“É tão bom que tem Juiz levando no fiado”, diz conhecido vendedor de espetinho de Santana

Uma iguaria que vem ganhando mais e mais adeptos a cada dia e ajudando de forma bem considerável no rendimento familiar de diversas casas – em meio à crise que vivemos – o popular espetinho é já visto como uma opção viável, tanto em termos de expansão comercial como também em consumo rotineiro de alimentação. 

Em Santana, não é difícil de encontrar um vendedor de espetinhos, principalmente no horário da noite, quando mesas e cadeiras são expostas em calçadas públicas ou mesmo na frente de residências. 

Entre inúmeros profissionais desse ramo alimentício, existe um que não apenas já dominou o mercado dos espetinhos da sua região, como também é considerado um exemplo digno de evangelizador carismático. 

Com sua simplicidade e modéstia educação com o negócio que comanda, Manoel do Vales é respeitado por inúmeras pessoas que frequentam diariamente seu ponto de venda de espetinhos. 

Há pouco mais de quatro anos instalado na Rua Everaldo Vasconcellos (quase esquina com a Avenida das Nações), no bairro Fonte Nova, Manoel entrou no ramo de espetinho de churrasco como uma opção que ajudasse na renda doméstica de sua família, composta no total de seis pessoas. 

“Apareceu do nada na minha cabeça, daí peguei um carrinho, coloquei umas panelas com comida (‘baião’) e levei a ideia pra frente”, relembra seu Manoel, que hoje já possui uma clientela variável de pessoas de inúmeras classes sociais. 

Tudo em razão de está localizado num ponto-chave de passagem para pessoas que residem em bairros suburbanos de Santana (como o Fé em Deus) e está a poucos metros do ponto de ônibus intermunicipal. 

“Aqui tudo que é tipo de gente pra comer. Já veio vereador, médico, professor, e tantos outros”, pontuou o vendedor, que ainda comentou o fato de liberar a venda dos seus espetinhos para o famoso “esquema do fiado” devido à crise que o país atravessa. 

“Não devemos jamais negar comida para o próximo, então procuro entender o lado de que nem sempre temos dinheiro para comprar, e o jeito é liberar no fiado colocando o nome num caderno pra depois pagarem”, disse. 

Por incrível que pareça, no caderno que o vendedor cita já se tem mais de trinta nomes que, segundo observou o blog, não isenta o tipo (ou seja, o cargo público) do cliente que leva o seu delicioso espetinho, no famoso argumento “depois a gente acerta”. 

“Tem no caderno todo tipo de pessoa que vem levando no fiado. Tem trabalhadores simples, e tem até Juiz comendo no fiado, mas depois eles dão um jeitinho de se acertarem”, comentou seu Manoel, que confessou que o número de inadimplentes não é grande. “Não chega a ficar devendo, mas alguns demoram mais de meses para pagar”.

Com opção individual que vai de frango, calabresa, mista e até charque, o cliente também pode acompanhar o tradicional “baião” ou se preferir, tem uma opção mais light: uma sopa.

Vendedor Manoel do Vales
“Tem aqueles que tem medo de engordarem e preferem comer algo mais leve no horário da noite”, brincou o vendedor que, segundo seus cálculos, antes de se propagar a crise nacional, chegava a vender mais de 250 espetinhos numa única noite. “Hoje caiu um pouco mais a venda, mas procuramos agradar os clientes de todas as formas”. 

O Evangelho 
Homem temente a Deus, Manoel do Vales Portilho tem 49 anos e se reserva com uma boa quantidade de tempo ao Evangelho. Ele conta que suas vitórias (como a venda de espetinhos) foi sendo adquirida através de vontade Divina. 

“Não devemos poupar vontade e nem despesas quando se trata de Obras para com Deus, por que sei que Ele sempre me devolverá da melhor forma possível”, aconselha.

Comentários

  1. 👏👏👏👏 conheço ele ,realmente o espetinho é uma delícia 😋.

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