O incêndio que atingiu diversas alas do complexo hospitalar de Santana – que inclui o pronto-socorro e a maternidade estadual – deixou um rastro de destruição após um intenso desespero e pânico para pacientes e servidores do local.
Com uma estrutura bastante deteriorada, o Corpo de Bombeiros vai aguardar a conclusão da pericia para assim entender o que de fato ocorreu na manhã desta quinta-feira (27) em Santana.
A primeiro momento, já cogita-se um curto-circuito elétrico que atingiu salas com materiais de uso médico (incluindo gases e inflamáveis), expandindo o fogo e a fumaça pelas enfermarias da imensa unidade de saúde.
“Além de não sermos respeitados, trabalhamos em um local sem a mínima condição de serviço”, relatou uma enfermeira, lotada no local há quase duas décadas.
Segundo a enfermeira, poucos serviços de manutenção foram realizados no hospital no decorrer de seu tempo de trabalho no local.
“Construíram um hospital com um limite de atendimento, e esqueceram que a demanda aumentaria com o passar do tempo”, disse.
A Unidade Mista
Inaugurado em 1982 pelo então governador Comandante Anníbal Barcellos, a pequena Unidade Mista de Saúde de Santana (hoje Hospital Estadual) foi inicialmente planejado para atender cerca de 40 mil pessoas que residiam entre Fazendinha e Santana.
Somente em 1993 – mais de dez anos após sua inauguração – passou pelos primeiros serviços de reformas de ampliações de salas, para atender um número maior de pacientes (principalmente pelo fato de Santana ter se tornado um município independente). Das 16 salas já existentes, somente mais duas foram construídas.
Em 2001, foram ampliadas novas salas e reformado um dos blocos hospitalares, para comportar o atendimento, e feito concurso público para contratação de novos profissionais de saúde.
Em junho de 2004, foi inaugurado o pronto-socorro (anexo ao hospital), com 12 novas salas para atendimento emergencial e transformada a antiga Unidade Mista em Maternidade Estadual.
Em setembro de 2011, foi iniciada as obras de ampliação do complexo hospitalar, com três novos blocos que estavam sendo erguidos por duas construtores, porém, as obras paralisaram em janeiro de 2015 pelo poder público.
De acordo com o auxiliar de pedreiro Benedito Nunes (que já prestou serviços particulares no local), disse que o hospital de Santana não passa por uma reforma total há quase 20 anos, ainda se mantendo com quase os mesmo traços físicos de quando foi inaugurado.
“Só fazem ‘emendarem’ uma parede ali, ajeitarem uma fiação aqui, mas uma reforma completa, isso não de se ver há um bom tempo”, contou.
A secretaria de Estado da Saúde (Sesa) emitirá maiores detalhes da situação ainda hoje (27)
“Construíram um hospital com um limite de atendimento, e esqueceram que a demanda aumentaria com o passar do tempo”, disse.
A Unidade Mista
Inaugurado em 1982 pelo então governador Comandante Anníbal Barcellos, a pequena Unidade Mista de Saúde de Santana (hoje Hospital Estadual) foi inicialmente planejado para atender cerca de 40 mil pessoas que residiam entre Fazendinha e Santana.
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| Hospital de Santana foi inaugurado em 1982 |
Em 2001, foram ampliadas novas salas e reformado um dos blocos hospitalares, para comportar o atendimento, e feito concurso público para contratação de novos profissionais de saúde.
Em junho de 2004, foi inaugurado o pronto-socorro (anexo ao hospital), com 12 novas salas para atendimento emergencial e transformada a antiga Unidade Mista em Maternidade Estadual.
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| Ala do pronto-socorro foi inaugurado em 2004 |
De acordo com o auxiliar de pedreiro Benedito Nunes (que já prestou serviços particulares no local), disse que o hospital de Santana não passa por uma reforma total há quase 20 anos, ainda se mantendo com quase os mesmo traços físicos de quando foi inaugurado.
“Só fazem ‘emendarem’ uma parede ali, ajeitarem uma fiação aqui, mas uma reforma completa, isso não de se ver há um bom tempo”, contou.
A secretaria de Estado da Saúde (Sesa) emitirá maiores detalhes da situação ainda hoje (27)




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