quarta-feira, 27 de julho de 2016

Prestando serviços há 20 anos em Santana, Centro Luiz Monza se destaca pelo assistencialismo local

Centro completa 20 anos de serviços em Santana
Foi na manhã daquele dia 27 de julho de 1996 que a pequena e modesta cidade de Santana (com pouco mais de 70 mil habitantes) ganharia uma inédita unidade de saúde, voltada para as classes menos favorecidas da nossa sociedade: estava sendo entregue o 1º plano de módulos do Centro Pediátrico Padre Luiz Monza. 

Erguido na Avenida 07 de Setembro (no bairro Fonte Nova), o Centro surgiu de uma ideia da Associação “A Nossa Família”, um entidade filantrópica formada por um grupo de voluntários italianos, fixada em Santana desde 1994. 

Percebendo que a segunda maior cidade do Amapá experimentava um crescimento populacional descontrolado, devido à chegada contínua de pessoas que deixavam as áreas de rios navegáveis, o chamado "interior", à procura de trabalho, saúde e escolas na cidade, fazia com que, em paralelo, também aparecessem diversos problemas sociais que levavam algumas dessas pessoas – em maioria, a classe feminina – a ficar desprovidas de uma atenção mais considerável. 

Grávidas carentes são atendidas pelo Centro
E assim vendo essa precariedade que se formava dentro da comunidade mais carente do município que a Associação propôs de melhorar a saúde, a assistência social e a psicologia educacional das crianças de diversos bairros santanenses – em excepcional do bairro Fonte Nova, onde iniciaria o referido projeto – que seria construído o Centro Pediátrico “Padre Luiz Monza”. 

Atendimentos
Dirigida desde junho de 2015 pela italiana Marisa Bonollo, o Centro vem se mantendo de uma ajuda financeira limitada, coordenada pela própria Associação “A Nossa Família”, que recebe constantes doações de materiais e dinheiros. 

O Centro já é uma Referência Estadual
“Vivemos de uma ajuda bem extrema, que não conta com o Governo (Estadual), apenas de alguns profissionais cedidos pelo município que sempre se mostrou interessado com essa causa social”, esclareceu a diretora do Centro Marisa Bonollo, que chegou a residir mais de 14 anos no Equador, prestando serviços voluntários com pessoas deficientes, e atualmente vive a experiência inédita de lhe dar com um serviço mais cauteloso, ligado à formação da saúde humana e pediátrica. 

“O Centro recebe dezenas de grávidas com vulnerabilidade social, onde fazem um cadastro de avaliação e depois passam por uma entrevista pelo assistente social, antes mesmo de começar o processo de tratamento de pré-natal”, explicou Marisa. 

Em anexo, o Centro possui diversos módulos
O Centro oferece: serviços básicos de saúde para mães e filhos, serviços especializados de infantil e neuropsiquiatria pediátrica, formação e saneamento básico para as mães do bairro (especialmente as mais jovens). 

Ainda dentro desses atendimentos pediátricos, também inclui o controle de peso, imunização, terapeuta ocupacional, palestras periódicas para as grávidas, obstetrícia, exames laboratoriais, controle nutricional, estimulação precoce, além de doação de remédios a crianças carentes de 0 a 5 anos e a adolescentes gestantes oriundas de situação de risco social. 

“Para se mostrarem bem aptas com a chegada do bebê, as grávidas também aprendem a produzir crochês, bordados, tipos de enxovais e toalhas de banho, tudo para melhor acomodar a criança”, ressalta Marisa. 

O Centro Pediátrico Padre Luiz Monza funciona de segunda-feira à sexta-feira, das 08hs da manhã às 13hs.

terça-feira, 26 de julho de 2016

“Nossa padroeira não iria ser Santa Ana”, revela devoto pioneiro

Imagem na entrada da cidade
No dia dedicado à Nossa Senhora de Santa Ana (26 de Julho), padroeira do segundo maior município do Estado do Amapá, o blog conversou com o aposentado José Raimundo Soares, conhecido como “Mundino”, com 68 anos, residente em Santana há mais de meio século, onde acompanha anualmente os eventos relacionados às festividades da padroeira local

Natural da cidade de Castanhal (PA), Mundino veio com a família para Santana no final da década de 1950, quando seu pai Raimundo Calixto Soares foi trabalhar na ICOMI na função de Auxiliar de Contabilidade. 

