Servidores do Judiciário são capacitados como instrutores em Oficina de Parentalidade

Membros e servidores do Ministério Público do Amapá (MP-AP), magistrados e servidores das Varas de Família, Violência Doméstica, Infância e Juventude de Macapá e Santana, Prefeitura Municipal de Santana (PMS), Polícia Militar e Delegacia da Mulher participaram, na manhã da última terça-feira (07), do Curso de Formação de Instrutores em Oficina de Parentalidade, promovido pelo Núcleo de Mediação, Conciliação e Práticas Restaurativas da Promotoria de Justiça de Santana. 

O evento ocorreu no Instituto Federal do Amapá (IFAP) e encerrou nesta quarta-feira (08/02), com objetivo de estimular uma cultura de paz nas relações familiares. 

“Ações que promovam a união de todos são muito importantes para que possamos apresentar propostas de solução de conflitos entre os pais, com o objetivo de proporcionar um ambiente saudável na criação de seus filhos”, ponderou a coordenadora do Núcleo de Mediação, promotora de Justiça Silvia Canela, que no ato agradeceu a presença de todos e deu as boas-vindas aos presentes. 

O curso traz como objetivo principal auxiliar no enfrentamento e dificuldades impostas à parentalidade após a separação conjugal, tanto nos casos de alienação parental, como na repercussão do sofrimento psicológico causado nos filhos e em todos os envolvidos e, a partir disto, encontrar a melhor forma de se adaptarem às mudanças ocorridas nas relações familiares, de modo a prevenir o desentendimento e fortalecer a aliança parental. 

O procurador-geral de Justiça do MP-AP, Roberto Alvares, participou da abertura do evento e disse que a responsabilidade de semear e promover uma cultura de paz é incumbência de todos. 

“O que nos torna um passageiro do bem é um espírito suave. Somos todos semeadores da semente da paz. Aquele que planta a semente, colhe os frutos do amor, e não existe amor sem a irrigação dessa semente”, enfatizou. 

Segundo a juíza de Direito da 2ª vara da Família e Sucessões da Comarca de São Vicente – SP, Vanessa Aufiero da Rocha, que participou como palestrante do curso, a oficina “é um instrumento que tem a finalidade de ajudar as famílias no momento do divórcio. O objetivo é prevenir a alienação parental e minimizar os conflitos familiares”, informou. 

Oficinas da Parentalidade
As oficinas de parentalidade promovem a educação parental, transmitindo aos instrutores de oficina técnicas apropriadas de comunicação na família, ensinamentos a respeito das consequências negativas que os conflitos proporcionam aos filhos menores, informações legais sobre alienação parental, guarda, visitas e alimentos. 

Outro ponto é poder prevenir o abandono afetivo e a alienação parental, na medida em que se busca a conscientização dos pais em relação à importância do convívio harmonioso para a criança. O trabalho é pedagógico e não terapêutico. 

“A partir da capacitação, os instrutores vão oferecer aos membros dessas famílias, através das oficinas, o suporte necessário para que a parentalidade não se perca, embora exista uma separação. A intenção é trabalhar para minimizar os conflitos familiares e, ainda, prevenir o abandono de uma figura e evitar a alienação parental, melhorando o bem-estar de todos”, finalizou Silvia Canela. 

Participaram, ainda, do evento os promotores de Justiça do MP-AP Socorro Pelaes, Wueber Duarte Penafort e Jorge Canezin, além dos voluntários e colaboradores do Núcleo de Mediação de Santana.

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