Motorista que atropelou e deixou idoso com sequelas é indiciado

A Polícia Civil do Amapá indiciou pelo crime de lesão corporal gravíssima José Denildo Souza Moreira, motorista que atropelou o idoso Raimundo Rodrigues, de 69 anos, no dia 1º de janeiro de 2022 no município de Santana, Região Metropolitana de Macapá.

Devido à colisão, a vítima sofreu diversas fraturas, ficou internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, segundo o laudo pericial da Polícia Científica (Politec), viverá com sequelas permanentes. 

O indiciamento ocorreu na quinta-feira (17). O atropelamento, que aconteceu no bairro Nova Brasília, foi flagrado por câmeras de segurança. Além de ver as imagens dos aparelhos de monitoramento, a Civil também ouviu duas testemunhas oculares na apuração do caso.

Segundo o delegado Felipe Rodrigues, da 1ª Delegacia de Polícia (1ª DP) de Santana, o investigado disse em depoimento que não viu o idoso na rua, pois estava acalmando uma briga entre as filhas. No entanto, Rodrigues falou que imagens das câmeras de segurança contradizem a versão do indiciado. 

“Pelo o que a gente viu nas imagens, ele já vinha buzinando para o idoso. A vítima estava atravessando a rua de forma devagar e ele já vinha na metade da rua já buzinando para ele. E foi algo incompatível com a versão dele de que não viu o idoso. Ele viu a vítima, ficou buzinando de forma contínua para o idoso, aí o idoso, que é uma pessoa limitada, estava atravessando na velocidade que o corpo dele permite”, relatou o delegado. 

Após a batida, Moreira fugiu do local e se apresentou à Polícia Civil somente três dias depois do ocorrido. O motorista negou em depoimento que estava dirigindo sob efeito de álcool. 

A advogada do indiciado, Meirylene Barriga, disse que o caso foi uma fatalidade e reafirmou a versão do suspeito de que não viu o idoso antes do atropelamento. Sobre a fuga do local, a defensora falou que o homem ficou com medo de sofrer agressões por parte dos moradores.

“Após almoçar na casa da mãe dele, o senhor José Denildo estava retornando para casa dele na companhia das duas filhas menores de 4 e 10 anos, que são especiais. Em dado momento, elas tiveram uma discussão no banco de trás do carro e ele virou para apaziguar, foi nesse momento que o carro veio a atingir o seu Raimundo. No desespero, ele ficou com medo de parar para prestar socorro devido o nervosismo. Foi apenas uma fatalidade”, disse.

Ainda de acordo com Rodrigues, o caso não apresentou as condições necessárias para que a Civil solicitasse a prisão preventiva do suspeito. 

“Não cabia nesse momento uma prisão, porque ele se apresentou à polícia, ele vem colaborando com a investigação sempre que chamado. Com isso, não há requisitos para pedir a prisão preventiva do indiciado nesse momento”, explicou. 

Agora o inquérito policial será encaminhado ao Ministério Público do Amapá (MP-AP) que decidirá pela denúncia ou não do caso à Justiça.

Informações postadas no G-1 Amapá

Comentários