“Fomos morar numa vila de casas que chamavam de ‘Vila Toco’ onde hoje fica a fábrica da Amcel”, relembra o aposentado, que diz ter acompanhado os primeiros passos de construção da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizado nas proximidades da Vila Amazonas. 

“Nessa época, o padre Ângelo (Biraghi) conduzia todas as ordens sobre a Igreja Católica nessa região e muita gente via nele como um tipo de autoridade, tanto que os primeiros eventos de Santana foram idéia dele”, pontuou. 

Mundino conta que por volta de 1962, houve um interesse popular de ser realizada uma procissão dedicada à Santa Ana, o que acabou sendo embargada pela comunidade católica da época por não haver recursos (financeiros) suficientes para o evento e haver outras discussões ligadas à questões eclesiásticas. 

“Havia diversos vilarejos espalhados nessa região, sendo que as mais populosas eram a Vila Maia e a Vila Amazonas. Como a Vila Amazonas era habitada por pessoas ligadas à diretoria da ICOMI (que constantemente patrocinada diversos eventos sociais na região), a opinião dos devotos daquela vila operária era priorizada”, disse Mundino, que continuou: “Com isso, o padre Ângelo acatava quase todos os pedidos que vinham da Vila Amazonas, e um desses pedidos foi realizar uma procissão anual dedicada somente à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que era devota dos funcionários da ICOMI”. 

Ainda de acordo com Mundino, a vontade dos moradores da Vila Amazonas iria ser válida por longo período, até que em 1968, moradores que residiam em vilarejos distintos da região começaram a sugerir que outro “Santo” fosse favorecido com tais eventos. 

“Como a cidade ia crescendo por todos os lados e os vilarejos iam se unindo, formando bairros, começaram a perceber que viria uma cidade, e a existência de uma principal via de acesso (já denominada Avenida Santana desde 1966), fez com que os devotos pedissem a realização de uma procissão dedicada somente à Santa Ana”, contou. 

Após diversas reuniões e discussões que chegaram até a causar polêmica entre os moradores da Vila Maia e da Vila Amazonas, foi possível convencer os líderes católicos sobre a realização de mais um padroeiro local. 

“Se não fosse essa persistência de verem que o futuro nome da cidade tinha haver com o nome dessa Santa, com certeza não seria Santa Ana a nossa atual padroeira”, revela. 

Após a criação oficial do município de Santana em 1987, a devoção tornou-se Lei Municipal através da Lei n.º 029 do dia 23 de abril de 1990, reconhecendo anualmente o dia 26 de Julho como feriado municipal na cidade santanense.

Com risco de explosão, populares apagam fogo em caminhonete

Incêndio começou embaixo do veículo
Lojistas e funcionários de alguns estabelecimentos comerciais situados na área comercial de Santana se assustaram quando perceberam o princípio de incêndio em um veiculo de médio porte – tipo caminhonete – apresentando sinais de intensa fumaça de dentro do capô onde fica o motor. 

O fato ocorreu na manhã desta segunda-feira (25), no cruzamento da Rua Cláudio Lúcio na Avenida Santana, em frente à Praça da Bíblia, no bairro Comercial, quando uma caminhonete, da marca Ford (modelo 1978) – carroceria de madeira –, conduzida pelo autônomo Jacó Rodrigues, encostou de maneira inesperada no canteiro da praça, sendo que seu condutor logo se evadia do veículo. 

