Para controlar doença de chagas, MP pede que Santana monitore e fiscalize amassadeiras de açaí

Uma recomendação da Promotoria de Defesa do Consumidor de Santana, do Ministério Público (MP) do estado, emitida para a Secretaria Municipal de Saúde, orienta a realização do mapeamento e fiscalização das amassadeiras de açaí, também conhecidas como “batedeiras”. A iniciativa é voltada para ajudar no controle e monitoramento da doença de chagas, e evitar novo surto. 

O município enfrentou um surto em 2018, com 18 casos confirmados da doença, sendo 9 só no bairro Hospitalidade, segundo a Coordenação da Vigilância em Saúde, que reúne os setores de vigilância epidemiológica, sanitária e ambiental. 

Neste ano, foram registrados até a manhã desta segunda-feira (23) apenas 3 casos, sendo dois no bairro hospitalidade. 

A doença de chagas é transmitida por um parasita que se aloja no barbeiro, um inseto - vetor da doença - que gosta de escolher plantações de açaí como moradia. 

A doença pode ser transmitida ao ser humano após o açaí ser coletado de maneira incorreta, se não tiver boa limpeza e o fruto for triturado com o barbeiro contaminado. 

A recomendação do MP foi adotada em função dos casos de doença de chagas registrados em Santana nos últimos anos. A vigilância em Saúde do município informou à imprensa que fez o cadastro das amassadeiras de açaí de Santana em fevereiro. Na ação, segundo a prefeitura, os donos dos empreendimentos receberam orientações sobre as necessidades de adequação e tiveram a oportunidade de acessar linhas de créditos em bancos para se adequarem às normas. 

Esse trabalho de fiscalização vai ser retomado em outubro, segundo a Vigilância em Saúde, e a ideia é contratar para esse projeto um médico cardiologista porque um dos órgãos agravados no paciente pela doença de chagas é o coração. 

A Prefeitura de Santana declarou ainda que pretende criar um selo de qualidade para as batedeiras de açaí, para identificar que aquele produto tem uma origem confiável. 

Na recomendação, o MP marcou uma reunião para o dia 1º de outubro, com representantes da secretaria de saúde do município, para que sejam apresentadas as providências que estão sendo adotadas para esse mapeamento dos empreendimentos e o monitoramento da doença de chagas. 

Transmissão 
Entre as formas de transmissão mais comuns da doença está a oral, pela ingestão de alimento contaminado com os parasitas, no caso do Amapá. Outra forma de contágio é da mãe para o filho de forma congênita e também em transfusões de sangue. 

Sintomas 
Os doentes podem apresentar um quadro de febre constante, inicialmente elevada, diarreia, vômito, dores de cabeça e musculares. 

Casos complicados podem evoluir com manifestações cardíacas, além do comprometimento do fígado e baço.

Informações postadas no G-1 Amapá

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