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Porto de Santana pode entrar nessa rota |
A companhia francesa Grand Port Maritime de Guyane realizou um estudo durante dois anos, com apoio do Governo do Amapá através de convênio de cooperação, sobre a exportação de produtos brasileiros para países do platô das guianas e países localizados no Caribe.
O Estudo da Cabotagem Inter-regional do Planalto das Guianas ao Caribe avaliar os potenciais da cabotagem utilizando portos no Amapá e Pará para dinamizar o tempo de transporte.
Atualmente, os produtos brasileiros enfrentam uma rota marítima que leva aproximadamente 40 dias para chegar à Guiana Francesa, departamento ultramarino da França que faz fronteira com o Amapá.
Isso por que devido a determinações da União Europeia, produtos brasileiros com destino a Guiana Francesa precisam atravessar o oceano Atlântico para passar por inspeção sanitária na Espanha ou na França, só então esses produtos retornam para os países a qual é destinado.
Como forma de diminuir esse trajeto, além dos custos envolvidos no processo, o Grand Port Maritime de Guyane realizou o estudo e apresentou na semana passada, no Palácio do Setentrião, em Macapá.
O resultado do estudo apontou que possível estabelecer uma nova rota de 17 dias através dos Porto da Vila do Conde, em Barcarena, no Pará, e o Porto de Santana, no Amapá, e de países do Platô das Guianas, região que inclui a Guiana Francesa, Guiana e Suriname, além de Martinica e Guadalupe, departamentos ultramarinos franceses localizados no Caribe.
A medida
Segundo Valére Escudié, consultor do projeto, a região é favorável ao uso do transporte fluvial, por ter grande número de vias navegáveis. Além disso, com a mudança no trajeto, os custos diminuiriam, tornando o serviço mais atrativo às empresas de transporte fluvial.
A modificação seria possível com a instalação de um porto sanitário no Grand Port Maritime de Guyane, medida que atenderia as exigências da União Europeia e torna desnecessário o deslocamento até à Europa, permitindo importação e exportação de produtos da agricultura, pecuária, indústria têxtil e material de construção, entre outros.
Para o diretor de desenvolvimento do Grand Port Maritime de Guyane, Remy Budoc, o projeto de cooperação entre os países vem se desenvolvendo rapidamente.
“Com o estudo finalizado, esperamos, em breve, colocar em funcionamento o serviço de cabotagem entre os países. A Guiana Francesa e o Brasil, sob o ponto de vista comercial, devem caminhar juntos, pois temos uma fronteira”, enfatizou.
Como próximo passo, o Governo deve assinar um segundo termo para fazer o chamamento das empresas que tenham interesse em utilizar esta nova rota marítima.
O vice-governador Papaléo Paes salientou que o Governo do Amapá vê a possibilidade como uma forma de potencializar a economia amapaense.
“Nosso Estado possui uma posição geográfica privilegiada, por ser próximo ao Caribe e possuir fronteira com a União Europeia, através da Guiana Francesa. A possibilidade de uma nova rota marítima mais curta e com custos mais atrativos surge para aproveitar este potencial que deve ser utilizado de forma a garantir maior desenvolvimento ao Amapá”, registrou.
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