Vendedores veteranos de esquina bancária são notificados a saírem do local

Notificados, vendedores sairão de frente de banco
Um comunicado que pegou de surpresa pelo menos seis trabalhadores que comercializam de modo informal na esquina da Rua Salvador Diniz com a Avenida Dom Pedro I (Centro de Santana): terem o prazo de 24hs para se apresentarem à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh) para tratarem de assuntos de seus interesses. 

O comunicado trata-se na verdade de uma notificação que foi entregue para cada um desses vendedores ambulantes na tarde da última sexta-feira (07/04) por fiscais da Prefeitura de Santana, sob a orientação de comparecerem no prazo estipulado ao setor responsável pela área de fiscalização externa. 

“Eles chegaram de modo tão apressado que só foram notificando os vendedores, e dizendo que todo mundo deve sair de frente da agência bancária”, explicou o vendedor Aldo Martins. 

Cópia de notificação deixada
A agência citada por Aldo é referente à Caixa Econômica Federal (CEF), situada no cruzamento onde estão os trabalhadores informais que foram notificados pela Prefeitura de Santana que, segundo os mesmos, a permanência provisória dos carrinhos ambulantes ou de outros trabalhadores informais estaria causando obstrução no tráfego de pedestre, e principalmente dos clientes da referida agência bancária. 

“Alguns anos atrás, teve um gerente dessa agência que tentou tirar todos os vendedores que ficassem aqui em frente, mas vejo que ninguém está atrapalhando o acesso para dentro do banco”, explicou o autônomo José Mota, que comercializa nas proximidades do banco há quase uma década, e ficou surpreso com a notificação. 

Providências
No conteúdo do documento entregue pelos fiscais, fica notificado o citado trabalhador a comparecer à Semduh para tratar do uso e da ocupação ilegal de espaços em logradouros públicos, conforme disposto no Artigo 32, seção VII, parágrafo único da Lei n.º 266/95, que “ditam as normas e regulamentos quanto ao uso para a exploração de publicidade nas vias e logradouros públicos, bem como nos lugares de acesso comum, as quais dependem de licença e autorização da Prefeitura de Santana”. 

Para alguns trabalhadores, o ato seria um tipo de “represália” tomada pela gerência do banco que não estaria satisfeita com a presença desses vendedores nas imediações da agência. 

“Estou aqui há oito anos e nunca recebi qualquer reclamação da minha presença por aqui, tanto que já houve funcionários de dentro da agência almoçar na minha barraca e sempre questionei se havia algum problema por eu está ali e nunca comentaram”, contestou o vendedor Mota.

Procurado pelo blog na manhã deste sábado (08), nenhum funcionário da citada agência quis comentar o assunto, apenas orientou a procurar o setor de comunicação da agência central da CEF em Macapá.

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