Fumaça produzida em olarias no entorno de escola gera reclamação de professores e alunos em Santana

A fumaça produzida em olarias que ficam próximas a Escola Estadual Alberto Santos Dumont, em Santana, cidade a 17 quilômetros de Macapá, tem incomodado professores, estudantes e funcionários. 

Dor de cabeça, tosse, tontura, irritação na garganta e dificuldades para respirar são alguns dos sofrimentos de quem convive com a fumaça diariamente. Receosos com problemas de saúde mais graves, eles pedem uma solução para a situação. 

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh) informou que já existe um procedimento de denúncia protocolado, tanto na secretaria, quanto na Promotoria de Meio Ambiente. Uma fiscalização nas olarias já está em andamento. 

Trabalhando há cinco anos na escola, a professora Helen Sardinha, teve que pedir mudança para outra instituição porque a convivência com a fumaça está prejudicando a gravidez. Além da fumaça das olarias, ela ressalta outro problema. 

“Primeiro agravante é um rejeito de minério, que fica atrás da escola, junto isso a fumaça, das várias olarias [...]. Até que ponto essa situação vai persistir, até quando?”, questiona. 

Outra professora, Djanine Albuquerque, sugere que o trabalho de produção de fumaça seja feito à noite, turno em que não há aula. 

“Porque pela manhã e tarde, pela questão climática, a fumaça acaba entrando na escola e a gente acaba inalando essa fumaça”, alerta. 

Por ser o primeiro que entra em contato com a fumaça, o pulmão é o órgão mais afetado, causando tosse e falta de ar. Porém quando essa fumaça é inalada, ela pode ser absorvida e trazer mau estar no corpo, dor de cabeça, náuseas e contato com a pele, provocando irritação. 

A pneumologista Maraci Andrade informa que é importante a comunidade denunciar casos como esses. 

“É importante que a comunidade esteja cobrando junto aos órgãos de controle, para que sejam mantidos os padrões aceitáveis para uma situação dessa. Tanto para evitar danos ao meio ambiente, como também para a segurança das pessoas”, reiterou.

Informações postadas no G-1 Amapá

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