Ator do Amapá se forma em renomada escola de teatro em SP: “fazendo o que amo”

Desde muito cedo, Tom Luz, natural do município de Santana, no Amapá, sonhava com o mundo das artes cênicas. Agora, aos 31 anos, o amapaense concluiu a formação na Escola de Atores Wolf Maya, em São Paulo. O local é referência no setor artístico do país. 

A trajetória começou em oficinas de teatro voltadas para TV e cinema, onde recebeu certificado e foi premiado. Ele também participou do projeto de filme "Novo Amapá", que não foi concluído, mas que trouxe muita experiência. 

“Foi então que conheci a escola de atores. Eu falei: ‘quero estudar lá’. Mesmo sem nunca ter andado de avião, decidi vir para São Paulo em 2020. Só que, logo no início, veio a pandemia, e precisei voltar para o Amapá. Achei que meu sonho tinha acabado, porque tinha investido tudo”, lembra. 

De volta a Santana, trabalhou em uma loja, juntou dinheiro e conseguiu retornar para São Paulo e seguir os estudos. 

Foi uma experiência muito grandiosa. A escola não forma só um ator de teatro ou TV, ela forma um ator completo, preparado para todas as áreas: teatro, cinema e audiovisual”, afirma.

A mudança para São Paulo teve como objetivo buscar oportunidades e qualificação profissional. Para Tom, a conquista é resultado de anos de dedicação, persistência e superação de desafios. 

“Não foi um caminho fácil. Tive momentos de dúvida, pensei em desistir, mas continuei a fazer o que amo. Era um sonho que eu carregava há muito tempo”, relata. 

Ele participou do curta "Aquilo que não se vê (2025)" e do longa "Ponto de Ruptura", ainda inédito. 

Tom destaca a importância de dar visibilidade aos talentos da região Norte, que muitas vezes enfrentam dificuldades para conquistar espaço no cenário nacional. 

“O Norte precisa ser lembrado. Existem muitos artistas talentosos no Amapá e em toda a região, com histórias potentes para contar. Eu carrego minha origem comigo em tudo o que faço”, afirma. 

Agora formado, Tom pretende seguir carreira artística, levando consigo suas raízes e buscando representar a cultura nortista nos palcos e nas telas.

*Informações postadas no site do G-1 Amapá.

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