Escola Almirante Barroso fortalece luta contra o abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes com arte, conscientização e protagonismo estudantil
A Escola Estadual Almirante Barroso promoveu nesta sexta-feira, 29, uma ampla programação educativa em alusão ao Maio Laranja, campanha nacional de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, reafirmando o papel da escola como espaço de proteção, escuta e formação cidadã.
Com atividades pedagógicas, apresentações culturais, exposições temáticas e rodas de conversa, a comunidade escolar se mobilizou em torno de uma pauta urgente e necessária: a defesa dos direitos da infância e da adolescência.
Entre os destaques da programação esteve a oficina “Maio Laranja e poéticas do Teatro do Oprimido de Augusto Boal”, conduzida pelo professor de Teatro Nilson Figueiredo.
A atividade utilizou a linguagem teatral como instrumento de conscientização, sensibilidade e reflexão crítica, envolvendo os estudantes em experiências de expressão corporal, diálogo e construção coletiva.
Inspirada na metodologia do dramaturgo Augusto Boal, referência internacional do teatro político e social, a oficina estimulou os alunos a compreenderem a arte como ferramenta de transformação e resistência diante das diversas formas de violência.
Para o professor Nilson Figueiredo, trabalhar o Teatro do Oprimido no ambiente escolar é promover autonomia e consciência social entre os jovens.
“É muito importante apresentar a poética do Teatro do Oprimido, de Augusto Boal, porque ela capacita o aluno a assumir o papel principal em sua própria narrativa. Essa metodologia promove uma profunda reflexão sobre a realidade. Sua aplicação nas escolas é fundamental, pois desperta no aluno uma consciência crítica e o torna mais atento aos acontecimentos ao seu redor”, destacou.
Durante a programação, o diretor Kennedy Oliveira conduziu uma fala didática e esclarecedora sobre limites, respeito e proteção, explicando aos alunos, de maneira acessível, o que um adulto pode e, principalmente, o que não pode pedir a uma criança ou adolescente.
A programação também contou com produção de cartazes educativos, pesquisas interdisciplinares, apresentações temáticas e manifestações artísticas desenvolvidas por professores e alunos nas diferentes áreas do conhecimento.
As atividades promoveram debates sobre prevenção, respeito, direitos humanos e canais de denúncia.
A pedagoga Telma Pinheiro destacou a importância do envolvimento coletivo da comunidade escolar durante as ações.
“A culminância das atividades realizadas hoje na nossa escola foi marcada pela participação ativa dos alunos e pelo posicionamento firme contra os abusos. A escola exerce um papel fundamental na promoção do esclarecimento, da orientação e da prevenção, contribuindo diretamente para a proteção e integridade dos nossos estudantes”, afirmou.
Ela também ressaltou o trabalho desenvolvido pela equipe na mobilização dos alunos.
“Com grande entusiasmo, a coordenação pedagógica e os professores promoveram momentos de diálogo e reflexão em sala de aula, incentivando os alunos a participarem, interagirem e compreenderem que a escola é um espaço seguro, de acolhimento e de construção da cidadania.”
Ao unir educação, arte e conscientização social, a Escola Estadual Almirante Barroso demonstra que o ambiente escolar pode e deve ser um território de escuta, proteção e transformação social.
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