Com restrições, viagens são retomadas pelo Porto de Santana

O porto de embarque e desembarque de passageiros do município do Santana, o principal do estado no transporte interestadual, voltou a realizar viagens fluviais após 4 meses em função de medidas de controle sanitário visando a propagação do novo coronavírus no município, o 2º maior do estado. 

Para a retomada, iniciada neste sábado (18), após decreto da prefeitura, foram estabelecidas medidas extras de proteção, como a limitação de passageiros nas embarcações para 30% da capacidade. 

O retorno aconteceu a pedido dos donos de embarcações em diálogo com a gestão municipal e motivado pela redução nos números de enterros e internações pela Covid-19 em Santana. Até este sábado, o município soma 4.838 infectados e atingiu 70 mortes. 

De acordo com o coordenador de enfrentamento à Covid-19 de Santana, Elcides Vales, outras regras foram definidas com os donos de barcos, como o distanciamento de 2 metros entre redes e o fornecimento de refeições exclusivamente no modelo à la carte, sem self-service. 

“É regra disponibilizar uma suíte, camarote, caso a pessoa venha a sentir sintomas da Covid-19 e tenha que ficar isolado. O uso do álcool em gel também é imprescindível e o uso da máscara é obrigatório", detalhou Vales, garantindo que a fiscalização para cumprimento será reforçada. 

- Veja regras para retorno das viagens no Porto de Santana: 

• Proprietários e operadores devem higienizar embarcações a cada viagem; 
• Exigir uso de máscaras; 
• Manter distanciamento social, com a demarcação de assentos e distância de 2 metros entre redes; 
• Definir assentos específicos para o embarque de passageiros do grupo de risco; 
• Terão prioridade passageiros que exerçam funções essenciais, portando um documento que justifique a necessidade de deslocamento, como profissionais de saúde e segurança pública; 
• Passageiros ou tripulantes que apresentarem sintomas suspeitos durante a viagem deverão desembarcar no porto municipal mais próximo, para atendimento médico adequado; 
• A alimentação a bordo não pode ser self-service; 
• Pelo menos 2 camarotes têm que ficar livres pra isolar qualquer caso suspeito de Covid-19; 
• Embarcação com mais de 100 passageiros e com viagem com mais de 12 horas deve ter a presença obrigatória de um enfermeiro.

Informações postadas no G-1 Amapá

Comentários