Clientes de agência bancaria em Santana enfrentam chuva para serem atendidos: “Humilhante”

Chega a ser uma cena muito revoltante, triste e ao mesmo tempo humilhante, pessoas saírem de madrugada de casa e de muito longe, para buscarem atendimento na única agência da Caixa Econômica Federal na cidade de Santana (AP). 

Além de enfrentarem horas de espera – em sua maioria, em pé no meio da rua ou no meio da calçada, em espaço que precisa dividir com inúmeros transeuntes – precisam também lidar com outro problema: o tempo adverso. 

Com as fortes chuvas que caem em Macapá e Santana nas últimas semanas, idosos, pais e mães de famílias, chegam de várias partes da região das ilhas do Pará e até de comunidades mais próximas, onde enfrentam longas filas, sem ter uma cadeira para sentar, sem beber água e sem utilizar de um sanitário. 

O blog Santana do Amapá vem recebendo constantes reclamações envolvendo a agência da CAIXA na cidade, que não apenas envolve a demora no atendimento ao público, como a venda de vagas nas filas externas da agência, o que já provocou até mesmo confusão com direito a ameaças e agressão física. 

A doméstica Simone Gonçalves, de 35 anos, disse ter saído de sua casa, localizada no bairro Provedor I, ainda de madrugada, para resolver uma pendência no banco, quando já estava chovendo. 

“Cheguei aqui e ainda precisei ficar do lado de fora, debaixo da chuva que só vai aumentando. É humilhante para nós isso”, reclamou, diante da situação que atravessou nesta segunda-feira (21) para conseguir atendimento na agência. 

Já o aposentado José Adailton do Carmo, de 74 anos, saiu de casa por volta das 7h, ficou em pé o tempo todo segurando um guarda-chuva e que já passava das 10h, quando disse ter percebido que a fila se movimentava, com a intenção de deixar as pessoas entrarem na agência. 

“Temos muita paciência nisso que passamos, sem ter ningué para nos defender e cobrar pelos nossos direitos num momento desses”, disse o aposentado. 

O blog tentou contato com a assessoria de comunicação da CAIXA, mas não obtivemos êxito.

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