A gerência regional da Eletronorte no Amapá admitiu nesta terça-feira, 14/10, que os apagões de energia que vem atingindo os bairros da capital (Macapá), de Santana, Mazagão e outros municípios adjacentes, há mais de duas semanas, são fruto de racionamento de energia. A informação foi confirmada pelo diretor regional da estatal no Amapá, Engenheiro Marcos Drago.
Todo o parque da Eletronorte gera hoje 270 megawatts. Já a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), que possui um parque térmico, produz cerca de 50 megawatts. Toda a produção está no limite da demanda. “Quando há desligamentos entre às 13 horas e às 15 horas, período de pico da demanda, é porque nós tivemos que fazer o corte, pois a demanda ultrapassou o nível de produção”, explicou o diretor. “Não é um racionamento comum, com datas e horários pré-definidos, mas naquele momento é um racionamento”, acrescentou Drago.
O consumidor amapaense não deveria estar passando por um novo racionamento se a estrutura de rebaixamento da energia que vem pelo Linhão de Tucuruí já tivesse sido construída pela CEA. O Linhão de Tucuruí já está energizado.
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Marcos Drago, Diretor Regional da Eletronorte/AP |
A obra de rebaixamento também impede que a capital e outros municípios também recebam energia das hidrelétricas de Santo Antonio, em Laranjal do Jari, da Alusa, no município de Ferreira Gomes. As duas já estão produzindo em fase de testes. A CEA não quis se pronunciar sobre o assunto.
Os pequenos racionamentos podem ficar maiores se o reservatório do Paredão baixar muito o nível e houver uma demora na chegada das chuvas na cabeceira do Rio Araguari. “Por enquanto o nível está normal. Mas se baixar muito teremos mais problemas”, avisou Drago.
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