“Já vinha sentindo aquele cheiro de queimado há alguns instantes e encostei logo o carro pra ver o eu estava acontecendo”, relatou o motorista que, após descer do veículo, percebeu que havia um pequeno vazamento de combustível pela parte inferior do veículo, demonstrando sinais de fogo, além da forte fumaça que já se espalhava de dentro do capô. 

“Parecia que tinha um fio solto que estava queimando bastante e não queria terminar”, disse o mototaxista Clebson Tavares, que foi um dos primeiros a ajudar o motorista. 

Funcionários de uma loja de materiais de construção (que fica há poucos metros do ocorrido) também auxiliaram no combate ao incêndio, com uso de extintores, além de jogarem areia e água para eliminar o fogo, que já se alastrava pela parte externa do tanque e do motor do veículo. 

“Se não agíssemos rapidamente, com certeza o fogo causaria uma possível explosão dentro do veículo”, previa um dos vendedores da loja de materiais de construção. 

Diesel
No entanto, para o alívio das pessoas que estiveram presentes no local, o incidente pôde ser evitado de forma coletiva, apesar de terem sido informado de que o combustível utilizado no motor do veículo está sendo a base de óleo diesel. 

“Por ser um carro bem antigo (modelo do final da década de 1970), uso um motor à base de diesel, se não, o incêndio teria sido bem pior se fosse com gasolina”, reconhece o condutor da caminhonete, que presta serviços de frete no Canal dos Madeireiros há mais de 20 anos. 

“Agora fiquei sem meu ganha-pão, mas graças a Deus fiquei vivo”, agradece Jacó.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

De Santana (AP), um reencontro emocionante de mãe e filha em Pernambuco

Delegada se emociona ao entregar Júlia à mãe
O Aeroporto dos Guararapes, na cidade de Recife (PE) ficou pequeno para tantas pessoas que estiveram presentes, para assistir ao desembarque da pequena Júlia, de um ano de nove meses, que levada pelo próprio pai, o engenheiro Janderson Rodrigo Salgado Alencar, de 29 anos. 

O engenheiro havia ficado com a criança no final de semana do último dia 10 de julho, prometendo devolvê-la à mãe Cláudia Cavalcanti, de 42 anos, no dia seguinte, na qual a genitora residen na cidade de Olinda (PE) o que não foi cumprido, conforme acordo. 

De imediato, Cláudia comunicou às autoridades sobre o desaparecimento da criança, na qual o caso foi entregue nas mãos da delegada Gleide Ângelo, que logo iniciou uma linha de investigação, que resultou na prisão de Janderson Rodrigo, na noite do último sábado (23), que estava hospedado em um kit-net, situado na área portuária do município de Santana, distante há cerca de 20km de Macapá (AP), após levantar suspeitas durante sua estada, já que não estava acompanhado de qualquer pessoa além da criança e se manter dentro de poucas palavras durante os três dias que já estava hospedado no local. 

Pequena Júlia de volta nos braços da mãe Cláudia
Retorno à Pernambuco
Após a prisão de Janderson e recuperada a pequena Júlia, numa ação que contou com o apoio das polícias Civil dos Estado de Pernambuco e do Amapá (que estiveram acompanhando minuciosamente o recebimento da localização do engenheiro na cidade de Santana-AP), o passo seguinte seria recambiar os envolvidos para o Estado de origem. 

A delegada Gleide Ângelo (responsável pelo caso) desembarcou no Amapá na madrugada de domingo (24), onde concedeu entrevista à imprensa amapaense e acompanhou os trâmites relacionados à prisão de Janderson. 

Pai e filha desembarcaram no Aeroporto de Recife (PE) no início da tarde desta segunda-feira, sendo que a pequena Júlia foi entregue pela delegada Gleide à sua mãe Cláudia Cavalcanti, enquanto que Janderson seguiu para o Instituto Médico Legal (IML) de Recife, para efetuar exames criminais. 

