30,00 ( trinta reais). O pacote básico dá acesso as atividades do Congresso sem a alimentação (almoço), no valor de R$ 20,00. 

Confirmado o show da cantora Olívia Ferreira
Programação
Na programação, estão reservados momentos para oração, celebração eucarística, música e pregações direcionados ao tema do evento. O objetivo é aprofundar a vocação eclesial do movimento, definido pelo Papa João Paulo II como “rosto e memoria de Pentecostes”. 

Está confirmada a presença da cantora Olívia Ferreira com o show lançamento do seu mais novo álbum “ Ele é o Senhor”. A cantora do Rio de Janeiro é considerada uma das revelações da música católica no Brasil. 

O coordenador do Ministério de Intercessão da Renovação Carismática Católica do Brasil (RCC Brasil), Luiz César Martins, será o pregador oficial do evento. Está é a segunda vez que o paranaense vem ao Amapá para participar de um encontro promovido pela RCC. 

Participa também do X Congresso o bispo diocesano de Macapá, Dom Pedro José Conti,o assessor eclesiástico e pároco da Paróquia São João Piamarta, padre Valdomiro Morais, e o frei Capuchinho Eduardo Farias. 

Cronograma:
Dia 27/08 (quinta-feira): Abertura do Congresso com Grupo de Oração e Adoração ao Santíssimo Sacramento, às 19hs.

Dia 28/08 (sexta-feira): Celebração Eucarística e Show Católico (Olívia Ferreira), às 19hs.

Dia 29/08 (Sábado): Oração, Pregações, Música, Celebração Eucarística, Congressinho para as crianças, de 8hs às 17hs.

Dia 30/08 (Domingo): Oração, Pregações, Música, Celebração Eucarística (Dom Pedro Conti), Congressinho para as crianças, de 8hs às 12hs. 

Contatos
Jefferson Souza – Comissão de Comunicação e Divulgação – Fone (096) 99139-0682
Irlã Barbosa - Comissão de Comunicação e Divulgação – Fone (096) 98146-1225
Rilson Espíndola Correa – Presidente do Conselho Diocesano e Estadual da RCC Amapá e Coordenador Geral do Congresso – Fone (096) 99134-3450
Monica Torrinha – Secretária Geral da RCC Amapá – Fone (096) 9 – 8112-3023