O Porto de Santana virou rota estratégica para exportar soja do Centro-Oeste. A localização reduz custos logísticos em até 30%.
A movimentação subiu de 200 mil toneladas em 2021 para 1,2 milhão em 2025. O terminal estima atingir 1,4 milhão de toneladas em 2026.
A Conab prevê colheita de quase 32 mil toneladas de soja no Amapá em 2026. O estado emitiu 50 licenças para plantio de grãos nos últimos quatro anos.
O Porto de Santana, no Amapá, se tornou uma rota estratégica para a exportação de soja produzida no Centro-Oeste. A localização do terminal reduz distâncias no transporte até o mercado externo e atrai produtores e exportadores que buscam diminuir custos logísticos.
A movimentação de soja pelo porto cresceu nos últimos anos. Em 2021, o terminal movimentou 200 mil toneladas do grão.
De acordo com Edival Tork, diretor das Docas de Santana, em 2025, o volume chegou a 1,2 milhão de toneladas. A previsão para 2026 é alcançar 1,4 milhão de toneladas.
A localização geográfica explica a expansão da rota.
O transporte da produção do Centro-Oeste até o Porto de Santana evita que parte da carga percorra milhares de quilômetros por terra até outros portos. Segundo Edival, a rota amapaense pode reduzir em até 30% os custos logísticos.
O porto também ampliou a estrutura para atender a movimentação. Um novo shiploader aumentou a capacidade de carregamento. O terminal também conta com três silos para armazenar soja e milho, com capacidade total de 54 mil toneladas.
O avanço da logística acompanha o crescimento da produção agrícola no estado. Na comunidade de Santo Antônio da Pedreira, em Macapá, produtores cultivam soja em uma área de quase mil hectares.
Duas colheitadeiras trabalham na área, que recebeu pela primeira vez o cultivo da soja pelos atuais sócios.
A expectativa dos produtores é alcançar até 70 sacas por hectare.
“Duas máquinas todos os dias, em uns 20 dias a gente consegue colher toda nossa soja. E graças a Deus a nossa produtividade vai ser muito boa, além das nossas expectativas”, diz o produtor Luiz Carlos Silva Santos.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Amapá deve colher quase 32 mil toneladas de soja na safra de 2026, alta de 20% em relação ao ano passado.
A expansão da soja também aparece no licenciamento ambiental.
Nos últimos quatro anos, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Amapá (Sema) emitiu 50 licenças para atividades de plantio de grãos.
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