Informações repassadas pela Agência Pernambuco Press

domingo, 24 de julho de 2016

De Pernambuco, Polícia Civil localiza em Santana (AP) criança levada pelo pai

Janderson levou a filha (esquerda) sem autorização materna
Foi localizada na noite deste sábado (23/07), pela Polícia Civil do Amapá, com apoio de agentes do Estado de Pernambuco, a menina Júlia Cavalcanti de Alencar, de 1 ano e 9 meses, que havia sido levada pelo pai, o engenheiro Janderson Rodrigo Salgado Alencar, de 29 anos, de seu Estado de origem (Pernambuco) desde o último dia 10 de julho. 

O engenheiro e a filha foram localizados em um kit-net localizado na área portuária do município de Santana, a 25km de Macapá (AP) por volta das 20hs desta sábado. 

Janderson não reagiu à prisão
A operação pela prisão contou com o apoio da Polícia Civil amapaense que realizou a abordagem no endereço residencial situado na área central da referida cidade. A operação, que resultou na localização da criança e prisão do genitor da mesma foi fruto de trabalho em conjunto entre as Polícias Civis de Pernambuco e do Amapá, onde esta última também contou com informações da Inteligência da PCPE. 

As delegadas da 9ª DPH da cidade de Olinda/PE, Gleide Angelo e Fabiana Leandro, que presidem as investigações, chegaram a Macapá na madrugada deste domingo (24) com o objetivo de proceder ao recambiamento do preso e trazer a criança para o Estado de Pernambuco. 

Júlia e Janderson estavam sendo procurados desde o dia 10 de julho depois que ele não devolveu a menina para a mãe como estava previsto em decisão judicial. 

Ainda não há previsão para o horário de chegada de pai e filha ao Estado de Pernambuco, pois as delegadas irão precisar de autorização judicial para viajar com a criança. 

Nota: Algumas informações foram cedidas pelo Diário de Pernambuco

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Vídeo mostra tentativa de assalto na área portuária de Santana

Dois jovens tentaram assaltar um homem identificado como policial civil, na tarde desta quinta-feira, 21/07, na Avenida Amapá, na área portuária do município de Santana. 

O homem caminhava pela via, carregando uma mochila tipo “carga” nas costas, quando foi surpreendido por dois jovens, um deles tentou roubar a vítima, mas tiveram uma surpresa: o homem portava uma arma de fogo e chegou a efetuar vários disparos atrás de um dos suspeitos, enquanto que o outro ficou parado e foi rendido pela vítima. 

Veja no vídeo, feito de forma caseira de uma dependência domiciliar, e postado na página virtual do blogueiro Iran Fróes!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

A perda inesperada de uma Educadora

Professora foi vítima de infarto fulminante
Faleceu na madrugada desta quinta-feira (21/07), na cidade paraense de Moju – a cerca de 60km de distancia de Belém –, a professora Maria Dinalva Sacramento, que prestava serviços no quadro da educação municipal de Santana. 

Segundo informações de familiares, Dinalva teria sofrido um infarto fulminante na casa de parentes. A educadora estava de licença-prêmio, aproveitando o recesso do período das férias para visitar os familiares no Estado vizinho. A notícia foi repassada nas primeiras horas da manhã de hoje. 

Formada no curso de Mestrado em Ciência da Educação pela Universidade de Assunção (Paraguai), estava com 47 anos, era casada há quase duas décadas com o professor Maurilo Martins. 

Atuou em diversas escolas da rede estadual, como José do Patrocínio (distrito de Fazendinha) e Everaldo da Silva Vasconcelos (bairro Paraíso), prestando atualmente serviços técnico-pedagógicos no Centro de Educação Profissional Maria Salomé (no Distrito Industrial) e na Escola Municipal Padre Fúlvio, em Santana. 

“Ela foi uma pessoa muito amiga e uma excelente profissional da educação, sempre dedicado ao que fazia, deixando um legado de muito trabalho pela educação de Santana”, assim expressou o professor Rai Rosa, colega de Dinalva na Escola Municipal Padre Fúlvio. 

O corpo da professora está sendo velado na cidade de Moju (PA), onde será sepultado, a pedido da família.