Desde a quarta-feira passada (17), a Promotoria de Justiça de Santana tornou-se ponto de encontro para os 25 participantes inscritos no curso de Facilitadores em Círculos e Conferências de Justiça Restaurativa.
As aulas, que seguirão com encontros semanais até o dia 10 de julho, contam com abordagens teóricas e práticas, desde a introdução aos conceitos fundamentais até a elaboração e aplicação de planos de ação alinhados aos ensinamentos compartilhados ao longo da formação.
A iniciativa é idealizada pela promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Mediação, Conciliação e Práticas Restaurativas (NMCPR), Silvia Canela e contará com a participação das facilitadoras e instrutoras de Justiça Restaurativa Lucineide Santos, servidora do TJAP, Suzi Hellen Dias, servidora da Escola Rodoval Borges e das servidoras do MPAP Lucivane Sales e Lidiane Almeida.
A Promotora de Justiça Silvia Canela destaca que a qualificação de novos facilitadores é oportuna diante do notável aumento das demandas identificadas em espaços como o NMCPR e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania.
“Percebemos que as pessoas estão notando que existem outros caminhos para gerir os conflitos, não só o Judiciário. Existem meios onde a pessoa vai ter a oportunidade de autonomia e de diálogo. Eu vejo que é necessário que haja essa mudança de paradigma para que a gente possa construir um mundo onde as pessoas se responsabilizem por suas atitudes e transformem esses conflitos em soluções”, afirmou a promotora.
Com mediação das facilitadoras Lucivane Gonçalves e Lidiane Almeida, a abertura do curso contou com ferramentas estratégicas inseridas no contexto restaurativo, como a dinâmica circular, o objeto de fala e os acordos de convivência.
A rodada de apresentações foi norteada por perguntas que iam além do nome e da profissão, mas também sentimentos e expectativas em relação à jornada que seguirá durante a formação.
O encontro prosseguiu com a condução da promotora Silvia Canela em um momento dedicado ao aprofundamento dos conceitos, princípios, fundamentos e valores da Justiça Restaurativa.
Em sua apresentação, a prática foi definida como uma filosofia de vida desenvolvida por meio de um processo estruturado e coletivo, voltado à reparação de danos, ao atendimento das necessidades humanas e à reconstrução de vínculos e do tecido social rompido.
Para Floracy Soares, professora da rede estadual, os ensinamentos compartilhados no primeiro dia apenas aumentaram as expectativas para o restante do curso.
“Os aprofundamentos são grandiosos para o curso e para as nossas vidas. O primeiro dia me encantou devido à apresentação do contexto histórico de toda a Justiça Restaurativa. Esse curso está sendo uma maneira de fortalecer áreas como a justiça, a saúde e a educação em um momento de compartilhamento de experiências”, finalizou a participante.
O curso integra a agenda de ações do Ministério Público do Amapá voltadas à promoção da Justiça Restaurativa como instrumento de resolução de conflitos em diferentes espaços de atuação.
Com a formação, pautada pelo diálogo e pela escuta qualificada, o MP-AP contribui para a ampliação de uma rede local de facilitadores capacitados, promovendo práticas que incentivam a cultura de paz e a construção coletiva de soluções para os conflitos sociais.
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