Esperança no coração, emoções à flor da pele e o desejo de encontrar um lar. Essas palavras definem o momento vivido por Ana Maria Moraes, de 10 anos, acolhida há dois anos na Associação Casa da Hospitalidade, no município de Santana.
A menina integra o Projeto “Eu Acredito no Amor: um caminho para a adoção”, iniciativa da Vara da Infância e Juventude de Santana, sob a titularidade da juíza Larissa Antunes.
O projeto tem como objetivo aproximar crianças e adolescentes acolhidos em instituições do município de famílias inscritas no Sistema Nacional de Adoção, aptas ao gesto e dispostas a oferecer um lar estável, seguro e cheio de afeto.
A proposta busca fortalecer vínculos duradouros e reduzir os riscos do abandono e da devolução, situações que ainda podem ocorrer em alguns casos.
Ana Maria reside na instituição e cursa regularmente o 5º ano do ensino fundamental na Escola Amazonas. Gosta de estudar matemática, aprecia as aulas de educação física e cultiva o sonho de cursar Medicina para cuidar de pessoas. Tímida, mas com um sorriso largo, fala com entusiasmo sobre o grupo de dança do qual participa e sobre seus ídolos das famosas bandas coreanas de K-pop.
Como tantas outras crianças, Ana Maria tem gostos, ideias e sonhos, mas carrega um desejo especial: o de ter um lar para chamar de seu. Com os olhos marejados, ela destaca a importância desse sonho para a construção do seu futuro:
“Meu sonho é ter uma família, uma casa, pais amorosos, irmãos e um quarto que seja meu, com amor. Tenho certeza de que serei adotada”, afirma, com esperança.
A coordenadora da Associação Casa da Hospitalidade, Ocilene Pacheco, destacou as atividades desenvolvidas com as crianças e adolescentes acolhidos pela instituição, que também atende idosos, pessoas com sofrimento psíquico e com deficiências múltiplas, totalizando 76 acolhidos.
Segundo ela, os jovens frequentam a rede pública de ensino e participam de atividades no contraturno, como práticas esportivas, atividades aquáticas, grupos de dança, do qual Ana Maria faz parte, além de ações de apadrinhamento.
“Nosso papel como instituição é cuidar. O acolhimento é uma medida excepcional prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente. Quando uma criança chega até aqui, é porque já não havia condições de permanência no ambiente familiar, como no caso de Ana Maria”, explicou a coordenadora.
A instituição acolhe crianças em situação de vulnerabilidade encaminhadas pelo Conselho Tutelar e pela Vara da Infância, muitas delas com direitos violados, frequentemente por aqueles que deveriam protegê-las. Diante desse cenário, destaca-se a importância do projeto “Eu Acredito no Amor”, que já registra resultados positivos.
A iniciativa beneficia, especialmente, crianças acima dos 8 anos de idade, que necessitam de um ambiente familiar saudável, seguro e estável para o pleno desenvolvimento.
Ana Maria, com sua energia para a dança e o sonho de se tornar médica, aguarda com expectativa o dia em que poderá viver a rotina de uma menina cercada por cuidado, proteção e afeto, em um ambiente tranquilo.
Ela acredita no amor.
Para saber mais sobre o projeto “Eu Acredito no Amor”, entre em contato com a Vara da Infância e Juventude de Santana pelos telefones (96) 3312-4232 / 4233 / 4234.
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