Mesmo com promoções, comércio amapaense continua sem muito movimento de compras

Comércio encontra-se com baixo movimento.
Faltando apenas 10 dias para o Natal, diversos comerciantes de Macapá e Santana vêm apostando nas promoções e descontos em suas mercadorias, tudo com o objetivo de lhe darem com os produtos que possuem em estoque, mesmo diante da crise econômica que o país vem atravessando. 

Não é preciso andar muitos pelo centro Comercial de Santana para logo vermos que, mesmo com uma quantidade excessiva de opções, as compras não estão atingindo as expectativas do comércio esse ano. 

“Antecipamos bastante as vendas de fim de ano justamente para darmos esse crédito maior ao público consumidor, mas assim mesmo, percebemos que o movimento tem sido muito pequeno”, disse a empresária Luciele Monteiro, dona de uma loja de confecções, localizada na principal avenida da cidade (Avenida Santana). 

De acordo com a empresária, ainda no início do mês de novembro que as promoções começaram a ser estampadas nas mercadorias que possui, buscando conquistar novos clientes. Porém, os planos não estão saindo como muitos empresários imaginavam. 

“Tive que parar de comprar mais roupas para repor na loja por que já imaginava que isso poderia acontecer, já que todo mundo tá sentido os efeitos dessa crise”, ressaltou Luciele, que vem mantendo cerca de 6 mil peças (entre camisas, calças e acessórios de vestiários) em sua loja, e espera que nos próximos dias o quadro mude. “Ainda vem a última parcela do 13º e quem sabe isso melhore as vendas.” 

Sem contratações
Diferente dos anos anteriores, o final de 2015 foi obrigado a não efetuar as tradicionais “contratações provisórias” que servem de apoio ao comércio nacional, tudo em razão das dificuldades econômicas que grande parte desses comerciantes vem enfrentando há meses. 

“Em vez de aumentar, precisei diminuir o pessoal que tinha. Das quatro (04) vendedoras que segurei como pude pra pagar, fui obrigada a dispensar uma. Foi difícil, mas tive que tomar essa atitude”, lamentou Luciele, que já prevê a possível demissão de mais uma vendedora após o ano novo. “E do jeito que as coisas vão indo, possivelmente foi precisar fazer uma mudança completa em 2016 nas finanças e no pessoal da loja”. 

Descontos de até 80%
Com produtos que vão de roupas convencionais (também íntimas), além de calçados diversificados, lojas como da empresária Luciele Monteiro chegam a colocar descontos de 30% a 80%, dependendo muitas vezes da quantidade de produtos a serem adquiridos. 

“Vários empresários criaram suas formas de vender, como forma de enfrentar essa crise. Alguns dão descontos nas compras à vista, outros chegam a oferecer dois itens e pagar somente um, e assim vai de cada comerciante”, explicou Adelaide Feitosa, da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Santana, reconhecendo que as vendas podem melhorar a partir do próximo dia 20/12. 

“Fica do jeito que o lojista quiser fazer para conquistar seus clientes, o que não pode é o cliente deixar de sair da loja sem está realmente satisfeito”, finalizou Adelaide.

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