Casas do Delta: Obras serão retomadas e ocupantes deixarão os imóveis até o dia 31 de maio

MP e Prefeitura de Santana com os moradores
Ocorreu na manhã desse sábado (06/05) uma reunião entre representantes do Executivo, do Judiciário e populares envolvidos na ocupação ilegal de dezenas de casas (inacabadas) no bairro do Delta do Matapí. 

Ao todo, são mais de 60 famílias que foram notificadas judicialmente essa semana a deixarem as moradias que estavam ocupando de maneira irregulares. 

“Elas invadiram as casas (mesmo inacabadas) há mais de dois anos e agora existe essa necessidade de deixarem o local para que essas obras sejam concluídas”, ressaltou o promotor Adilson Garcia, que esteve presente na reunião. 

Prefeito Ofirney Sadala
Além do promotor, o prefeito de Santana Ofirney Sadala, os secretários municipais Ronival (Semgov), Diana Castelo (Semasc) e Juscelino Alves (Semdures), e representantes da empresa-responsável pelas obras, que acompanharam os questionamentos dos ocupantes, buscando resolver pacificamente a situação. 

“Todos precisam de um espaço digno para abrigar e com certeza tudo será bem resolvido”, disse um dos secretários.

Retomada
São mais de 60 unidades habitacionais que iniciaram suas obras há cerca de quatro anos, mas sofreu diversas paralisações no decorrer do tempo por razões técnicas e financeiras.

“De primeiro foram apontados problemas na construção física das casas, depois vieram as questões de repasses que só fizeram acumular mais tempo”, explicou o responsável pela empresa que iniciou as obras em 2013. 

O responsável ainda repassou que faltam pouco mais de 10% dos serviços estruturais dos imóveis para serem concluídos. “Tá faltando somente a rede de esgoto, a fossa e a correção da pavimentação frontal das casas”.

A empresa-responsável pelas obras prevê entregar as unidades habitacionais totalmente construídas ainda esse semestre. 

De acordo com informações, a 1ª tentativa de invasão dessas casas aconteceu no final de 2014, mas somente em outubro de 2015 que mais de 50 famílias ocuparam os imóveis, vindo desde então uma briga judicial que já envolveu a Caixa Econômica Federal (financiadora da obra), a Prefeitura de Santana e o Ministério Público Estadual. 

“Existem muitas famílias que não esperavam por essa ordem de saída, mas infelizmente vamos ter que cumprir”, comentou o autônomo Raimundo Sanches, que ocupa um dos imóveis há mais de um ano. 

Flávia espera há 8 anos
Segundo o autônomo, a maioria dessas famílias se apresentam nas condições sociais mínimas, conforme exigência das autoridades sobre as pessoas que buscam o amparo de uma casa própria. “Tem mãe que sustenta sozinha a casa com três filhos”. 

Aluguel Social
Como os ocupantes foram intimados judicialmente a deixarem as casas até o próximo dia 31 de maio, a Prefeitura de Santana se disponibilizou de adequá-los a um programa social de garantirá seis meses de moradia (totalmente isentas). 

“Vamos coloca-las no programa do ‘Aluguel Social’ e também cadastra-las em outros programas do Governo Federal para que possam ser beneficiadas com outras ações”, garantiu o prefeito Sadala. 

Em termos de benefício é o que estará também garantido à Flávia Souza, de 32 anos, que há mais de oito anos vem aguardando por uma resposta sobre a conclusão dessas obras habitacionais. 

“Já se passou três gestões e nada foi feito, e eu ali, aguardando que dessa vez eu acho que vai entregue essas casas”, prevê Flávia, que se cadastrou como beneficiária habitacional no período do governo do prefeito Antônio Nogueira, e ainda residindo em área de risco vulnerável (área palafita do bairro dos Remédios). 

“Acredito que nessa gestão do prefeito Sadala esse problema das habitações seja finalmente resolvido”, disse.

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