Em frente ao HE de Santana, profissionais da saúde exigem segurança e condições de trabalho

Profissionais exigem melhores condições no local
Cansados de atravessarem por uma das fases mais difíceis na história do setor da saúde pública – assim relatados por eles – dezenas de profissionais lotados na maior unidade hospitalar de Santana protestaram pelas péssimas condições que o local vem oferecendo nos últimos meses. 

O ato aconteceu na manhã dessa quinta-feira (06/04) na área externa da principal entrada do Hospital Estadual de Santana, com a presença de enfermeiros e outros profissionais que prestam serviço direto e indiretamente naquela unidade. 

“A maioria que compareceu está de folga, mas acabaram recebendo o apoio de outros colegas de profissão que também estão de plantão, que reforçam as reivindicações dessas condições que estão vivendo dentro do Hospital”, disse Ismael Cardoso, presidente do Sindicato de Enfermagem e Profissionais da Saúde do Amapá (Sindsaúde/AP). 

Segundo Ismael, os maiores problemas questionados pelos profissionais estão relacionados à falta de segurança na unidade e carência de materiais e equipamentos de trabalho.

“Em menos de 15 dias, já foram registrados dois assaltos com funcionários dentro do Hospital, justamente pelo fato de não haver mais vigilantes. Agora inventam essa ideia de colocar câmeras para monitorar o local, o que podemos prever que de nada irá adiantar”, disse Ismael, que continuou: 

“Além desse risco de não ter algo (ou alguém) que garanta a integridade física desses profissionais, ainda esbarram na falta de condições materiais, onde não existem medicamentos considerados básicos para atender a população, o que esses profissionais numa situação até de desconforto quando atende as pessoas”, disse. 

Cerca de 500 profissionais prestam serviço ao Hospital santanense (entre médicos, enfermeiros, técnicos e outros segmentos da saúde) que existe há mais de 35 anos, com uma demanda diária de mais de 300 registros de atendimentos emergenciais e pediátricos.

Entre outras reclamações (a maioria descrita em faixas e cartazes expostos em frente à unidade de Saúde), citam até a falta de produtos de limpeza por parte das empresas terceirizadas que alegam não estarem recebendo o repasse corretamente do Governo do Estado.

Procurado pelo blog, uma atendente (que não quis conceder o nome) informou que o administrador do hospital estava numa reunião interna e não podia atender no momento. Foi deixado o contato do blog para retorno, o que não houve.

Comentários

  1. Primeiro quero agradecer a iniciativa de nos acompanhar e divulgar o ocorrido no ultimo dia 06/04. O nosso cotidiano está marcado por descaso e desrespeito e o poder público não adota medidas que tragam resolutividade aos pobres e pagamos o preço de uma gestão irresponsável.
    Segundo quero lhe parabenizar pelo excelente serviço prestado a comunidade Amapaense.

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