Que a atual cidade de Santana, segunda maior do Estado do Amapá, tem relevância direta na formação histórica com a capital Macapá, isso já vem sendo cogitada há gerações, mas agora é descrita e confirmada por registros históricos que são citados em uma obra que foi lançada na noite desta sexta-feira (21).
O livro ‘Santana da Amazônia’ aponta com clareza as ocupações realizadas na bacia amazônica, entre os séculos XVI e XVII, dando origens a colônias e vilarejos ao longo do Rio Amazonas, entre essas regiões que se formaram estão a Ilha de Santana e comunidades próximas.
Esta é a 15ª obra amapaense publicada pelo Senado Federal, que tem o senador amapaense Randolfe Rodrigues como presidente do Conselho Editorial do Senado Federal.
“Santana é o berço de várias civilizações que apareceram a partir do século XVII. Do período do Grão-Pará existem muitos relatos que mostram essa formação histórica, que reconhece todos esses fatos”, detalhou o senador Randolfe Rodrigues, presente no evento.
Realizado no Cine Teatro Municipal Silvio Romero, em Santana, o lançamento contou com apresentações culturais, além da presença de diversas autoridades civis e políticas, assim como um público que se identifica e simpatiza pela história regional.
Para o prefeito de Santana, Bala Rocha, a obra deixa uma forte contribuição para o povo local.
“Temos muitas histórias sobre nossas origens e o livro nos mostra relatos que vão servir para muitas gerações conhecerem”, disse o prefeito.
A obra ‘Santana da Amazônia’ mergulha em mais de 400 anos de história relatados com detalhes sobre a ocupação e conquista de Santana, no Amapá, e o seu papel para a consolidação da Amazônia brasileira.
O autor buscou contribuir para o resgate histórico da cidade, trazendo à luz uma historiografia nova e precisa que remete à formação social desse território.
A descoberta de jazidas de prata e de ouro na América do Sul, na virada do século XVI para XVII, deslocou o movimento migratório do oriente para a América e, como consequência, desencadeou um intenso período de colonização e expansão territorial.
Os capítulos estão ordenados de maneira cronológica, seguindo a sequência dos principais acontecimentos que marcaram, no decorrer do tempo, a transição entre o antigo povoado de Santana até a sua elevação à categoria de município, em 17 de dezembro 1987.
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