Fiscalização leva 07 pessoas detidas por invasão em APA de Santana

Uma operação de fiscalização, realizada por policiais do Batalhão Ambiental do Amapá, constatou a existência de uma extensa Área de Preservação Ambiental (APA), localizada nas imediações do perímetro urbano de Santana, sendo ilegalmente ocupadas por famílias. 

A fiscalização – que teve início na última quarta-feira (07/12), com reforço de agentes da Polícia Militar da cidade – verificou a denúncia de que moradias estavam sendo erguidas numa área ambiental situadas entre os bairros Mutirão do Paraíso e Fé em Deus (delimitando uma área que fica atrás de uma emissora de rádio). 

Área de Preservação Ambiental (APA) em Santana
Ao chegarem no local, os policiais constataram que grande parte da área já havia sido desmatado no início da semana, já havendo em torno de seis (06) moradias construídas de forma irregular. 

Durante a ação de notificação e desapropriação, sete pessoas foram detidas e encaminhadas à Delegacia do distrito do Igarapé da Fortaleza. 

“Até um muro de concreto (com cerca de 150 metros de cumprimento) já havia sido levantado para demarcar a área. Justamente esses responsáveis por essas construções que foram encaminhadas à delegacia”, explicou o Capitão Barros, da Polícia Ambiental. 

Vendas de "lotes" em APA
Todo o material apreendido (madeiras, tijolos e telhas) foi encaminhado pelo Batalhão Ambiental, que continuará com as fiscalizações na próxima semana. 

Vendas pela Internet
Diversas pessoas – em sua maioria, que residem no bairro Mutirão do Paraíso – informaram às autoridades que receberam propostas de venda de áreas situadas nessa APA, muitas delas enviadas por grupos nas redes sociais. 

“Uma mulher me ofereceu um terreno medindo quase 300 metros quadrados nesse local por R$ 800. Ainda cheguei a falar com ela pelas redes sociais, mas logo desconfiei do preço em conta e desisti de comprar”, contou uma internauta, que preferiu não se identificar. 

Até a noite dessa quinta-feira (08) ainda era possível encontrar algumas mensagens nas redes sociais, oferecendo lotes nessa área ambiental. O blog entrou em contato com o número existente, mas obteve retorno para esclarecer essas “vendas”.

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