Debate Público tratará sobre fatos polêmicos ligados ao naufrágio do “Novo Amapá”

O cineasta paraense Wagner Júnior – que anunciou há várias semanas a produção de um longa-metragem sobre o naufrágio do Barco “Novo Amapá”, ocorrido em 1981 – confirmou sua vinda ao Amapá na próxima semana, quando estará participando de diversas entrevistas (coletivas à imprensa), assim como também estará presente em um debate público que tratará de diversos assuntos – muitos até polêmicos – ocorridos na época do desastre fluvial. 

O debate (que acontecerá no auditório do Conselho de Cultura, em Macapá) terá por objetivo discutir e explanar com a sociedade as ações negligentes que foram registradas na época do naufrágio, assim como a posição tomada pelas autoridades públicas diante do ocorrido. 

“Segundo relatos que recebi, na época do naufrágio, as autoridades não procuraram dar a atenção merecida sobre o ocorrido, havendo uma série de atos negligentes que causaram revolta para a população macapaense daquele ano (1981)”, disse o cineasta ao blog. 

O debate também servirá para expor as ideias artísticas e técnicas que serão traçadas e utilizadas para a produção do longa-metragem, além de abrir espaços para discussões externas sobre o tema a ser produzido. 

“Como se trata de um filme baseado em fatos reais, é necessário que a sociedade em geral tome conhecimento de alguns pontos que iremos colocar no roteiro do filme, e a opinião da sociedade é muito importante nesse debate”, enfatizou. 

Ocorrido em janeiro de 1981, o naufrágio do Barco-motor “Novo Amapá” aconteceu na foz do Rio Cajarí, a menos de 70km do município paraense de Almeirim, matando mais de 400 pessoas, sendo considerado um dos maiores desastres da navegação mundial. 

Na época, o Governo Federal teria se comprometido com o governo amapaense em ajudar as mais de 600 pessoas que estavam a bordo do barco, e até aberto sindicâncias para apurar as causas do naufrágio, o que pouca coisa chegou a ser cumprida pelas autoridades. 

“Essas omissões causaram muita revolta das pessoas que perderam parentes nesse desastre, e isso vem sendo até hoje discutido socialmente. Claro que não diretamente o nosso caso, já que estamos tratando da produção do filme, mas com certeza será questionado durante o debate”, pontuou Wagner. 

O debate ocorrerá na próxima quinta-feira (10), na sede do Conselho de Cultura, localizado na Avenida Cora de Carvalho, em frente ao posto de atendimento comercial da CEA, a partir das 16hs.

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