O serviço de transporte de ‘lotação’ no Amapá ainda representa um problema para o poder público, mas, para quem depende de um sistema de transporte coletivo que deixa a desejar, essa alternativa de deslocamento se torna a melhor saída.
Apesar de o preço ser pouco mais elevado (o dobro) do que o cobrado nos ônibus que fazem a linha intermunicipal entre as duas maiores cidades amapaenses (Macapá e Santana), muitos passageiros preferem recorrer aos meios irregulares para conseguir se deslocar e exercer o direito de ir e vir.
Uma forma que, segundo os próprios usuários desse serviço, encontram para chegar com mais pontualmente e manter seus compromissos, ora no local de trabalho ou em outra eventualidade.
Ela acrescenta que precisa chegar na hora em seu local de trabalho, para não ser despedida. “As empresa de ônibus não querem saber se você tem horário para chegar no seu trabalho, se não eles cumprem com o horário”.
A jovem conta que recorre ao transporte de ‘lotação’ quase todo dia e que, de uns anos para cá, tem notado o aumento da quantidade de motoristas que trabalham com esse tipo de transporte.
“A maioria só está trabalhando porque não tem emprego, ou aproveitam o embalo da viagem para Macapá e fazem essa corridas pagas”, explicou um motorista que faz o serviço entre as duas cidades.
Respeitando sua identidade (não iremos citar seu nome), o motorista contou ao blog que escuta relatos diários de pessoas que trabalham ou estudam em Macapá, na qual sofrem na espera de conseguirem pegar um transporte público.
“Na semana passada levei uma senhora que já estava passando mal de tanto esperar pelo coletivo. Ninguém suportar ficar esperando numa parada de ônibus”, disse o motorista, que ainda teve seu comentário interrompido por uma passageira.
“Prefiro mil vezes pegar logo uma ‘lotação’ do que ficar duas ou três horas esperando por um ônibus que ainda demora para chegar em Macapá”, afirmou a diarista Maria do Socorro, de 51 anos.
A diarista disse que já utiliza o serviço há quase quatro anos e até recomenda o serviço para quem precisa.
“Se é errado eu não posso afirmar, mas muita gente precisa chegar cedo em algum compromisso, e eu passo o contato de quem pode levar ou trazer”.
Fiscalizações e blitz
Em pontos considerados paradas de ônibus na cidade de Santana – principalmente ao longo da rota que os coletivos intermunicipais costumam fazer – não é difícil encontrar veículos particulares que passam de hora em hora pelas paradas, oferecendo viagens via Coração ou via Fazendinha.
“Todo mundo precisa trabalhar e levar comida pra suas casas. Errado seria roubar ou matar. Onde estamos errando em ajudar milhares de pessoas que precisam chegar a tempo aos seus compromissos?”, pergunta um motorista dos serviços de ‘lotação’.
Tal motorista comentou das dificuldades que atravessam diante das fiscalizações e blitz que ocorrem com frequência nas rodovias estaduais do Amapá, onde alegam serem orientados a não transportarem pessoas sob tal serviço considerado irregular pela lei.
“Dizem que não é permitido esse serviço por lei, mas não vejo as autoridades cobrarem mais respeito e conduta das empresas de ônibus que não estão nem aí para as pessoas que precisam chegar aos seus trabalhos”, questiona.
Procurado pelo blog para esclarecer alguns pontos sobre o serviço de ‘lotação’, a Secretaria de Estado dos Transportes (Setrap) nos informou que as recentes fiscalizações e blitz realizadas nas rodovias amapaenses visam coibir o transporte irregular e inadequado, visando também garantir mais segurança às pessoas diante de casos de assaltos e roubos registrados que envolvem veículos do tipo.
Já sobre o transporte público (ônibus), deixou claro que fiscalizações e vistorias são realizadas periodicamente nos citados veículos, na qual passam por inspeção também de outros órgãos fiscalizadores municipais e estaduais.



Até mesmo agentes de trânsito desconhecem, é muito cômico ver eles quando apitam ( dão silvos) de toques errados, em Macapá vi um agente dar 3 silvos longos ( motorista apostos) e era pra todos pararem.
ResponderExcluirQual contato de whatsapp desse jornalista?
ResponderExcluirInfelizmente se o poder público não pega dinheiro ou sua parte no bolo de alguma forma pra eles e irregularidade.
ResponderExcluirMuitas pessoas dependem dos motoristas de lotação pra se locomover ao seu trabalho todos os dias nessa cidade de calamidade pública tanto na saúde educação e saneamento básico.
Uma população corrente de tudo inclusive transporte público.
Mas se a classe nao paga pra trabalhar e chamada de cladestino irregular esse e o País que vivemos...
Sustentamos essa cambada de vagabundos do colarinho Branco a anos.
Aqui no Pará (Belém) não tá muito diferente, só que aqui as 'lotação' são vans no lugar de carro
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