Internautas apontam vários “erros” e “curiosidades” em Pesquisa Eleitoral para a Prefeitura de Santana

Internautas apontaram "falhas" nessa pesquisa
Um dos assuntos mais comentados pela sociedade santanense nesta quinta-feira (15) foi a divulgação de uma pesquisa eleitoral pela disputa para a Prefeitura Municipal de Santana, onde o nome da deputada federal Marcivânia Flexa estaria sendo a mais propícia para assumir o referido cargo entre os seis (06) candidatos ao Palácio Roselina Matos. 

A pesquisa teria sido realizada pelo Instituto Opinião Limitada (RS) e publicada na edição de hoje (15) do jornal diário “A Gazeta”. No entanto, dezenas de internautas amapaenses utilizaram das redes sociais para apontar algumas observações da referida pesquisa, considerados como “erros técnicos e incompletos”, que, segundo os próprios internautas, pode afetar consideravelmente na formação clara e na opinião coerente dos eleitores santanense até o dia da eleição municipal, marcada para o próximo dia 02 de outubro. 

O blog Santana do Amapá separou alguns pontos considerados “inconiventes” com a pesquisa eleitoral realizada: 

1º) Pesquisa feita há mais de 40 dias
Segundo o jornal que divulgou a pesquisa, as entrevistas de campo aconteceram entre os dias 05 e 06 de agosto de 2016, bem antes do início do período da campanha eleitoral (que começou no dia 16 de agosto).
O internauta Paulo Almeida declarou em uma rede social a falta de confiabilidade que a referida pesquisa passa para o público-leitor. “É difícil de acreditar nessas informações por estarem tão defasados de prazo em que fizeram a pesquisa”. 

2º) Nomes de bairros não foram divulgados
Tal ponto não foi colocado pelo Instituto Opinião para acesso ao público, colocando mais ainda em dúvida a credibilidade da citada pesquisa. 

3º) Margem de erro elevada
De acordo com a pesquisa aqui divulgada, percebe-se um número de 5 pontos na margem de erros, o que acaba tirando em mais de 30% a credibilidade das informações publicadas na pesquisa. 

4º) Perguntas com “sentido duplicado” são inválidas
Se o eleitor já espera um bom trabalho de um futuro prefeito a ser eleito, obviamente não vai ficar achando defeitos após as eleições. Porém, dois itens “curiosos” divulgados pela pesquisa em questão procura colocar o público em dúvida sobre o que se espera do futuro gestor municipal e o sentimento sobre seu candidato. 

“Apesar de parecerem perguntas distintas, o que nos dar a entender é que procuramos por uma pessoa com diversos requisitos, mas não sabemos definir (exatamente) qual é o principal requisito que vamos avaliar sobre essa pessoa”, postou a internauta Mariane Couto, em sua conta no Facebook. 

Pesquisa não aparece registrada no TRE/AP
5º) Pesquisa confiável tem que ser formalmente registrada, e não apenas protocolada
Uma dúvida que alguns internautas santanenses mais questionaram sobre a referida pesquisa se refere ao seu registro, pois, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), toda e qualquer pesquisa eleitoral tem que ser formalmente registrada em Cartório Eleitoral. 

“Procurei por essa pesquisa no site do TRE/AP e não achei. Tô achando muito estranho dizerem que foi apenas protocolado se poderia ser registrado”, comentou um internauta. 

Pesquisas com teor suspeito
Esta não é a primeira vez que informações relacionadas a pesquisas eleitorais são consideradas de teor inconfiável e suspeito para os santanenses. 

Em abril deste ano, o blog denunciou a realização de uma pesquisa que vinha sendo feita por alguns bairros de Santana, onde supostos funcionários de uma empresa estariam buscando dados sobre o cenário político local, consultando a opinião de moradores com perguntas ligadas à atual gestão municipal, chegando até a citar nomes de futuros candidatos à prefeitura de Santana, isentando os nomes de Isabel Nogueira e Robson Rocha durante essas pesquisas. 

A empresa que estava à frente dessas supostas pesquisas chegou a ser denunciada na época ao Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE/AP) pelo crime de veiculação e questionamento antecipado de assuntos eleitorais fora do prazo em questão.

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