Às escuras: Passageiros e rodoviários reclamam da insegurança no Terminal de ônibus de Santana

Usuários do transporte público intermunicipal – além de trabalhadores do setor rodoviário da empresa Sião Thur (que opera na citada linha) – reclamam da escuridão em que se encontra o Terminal Rodoviário do município de Santana, localizado no bairro Nova Brasília. 

Construído há mais de duas décadas, o local passou por apenas uma reforma em toda sua estrutura física, o que visivelmente demonstra que a precariedade voltou a domina-la, oferecendo riscos de insegurança e falta de condições higiênicas e sanitárias no local. 

A única iluminação existente é observada pelas luminárias entorno da pequena praça do Terminal, que assim mesmo estão com algumas lâmpadas danificadas. 

“Depois das 19h, você se sente observado por qualquer bandido, por que não existe nenhuma luz interna ao longo dos bancos de espera, o que nos deixa amedrontados a qualquer momento”, explicou a acadêmica Luciana Fernandes, que utiliza de segunda a sexta o Terminal e revelou já ter sido assaltada no retorno da faculdade. 

“No ano passado, quando desci do último ônibus, por volta das 11h da noite, um rapaz puxou minha bolsa e saiu correndo, fiquei sem reação até pra gritar”. 

Horário de risco 
Ainda de acordo com os usuários, o perigo rondeia com mais força o local depois das 20h, quando o fluxo de pessoas é menor. Tanto que somente o posto fiscal da empresa Sião Thur é que ainda permanece aberto até às 22h. 

“O muro que separa a feira do Terminal serve como esconderijo para muitos desses assaltantes, tanto que não existe qualquer vigilante nessa área, isso é uma vergonha”, reclamou a doméstica Solange Machado. 

Além da doméstica, que utiliza frequentemente o transporte coletivo no local, os próprios profissionais lotados na empresa de ônibus que explora a linha, também temem o perigo que enfrentam, principalmente depois das 22h, quando fazem a última viagem do itinerário.

“Subimos e descemos dos ônibus com aquela sensação de que podemos ser atacados por alguém que pode está nos observando, isso se torna nos deixa traumatizado”, desabafou a cobradora Vanusa Pereira, que já foi vítima de dois assaltos durante o trajeto do ônibus onde trabalhava. “Você já carrega aquela insegurança e quando chega a um lugar desses (Terminal todo escuro) se sente com mais medo ainda”. 

Providências
Esta não é a primeira vez que o blog denuncia o descaso que se encontra o único Terminal de ônibus de Santana. 

Matérias produzidas em 2015 e até em 2012 comprovam que o problema se alastra há anos, se tornando um esquecimento para o Poder Público. 

Em contato com a Secretaria de Estado dos Transportes do Amapá (Setrap) – órgão responsável pela administração dos terminais rodoviários do Estado – informou que existe desde 2016 um Plano de Recuperação desses terminais, com recursos ainda a serem tratados, mas sem previsão de iniciar as obras de reforma desses pontos de passageiros.

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