Professor mata a ex mulher e comete suicídio no dia seguinte

O que teria motivado um professor de História a matar a ex-mulher e no dia seguinte tirar a própria vida? Para a polícia, o ciúme doentio pode ter provocado a fúria de Baltazar de Freitas Guedes, de 30 anos, que por volta das 23h40 da sexta-feira (18/05), matou com dois tiros – um no peito e outro na cabeça - a ex-mulher Priscila Suelen da Silva, de 26 anos, com quem viveu por 10 anos e teve três filhos.

O crime aconteceu no interior de uma kit net localizada na avenida Princesa Isabel, bairro da Hospitalidade, em Santana, onde a vítima morava. Priscila era funcionaria da Caixa Econômica Federal e estava separada do marido há três meses.

Ameaçada
Por causa das ameaças sofridas pelo ex, Priscila chegou a procurou a 1ª Delegacia de Polícia de Santana na terça-feira (15/05), exatamente três dias antes do crime. Ela teria revelado a autoridade policial que estava sendo ameaçada de morte por Baltazar.

No dia, não quis registrar um boletim de ocorrências, mas o delegado solicitou para a justiça uma medida protetiva de urgência, que poderia ter evitado a tragédia se fosse liberada de imediato, o que não aconteceu.

Vizinhos da vítima comentaram que Baltazar quase não conversava com ninguém. Ele aparentava ser uma pessoa tranquila e surpreendeu a todos pela atitude tomada.

O crime
Segundo relatos de testemunhas, o professor chegou por volta das 22 horas à kit net. Após uma hora e quarenta minutos, vizinhos ouviram uma discussão e em seguida, dois tiros. Baltazar matou a ex companheira na frente dos três filhos do casal.

Ao ouvir os disparos, Adria Souza Queiroz, de 18 anos, tentou socorrer a irmã e acabou levando um tiro de raspão na cabeça. Após o crime, o professor ainda pegou uma moto e saiu dizendo que iria para o município de Porto Grande onde mataria a ex sogra.

Suicídio
Na manhã de sábado (19/05), a polícia recebeu a informação de que Baltazar estava na casa da ex sogra em Porto Grande e ameaçava matar ela e mais três crianças.

Uma guarnição do Batalhão de Operações Especiais (Bope) se deslocou até o local a fim de tentar negociar uma rendição. Baltazar de Freitas liberou os reféns e se matou com um tiro na cabeça, antes das negociações iniciarem.

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