Na área da Caesa, vazamento de água se prolonga há mais de dois meses, e prejudica cidade

Água vazando cai em adutoras
Quem trafega pela Avenida Brasília, acompanhando o muro lateral que limita a área que consiste a Estação Adutora de Abastecimento de água da Caesa em Santana (entre as Ruas Adálvaro Cavalcanti e Ubaldo Figueira), já deve ter notado um inusitado vazamento de água que vem ocorrendo de uma das redes adutoras da Companhia. 

Situado na parte superior de uma das caixas de distribuição de água, o vazamento vem derramando dezenas de litros do produto, assim despejado em cima de outra adutora. 

“É dia e noite que esse vazamento vem derramando água sem parar. Antes, essa água vinha cair no meio da rua e prejudicava a passagem dos carros, daí consertaram o problema, e agora voltou a vazar sem parar, e fica mais forte o vazamento quando anoitece”, comentou o autônomo Francisco Soares. 

Segundo Francisco, que reside nas proximidades da Estação Central da Caesa em Santana, a pressão gerada pelo vazamento hídrico – principalmente no horário da noite – tem até assustado as pessoas que moram próximo do local. 

Água vazada cai sobre outros tanques da Caesa
“Quando passa das 11hs da noite, a força da água que está vazando aumenta tanto que até escutamos alguns estrondo que devem ser da bomba que está pressionando a saída desse produto. Vai chegar uma hora que essa bomba não vai aguentar essa força de bombear tanto”, alertou o autônomo. 

Dois meses
Inaugurada em março de 2014, a atual rede de distribuição de água da Caesa atende mais de 10 bairros situados na área urbana da cidade, somando uma população superior a 40 mil pessoas beneficiadas. 

Porém, segundo moradores da estação da Caesa-STN, o referido vazamento começou há cerca de dois meses, com o possível rompimento da caixa metálica que abastece parte do bairro Nova Brasília.

“Essa água escorria pra rua, e causava vários transtornos aos pedestres e motoristas. Comunicamos a gerência da Caesa e corrigiram um problema que apenas amenizou e agora voltou novamente”, disse a doméstica Mariângela Rodrigues. 

Riscos maiores
Além do vazamento continuo de milhares de litros de água, que vem sendo desperdiçado em sua área interna, outros possíveis problemas deverão surgir de acordo com a previsão de pessoas que trafegam diariamente pelo local do vazamento. 

Um provável (e futuro) problema a se formar está na área física dos tanques de distribuição da estatal, pois, com o vazamento sendo despejado em cima de pelo menos dois tanques distribuidores, onde os riscos de causarem o enferrujamento imediato desses equipamentos é certo. 

“Como esses tanques passam mais tempo molhados do que secos, é muito certo dele começarem a apresentar danos físicos de ferrugens é muito provável”, conceitou o professor Alan Pires, que parou com seu carro no local para ver o excesso acelerado do vazamento. 

Outro ponto já observado pelas pessoas que trafegam no local está ligado à estrutura física que sustenta a caixa dágua de onde parte o referido vazamento de água. 

Numa torre de concreto de mais de 10m, é notório observar (a olho-nu) que a mesma estrutura já vem se inclinando, oferecendo o risco de tombar a qualquer momento. 

“Ainda não vimos ela balançar, mas que ela pode cair, isso eu já tenho total certeza”, prevê o professor Pires. 

O blog procurou algum responsável pela área da Caesa, mas apenas fomos informados pelo vigilante do posto que várias pessoas já haviam procurado o local e orientado a retornarem somente na próxima segunda-feira (05) para melhor conversar com a gerência local.

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